Nessa sexta-feira 08/04/2016 às 23:00 vai rolar no Favela Chic: "Broken Jazz Society's Stoner Night" com a banda Broken Jazz Society tocando suas composições próprias e também fazendo um tributo ao Rock Clássico e Stoner Rock.
Broken Jazz Society
A banda Broken Jazz Society é uma das revelações do rock uberabense autoral e após o lançamento do EP Gas Station (2015) iniciaram sua trajetória no cenário independente da cidade mostrando a que vieram.
A banda por esses dias ganhou o Festival realizado pela rádio Sete Colinas (Sete Sound Festival) e também conseguiram com que a música "Riot Spring" seja veiculada pela mesma, nas sintonias FM e AM.
Eu conversei com o guitarrista e meu camarada Mateus "Garfield" e ele mandou o seu recado pros leitores do blog:
"Começamos o ano trabalhando bastante. O clipe de Riot Spring, presente
no EP Gas Station, já está em fase de produção, bem como os sons que estarão no
próximo álbum. Neste mês de Abril, com a vitória no Sete Sound Festival,
concurso de bandas organizado pela Sete Colinas, e a veiculação da já citada
Riot Spring nas rádios 98.1 FM e 1.120 AM, recebemos vários convites para shows
e entrevistas, e consequentemente, tivemos de reorganizar nossa agenda para
comparecer em todos. Nesta sexta feira, dia 08/04, tocaremos no Favela Chic, a
casa mais tradicional de rock n’roll da cidade, com um repertório estendido e
elaborado especialmente para a ocasião, com músicas do nosso novo trabalho e
releituras de clássicos do rock e do stoner. Esperamos ver a casa cheia e a galera
apoiando em peso a cena autoral da cidade, que é extremamente diversificada e
competente."
Abaixo seguem os links da banda Broken Jazz Society:
Estamos de volta com a seção "Na Sala do Coringa", que nada mais é do que Manu "Joker" (Uganga/Underdose) entrevistando uma banda que não faz parte da cena local de Uberaba.
Manu
Nessa postagem a banda entrevistada é a banda paulista Psychotic Eyes que também faz parte do cast da Som do Darma, então tá tudo em casa.
Bora lá Manu e Psychotic Eyes:
Manu:Salve
pessoal! Acompanho o trabalho do Psychotic Eyes há algum tempo, mas gostaria
que falassem um pouco sobre o início da banda e a proposta de vocês pros leitores do Blog Rock Uberaba.
Dimitri Brandi:A banda começou em 1999, bastante tempo atrás.
É engraçado, eu vejo fotos antigas e me surpreendo de como éramos moleques no
começo. Mas eu me achava velho. Lembro da ansiedade por arrumar logo uma banda,
compor, gravar, tocar ao vivo. Eu pensava “putz, o Toni Iommi formou o Black
Sabbath com 21 anos, eu já sou mais velho que ele e não tenho minha banda
ainda”. O núcleo do Psychotic Eyes sempre fomos eu e o Alexandre Tamarossi,
baterista, que conheci por causa de um anúncio na revista Rock Brigade.
Tínhamos as mesmas referências musicais na época, Death, Slayer, Kreator. Com o tempo o som foi sendo
moldado, atingimos nossa identidade. Gravamos duas demos e dois álbuns até que
o Alexandre anunciou que iria sair. Agora estamos eu e o Douglas Gatuso, baixista,
gravando um disco acústico e procurando desesperadamente por um baterista.
Manu: Apesar da base
do PY ser o death e othrash metal vocês
têm uma sonoridade bem única com referências a jazz e música brasileira em suas
composições. Quais as principais referências e como vocês chegaram a essa
fórmula sonora?
Dimitri:Foi
meio que por acidente. Não foi algo predeterminado. Quando comecei a tocar guitarra, minhas
referências eram Iron Maiden, Black Sabbath, Kiss e outras bandas de
metal tradicional. O gosto pelo metal extremo veio depois, com o thrash e bandas de death metal mais
técnicas como Carcass e Death. O meu interesse pela música brasileira veio
primeiro como curiosidade. Quando eu estava gravando os solos do primeiro CD,
estudei muito harmonia, e apareceram aqueles acordes estranhos de bossa nova,
que são um guia bem interessante para quem quer aprender a mudar de tom dentro
de uma música sem soar artificial. Incorporei aqueles elementos nas minhas
composições. Na mesma
época o Alexandre estava dando aula de bateria em alguns projetos sociais em
Guarulhos e começou a pesquisar ritmos brasileiros. Começamos a adicionar essas
coisas na nossa música, sempre num contexto pesado. Uso harmonias de bossa nova e ele
colocava uma virada de ritmo brasileiro no meio dos blasting beats.
Manu:Vocês já passaram
por algumas mudanças de
formação e sei que isso acaba atrapalhando um pouco no corre
das bandas. Comentem sobre o line-up atual e sobre essas mudanças.
Dimitri:O
lineup atual somos somente eu (vocal e guitarra) e o Douglas (baixo, vocal e violão). Estamos
gravando um disco acústico no formato dois violões, pela falta de baterista. Se
alguém estiver interessado, entre em
contato!
Manu: Em 2007 vcs
lançaram seu primeiro álbum, auto-intitulado, como foi a recepção do público nacional e no exterior?
Por aqui vi excelentes resenhas nos meios de comunicação.
Dimitri: As
resenhas foram excelentes mesmo, o que nos surpreendeu bastante. O primeiro
álbum foi lançado em 2006 e nos proporcionou excelentes momentos, como o de
tocar ao lado de Chaosfear, Threat
e Dr. Sin numa das seletivas do Wacken Metal Battle. Foi
também com esse disco que começamos a aparecer na imprensa, ele foi bem
avaliado em todas as revistas de metal que havia na época: Rock Brigade, Roadie Crew,
Valhalla e Comando Rock.
Manu:Em 2011 veio o
novo álbum “I Only Smile Behind The Mask” com uma produção bem
superior a cargo do renomado produtor canadense Jean François Dagenais, também
guitarrista do Kataklysm, uma das maiores bandas do death metal contemporâneo.
Comente sobre esse álbum.
Dimitri: Esse
é o trabalho que mais me orgulha até hoje. Infelizmente não foi lançado físico,
mas está disponível no Spotify e nas plataformas de download tipo iTunes e
Bandcamp. Estávamos sozinhos, eu e
o Alexandre, então chamamos o Rodrigo Nunes
(ex-Drowned e Eminence) para gravar o baixo. Fizemos tudo à distância. Eu
morava em Campinas,
o Alexandre em Guarulhos e o
Rodrigo em Belo Horizonte, com o J.F. Dagenais
supervisionando tudo via Skype
lá do Canadá. Infelizmente não pude ir pra lá acompanhar a mixagem, mas a
experiência do cara e a empolgação dele com o projeto resultaram numa produção
fantástica. Eu fiquei sinceramente emocionado quando ouvi a sonoridade final. É
nesse disco que considero que estão as nossas melhores composições, como
Welcome Fatality, Life, Dying Grief e The Girl. Nele também contamos com a
participação especial de um dos maiores artistas brasileiros, que é o ciberpajé
Edgar Franco,
que fez vozes adicionais e de robô na faixa “The Humachine”.
Manu:Vocês têm
fortes referências a literatura em suas letras, que vão muito além dos clichês
do metal. Dimitri o que te inspira na hora de escrever?
Dimitri:Obrigado
pelas palavras! Considero que são extremamente elogiosas! Minha maior
inspiração hoje são os sentimentos humanos, a vida difícil das sociedades
humanas neste momento de crise de todas as instituições. A literatura é sempre
uma referência, mas gosto de extrair da arte aquilo que o ser humano tem de
introspectivo, as emoções conflitantes e as dores da vida. No começo eu curtia
escrever sobre histórias de terror, guerras, esses clichês do metal que você
citou. Com o tempo
fui me interessando por temas mais emotivos e introspectivos, como a morte, o
amor, a inveja, coisas assim.
Manu:Em “I Only
Smile Behind The Mask” vocês fecham o cd com uma versão de “Geni e o Zepelim” de Chico
Buarque onde apesar de manterem a letra original mudaram totalmente o arranjo.
De quem foi essa idéia que, diga-se de passagem, ficou bem interessante?
Dimitri: Opa,
muito obrigado, novamente! Eu mudei a letra também. Escrevi uma letra em
inglês, contando a mesma
história, mas não é uma versão ou tradução da letra do Chico Buarque. Eu tive a
ideia enquanto ouvia uma música do Blaze, e reparei que a harmonia era a mesma da Geni. Pensei que a
composição do Chico Buarque tinha tudo para ser uma balada de metal. Harmonia
menor, depressiva, com um refrão agressivo. Bem o clichê de balada de metal,
tipo “Welcome Home” do Metallica ou “Wasting Love” do Iron Maiden. Comecei a
“destraduzir” a letra, escrevendo uma versão em inglês, e fiquei impressionado
com a agressividade da história e das palavras. Aquilo casava perfeitamente com
uma música do Psychotic Eyes. Fizemos um arranjo brutal e épico, em que o
Alexandre mostrou uma incrível composição da bateria, que vai praticamente
contando a história e mostrando os sentimentos da personagem. No final, acho
que essa é a melhor
composição que fizemos, algo que muito me orgulha.
Manu:Após a tour do
segundo álbum o baterista
Alexandre Tamarossi se afastou da banda devido a uma crise de bursite
ocasionando seu desligamento. Vocês já têm alguém para ocupar essa vaga?
Dimitri:Não!
Procuramos desesperadamente! Interessados entrem em contato!
Manu:Nesse período
sem baterista vocês fizeram alguns shows em formato acústico e como os
resultados foram muito bons, resolveram registrar essa ideia no que será o
próximo cd da banda, o acústico de death metal, algo muito inovador, “Olhos
Vermelhos”. As gravações já começaram? Dêem mais detalhes.
Dimitri:Já
começamos a gravação. Serão cinco faixas. Além do formato inovador, death metal acústico,
com dois violões e dois malucos berrando gutural, temos uma outra inovação, que
serão as letras em português. Tudo começou com uma provocação do poeta Luiz Carlos Barata,
numa entrevista que dei pra ele quando ele apresentava um programa de rádio.
Ele perguntou porque as bandas
brasileiras de metal não cantavam em português. Em vez de dar
uma resposta padrão, superficial ou clichê, eu preferi confessar a minha
ignorância e perplexidade, admitindo que não tinha a menor ideia. Acho que ele
também se sentiu provocado e escreveu um poema bem death metal,
intitulado “olhos vermelhos”, que casou como uma luva para uma composição do
Psychotic Eyes. Ela será a faixa título do disco acústico.
Manu:Pessoal, é
isso, o Blog Rock
Uberaba agradece pela entrevista e deixa o espaço para as considerações finais:
Dimitri:Eu
que agradeço a grande oportunidade da entrevista! Rock Uberaba na veia! Grande abraço meu
brother.
Ao som da banda brasiliense Arandu Arakuaa é que começo esse post, inclusive foi nas dicas dessa edição do programa Underdose que me bateu a curiosidade de conhecer a banda, e, posso dizer que achei os dois discos bem diferentes, daqueles que merecem serem ouvidos com calma.
"O Underdose é fruto da parceria entre o selo
Sapólio Rádio (Guilherme Diamantino) e a banda Uganga (Manu “Joker”), com
colaboração da Travesseiro Discos, Incêndio Shop e Jornal Brasa.
A proposta
do programa é divulgar a cena musical autoral do Triângulo Mineiro além de
falar de artistas e parceiros que conhecemos na estrada.
Música,
diversão e informação em pouco mais de 15 minutos, tudo regado a cerveja
gelada! Agora também na TV via Canal Da Gente (Araguari e Uberlândia)."
No
Underdose 26 você confere as seções Tô Ouvindo com Gracielle Fonseca
(Festivalando), que dá umas dicas bem legais de discos...
O "Prato do Dia" dessa edição é triplo e rola a resenha de Breno Angelotti dos shows do Testament, Cannibal Corpse, Genocídio, além da banda Test... Cobertura do Festival Udi Rock e também do Crossover And General Metal.
Nas dicas do Underdose rola um garçom pra lá de especial na ausência do(s) garçom(s) convidados.
Pra quem já acompanha o Underdose, sabe da presença do cão sonoplasta e também segurança "Nicolau".
Confiram as dicas com o cão garçom.
Pra fechar o programa Monejo (Chile) com novidades e também diretamente do Rio de Janeiro Gabriel
Thomaz (Autoramas) fala um pouco sobre seu livro "Magnéticos 90"...
Nesse domingo 20-03-2016 às 15:00 vai rolar o Urban Rock (2ª edição) com as bandas uberabenses Nekrotério, CxNxAx (Continuamos Não Aturando), Cortex, Porco Sujo e Dekapto.
Deixo vocês com as palavras dos organizadores do evento:
"Em meados de outubro de 2015 o evento Urban
Rock era lançado com o intuito de disponibilizar a divulgação da cena
underground uberababense e de toda a região.
Idealizado pelos integrantes Luan
Bryan (vocal) e André Luís (batera) da banda Porco Sujo, o festival chega a sua
segunda edição no dia 20 de Março de 2016 com uma nova gama de bandas
representando a cena uberabense. Marcarão presença as bandas:
CxNxAx (voltando a
cena underground da região e marcando presença na abertura do festival), Dekapto (uma banda que se destacou rapidamente devido ao seu som técnico e de
peso), Porco Sujo (lançando seu primeiro EP ao vivo com um estilo diferente e
único), Cortex (banda conhecida da cena underground do triângulo mineiro
marcando sua volta aos palcos) e Nekroterio (pioneiros do horror punk
uberabense, mostrando que são uma das grandes bandas representantes do estilo). Vale destacar que o evento aceita 1Kg de alimento não perecível como metade da
entrada. Os alimentos serão encaminhados para uma instituição carente da cidade
e esperamos todos no Urban Rock
2016 para curtir o festival e fortalecer a cena".
Nesse Domingo 13/03/2016 vai rolar na concha acústica as bandas DCV e Big Moffo à partir das 11:00h. O DCV é uma das bandas clássicas do Punk Rock uberabense e no show vai rolar composições próprias em sua maior parte. A banda é formada por: Guilherme Diamantino (vocal), Zé Gé (bateria), Dani Arruda (baixo) e Guilherme "Java" (guitarra). A munição da banda é o rock velho anos 80, bebidas em geral, relacionamentos estranhos, críticas à televisão, discos de vinil e nomes estranhos...
A segunda banda a se apresentar é a Big Moffo, formada por Douglas Oliveira, Marcos Garcia, Athos Reis e Marcelo Lima, com o rock'n'roll novo com cheiro de velho.
Esta é a proposta da Big Moffo, formada em junho de 2013.
A Big Moffo tem influências dos anos 50, passando por Beatles, Stones, Dylan e toda a galera dos anos 60, a psicodelia da contracultura e Woodstock e todas as grandes bandas que surgiram no fim dos 60, como Led, Doors, Creedence, Pink Floyd, Cream, Clapton, Tom Petty, e todo mundo dos 70. Além de toda essa energia rockeira, também tem os grooves da soul music e sempre uma raiz forte do blues.
Fiquem com o clássico clipe da banda uberabense DCV executando a música "Ainda Te Tenho"
Marco com a banda Uganga ao vivo em Curitiba, abrindo o show da banda Exodus. 27/01/16. Foto: Makila Crowley
Ao som do clássico "Fresh Fruit For Rotting Vegetables" da banda Dead Kennedys é que começo o 9º Bala Na Agulha. Esse é um dos discos que, quanto mais ouço, mais gosto...
Meu convidado dessa vez é meu amigo Marco Paulo Henriques, baterista da banda mineira Uganga, proprietário da Incêndio e um dos sócios do Vitrola (Araguari).
O Marco é um dos melhores bateristas que já ouvi tocando ao vivo, (podem incluir os gringos aí também), o cara desce a porrada na batera sem dó e com muita precisão, e posso falar isso com muita propriedade, porque acompanhei a evolução do cara nesses 14 anos...
Antes de começar o Bala vou deixar um video dele tocando a música "O Campo" do disco Opressor da banda Uganga, que poderei ter a honra de ouvir em vinil por esses dias, já que chegou na sede da Sapólio Rádio e minha cópia tá lá me esperando. Confiram:
O Marco já tocou nas bandas Zuêra (1998-1999) Dull Kids (2000-2007)
atualmente toca na banda Uganga desde 2002 Vaí lá Marco, manda Bala Na Agulha aí meu irmão: 1º - Skindred - "Volume" A mistura de Peso e Groove dessa banda inglesa me agradou desde a primeira vez que ouvi. Esse disco saiu no fim de 2015, é o sexto da banda e mostra bem como o Skindred já criou uma identidade própria. Não tem ninguém fazendo algo parecido. Não é a toa que estão tocando nos maiores festivais da Europa. Se você gosta de Rage Against The Machine, Urban Dance Squad, Hed (Pe) e coisas do tipo, com certeza vai curtir esse som. New Metal Ragga Rock.
2º - Lamb Of God - "VII: Sturm Und Drang"
Essa banda se supera a cada disco. Com certeza um dos melhores álbuns de Metal de 2015. Pra mim Chris Adler é um dos melhores bateristas
da atualidade, tem um estilo único. E o que falar da dupla de guitarristas? Enfim, a banda em geral é muito foda. E o que mais me agrada, é um Metal que tem Groove. Destaque pra música "Embers" que tem participação de Chino Moreno (Deftones), algo um tanto quanto inesperado e que funcionou muito bem. Sonzêra!
3º - Mastodon - "Once More 'Round The Sun"
Esse disco saiu em 2014 e nunca saiu da minha playlist. Outra banda que evoluiu muito e acabou se encaixando em um estilo sem definição, único, e que não tem nada parecido. Não sei se esse disco é um Metal com um pouco de Rock Progressivo, ou um Rock Progressivo com um pouco de Metal. "Motherload" é a minha preferida do disco. Ver o batera Brann Dailor tocar e cantar esse som é insano. E "High Road" também vale destacar, que tem um riff de guitarra que ao ouvir é inevitável rolar uma bangueada e um air-guitar.
4º - Ratos de Porão - "Século Sinistro"
Disco mais recente do Ratos, lançado em 2014, e como sempre, paulada na orelha. Jão continua tocando sua guitarra da forma mais insana possível, Juninho e Boka na cozinha acelerada e sempre bem entrosada, e o mais legal desse disco, os vocais do Gordo estão bem mais nítidos, dando pra sacar melhor as letras. São 13 faixas, entre elas um cover da banda Punk Anti-Cimex.
5º - Every Time I Die - "The Big Dirty"
Assim como o Mastodon, o Every Time I Die é uma banda que mudou bastante ao longo dos seus álbuns, mas acabou conseguindo firmar uma sonoridade própria. E esse disco de 2007 mostra bem a cara da banda. Um Rock N Roll pesado, com fortes influências de Metal, Southern Rock, com umas quebradas bem malucas... É meio difícil de definir. Tem que ouvir pra sacar, e esse disco é totalmente indicado pra quem não conhece nada da banda.
Valeu Marco, mandou bem, gosto de todos os discos também, com exceção do Every Time I Die que ainda não conheço, tratarei de fazer isso logo...
A todos os leitores do blog um bom dia e até a próxima....
Eu e Marco deixaremos vocês com a banda Mastodon tocando a música Motherload ao vivo em Atlanta com uma performance e tanto, confiram:
Pra mim é sempre uma honra escutar um trabalho de um artista uberabense quando esse é autoral e tem qualidade, inclusive esse é um dos motivos que me fazem seguir com o blog "Rock Uberaba".
Conheço o Márcio Andréas (Marcinho), já tem mais de 2 décadas e sempre o achei um cara engajado na banda Baltazares, o vocalista sempre foi de buteco em buteco vender as cópias dos discos da banda e conseguiu divulgar bem o trabalho.
Esses dias recebi o disco "Cada um na sua galáxia" das mãos do Diamantino que incorporou esse trampo no catálogo da Sapólio Rádio e agora o Marcinho é meu parceiro no selo SR, seja bem vindo...
Ao escutar o disco algumas vezes, resolvi resenhar, pois se trata de um trabalho em que se percebe a evolução do músico e foge do segmento inteiramente "pop" em que se enquadrava a banda Baltazares...
O disco começa com a faixa título, um blues recheado de
slides com levada rock’n’roll e uma letra retratando o ser humano em uma
analogia bem divertida...Na sequência “A cerca nos olhos da língua” que nos faz lembrar as composições do rock nacional oitentista e “Dilúvio” que flerta com clube da esquina numa levada bem Skank.
Na 4ª faixa “A Pólvora”, um som mais pesado na linha Barão
Vermelho (pós Cazuza) onde a tecnologia e armas são o assunto, em um refrão, onde eu sempre partilhei do mesmo pensamento, “Quem foi o idiota que inventou a pólvora?”,
bem, a gente sabe que foram os chineses, mas na música dá pra entender o
recado. Eu também acho foda esse lance de vidas serem tiradas no mundo por
causa da pólvora há séculos... Também não curto um monte de invenções...
Márcio Andréas
A mineirice do Marcinho brota na faixa Barbas, que começa
com a letra: “Eu ponho minha barba de molho”, uma balada manera, onde o
compositor Ventania é homenageado no ritmo de uma fogueira e da velha e boa cachaça mineira. Na 6ª música, um tom de introspecção, até fechar com a frase: será
que a paz que eu procuro, “Será que existe no céu?”
“Fora da rede” começa com uma guitarra bem suja, beirando o
Punk Rock e cheia de questionamentos sobre
o mundo moderno e toda a sua tecnologia. Na 8ª faixa “Marchinhas no Carnaval” nostalgia
pura, com um arranjo de baixo interessante na cadência de uma bateria
eletrônica, essa me lembrou muito os trampos mais viajados do Lobão da década de
90.
Pra fechar o disco “Bonecos de Olinda” (a faixa mais pop no meu ponto de vista) e “Invisível” que
fecha o disco numa levada bem depressiva, destoando completamente
do resto do trabalho, mas isso não interfere na proposta, talvez por esse
motivo é que a faixa ficou pra fechar o álbum.
Resumindo, mais um trabalho autoral de qualidade na cidade de Uberaba. Quero parabenizar o Marcinho por ter a coragem de colocar as suas ideias pra fora e realizar um trabalho solo digno e honesto.
Ao Diamantino que acertou mais uma vez na escolha do artista, que agora faz parte do cast da produtora Sapólio Rádio.
A gravação, mixagem e masterização ficou por conta do produtor Ricardo Barbosa do 106 Studio (Uberaba-MG) que nesses últimos tempos tem assinado em baixo e com qualidade os seus trabalhos, ajudando os artistas uberabenses a terem um álbum bem gravado pra divulgarem por aí. Aê Ricardo tá me devendo um "Bala Na Agulha" aqui no blog cumpadi...
Vou fechando esse post, quem quiser ouvir algumas músicas, aí vai o link do Soundcloud:
De volta na área com a Bala Na Agulha !!! É com satisfação que começo essa 8º edição, já que as 7 edições realizadas em 2015 tiveram muitas visualizações.
Ao som do disco Berlin da banda alemã Kadavar é que início esse post.
Renato Zaca o convidado dessa edição é meu parceiro de banda há 19 anos e também considerado por minha pessoa como se fosse meu irmão, pena a distância das cidades onde moramos atualmente. Nos conhecemos há 25 anos atrás e muita coisa já passamos juntos nessa vida, e confesso que quando o vi tocando bateria pela primeira vez, tive vontade de tocar em uma banda com ele e o seu irmão Zacca, e é o que acabou acontecendo e até os dias de hoje estamos na ativa com a banda Seu Juvenal.
Renato Zaca / Tito Foto: Fabio Fernandes
O Renato já tocou bateria nas bandas uberabenses:
Drop-out
Mickey Mouse Exterminator
D.O.T.
A Fábrica do Som
Moloko Vellocet
Cachaço Véio
Os Donátilas Rosários
Atualmente ele toca bateria nas bandas:
Buttina Véia
Galanga
Confector's Project
Seu Juvenal
Aí "Renatin da batera", como diria nosso amigo Léo Brasil, manda a Bala Na Agulha aí cumpadi:
1º -Buddy Miles (Them Changes) - Esse cara foi baterista do Jimi Hendrix
Band of Gypsys. Quando fui atrás deste disco eu não imaginava que ele seria
genial. Ninguém que eu conheça toca bateria e canta ao mesmo tempo tão bem quanto
ele. Pra quem quer ouvir muito swing e músicas super bem compostas taí a
dica.
2º - Ottis Redding (The Dock of the Bay) - Logo após concluir esta obra
prima Ottis Redding morreu, mas eu tenho certeza que ele morreu feliz pra
carai por ter conseguido criar um disco tão fabuloso!! Voz incrível, músicos
sensacionais e o melhor de tudo, é que este eu tenho em vinil!!
3º - Mark Lanegan Band (Blues Funeral) - Mark Lanegan é um dos compositores que
mais ouço, ele é muito original e consegue fazer ótimas músicas com muito
pouco; e eu acho foda isso, além de ter uma das melhores vozes masculinas do
rock na minha opinião.
4º - Natural Child (Hard in
Heaven) - Um puta disco de rock'n'roll simples e direto. Rock picareta e
cafajeste da melhor categoria. Já é clássico por onde eu vá e tenha caixas de
som. É tocar o primeiro acorde e da vontade de abrir uma cerva bem gelada!!
5 º - Live in Boston Radio show 3( Trent Reznor, Peter Murphy, Jeordie
White, Atticus Ross) - Trata-se de um super grupo e um único super disco
gravado ao vivo numa estação de rádio nos USA. Trent Reznor ( Nine Inch Nails),
Peter Murphy (Bauhaus), Jeordie White foi baixista do (Marilyn Manson) e
Atticus Ross que é um gênio da música eletrônica. O que dizer sobre este
trabalho a não ser que eu o ouvirei para sempre?
Grande abraço meu cumpadi Titão!!! taí um pedaço do segredo do meu
universo!! Valeu você manim, por enriquecer o conteúdo do blog com suas pérolas musicais.
E pra fechar a postagem eu e Renato deixaremos vocês com um clipe da Rádio Sessions: