Mostrando postagens com marcador Erva Matt. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Erva Matt. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Baltazares




No ano de 1997 a banda Seu Juvenal tinha dado início as suas atividades, mesmo ano em que foi formada a banda Baltazares. A primeira vez que ouvi falar neles foi na 3ª edição do saudoso festival Rock'n'Street.
No mesmo ano tocamos junto com eles e a banda do lendário Zoreya que se chamava Spirit House na cidade de Igarapava/SP. Tocamos com eles também no festival WoodsRock na Hangar (Uberaba).

Hoje passados 15 anos tenho o prazer de mostrar um pouco da história da banda desses meus amigos, mais conhecidos como Baltazares. E mesmo não sendo o pop rock a minha praia, tenho que dizer que sempre achei os Baltazares a banda mais original do pop uberabense e digamos que sempre foi uma das bandas autorais que mais correram atrás na zebucity. Para iniciar essa postagem fiquem com uma filmagem das bandas Baltazares e Seu Juvenal em Igarapava no ano de 1997 em um boteco no final do video pra comemorar esses 15 anos de plena atividade das duas bandas: 
































                          
        

                     COM VOCÊS A BANDA BALTAZARES:






Os Baltazares existem há exatos 15 anos e, durante esta caminhada, várias histórias aconteceram. Neste texto, vamos tentar contar um pouco da história da banda que à medida que o tempo passa, crava seu nome no rock mineiro.
No final de 1996, Zoca, que na época estava com 16 anos e seu ex-vizinho, Michel, já com seus 19, eram fãs incondicionais da banda Raimundos, que na época fazia a cabeça da galera. Michel ficava arranhando as músicas da banda na sua guitarra, enquanto Zoca se remexia em querer cantar, ou algo parecido. Resolveram um dia montar uma bateria com peças que sobraram de uma antiga enchente que tinha rolado meses atrás na cidade. Com essa ‘bateria improvisada’, eles ficavam tocando noites e noites seguidas, sempre Raimundos, banda que eles apreciavam e de que gostavam muito.
Como o amor pela música foi começando a tomar conta, mesmo que no improviso, eles resolveram adquirir algumas peças de percussão, foi nascendo uma bateria, foi nascendo uma banda...


Em 1997, na cidade de Uberaba, ter uma banda era coisa para raros, lugar para tocar quase não existia. O que comandava na cidade era o festival Rock’n’Street que no ano de 97 completaria sua terceira edição, com o fechamento da banda Ira!. Num certo momento, empolgados de como as músicas que eles tocavam estavam ficando boas, parecidas, mesmo com a bateria no improviso, resolveram montar uma banda.Quem sabe não dá certo de tocar neste Rock’n’Street, o real motivo do nascimento da banda Baltazares! 






































De boca em boca, os amigos foram atrás de músicos na cidade, sendo que, em 1997, isso era bem escasso. No dia 28 de janeiro de 1997, Ciba, outro fundador da banda, aparece na casa de Zoca se apresentando como baixista, que começava a tocar também como eles. Desde a primeira tocada neste dia, ele curtiu o som que a ‘bateria’ fazia e topou montar a banda.

Do Ciba surgiu o nome da banda, diz que sonhou que estava numa praia quando uma pessoa aparece do céu e gritou pra ele: BALTAZAR,BALTAZAR,BALTAZARES...Neste mesmo dia, Zoca escreveu a musica, ‘Trem bão é ser peão’, canção com que eles concorreram ao festival Rock’n’Street. 

Eu, Tito, lembro que na época o pessoal curtiu o refrão da música "Trem bão é ser peão":

"Eu olho para o lado, a minha vista dói, eu quase vomitei dei de cara com o agroboy" 































Gravar a ‘fita-demo’ para entrar no festival contou com grande ajuda de amigos que tinham banda. Foi de um ensaio de uma delas (Erva Matt) que a fita foi gravada. Zoca finalmente tocou em uma bateria de verdade e a banda se classificou para tocar no festival.
A partir daí, a pergunta que os meninos mais se faziam era quem cantaria na banda, pois no começo eles se revezavam nos vocais. Marcinho até então fazia parte de algumas bandas na cidade, mas que quase sempre não duravam muito. Tocou em bandas como ‘Oivermay’, tocando em bares da cidade, festas; dividia vocal na banda com o amigo Lucas Calabrez. Os Baltazares precisavam de um vocalista no patamar do Marcinho, que na época era bem falado dentro da galera rock’n’roll de Uberaba. O pensamento dos caras era: ou servia ele ou o Lucas, mas como lição já era velho de guerra, era quase impossível pensar nele. E Marcinho havia também se classificado para tocar com sua banda no Rock’n’ Street e a banda dele se chamava Maneka Catalaze. Como Os Baltazares nessa época tinha apenas 3 componentes, resolveram chamar o vocalista da banda Erva Matt – Wellington -  para tocar no festival.





















No festival Rock’n’Street  tudo deu certo com os Baltazares. Tocaram bem, o público gostou e, devido a apenas dois meses de formação da banda, eles estavam de parabéns com a apresentação, tendo em vista o público de duas mil pessoas. A sorte deles foi que, infelizmente, a banda do Marcinho não fez uma boa apresentação, deixando à mostra o nervosismo dos componentes, uma coisa normal. Foi nesta mesma noite que Marcinho procurou Ciba e se convidou para tocar na banda. Foi alegria geral. Era como se tudo estivesse dando certo. Objetivo alcançado, agora eles tinham uma banda.


A partir daí, eles começaram a compor mais músicas, pois Marcinho já tinha essa característica de escrever desde muito novo. Foram nascendo novas canções e novas GIG´s. Ciba fazia faculdade de Engenharia Elétrica na UFU e vinha para os ensaios todo final de semana. Era uma rotina boa de se ter. Com isso, ele tinha contatos na cidade de Uberlândia, e foram surgindo festas e mais festas de faculdade para eles tocarem, quase que sempre em troca de favor, ou de cerveja, etc. No mesmo ano de 97, o London Pub abriu um festival para bandas novas, o que provocou uma vontade muito grande dos Baltazares em participar. Dito e feito, eles estavam inscritos, mas a baixa nisso tudo foi a saída de Michel, pois ele, com uma hérnia de disco, precisava ficar quieto e não podia viajar para tocar no festival. Como a vontade dos meninos foi maior que isso, eles resolveram arrumar outro guitarrista para tocar no festival, pois era o London Pub. Eles se apresentaram na noite com a guitarrista Priscila, garota de Uberlândia. Foi bem legal e, dentre as oito bandas concorrentes do dia, classificavam duas, eles acabaram em terceiro . Uma pena, mas para quem tinha montado a banda há poucos meses, eles já conquistavam bons espaços nesse caminho. 


Na volta a Uberaba, resolveram encontrar um guitarrista, e como Marcinho tinha um amigo que tocava, resolveu indicar Rafael Reston para entrar na banda. Rafael era um guitarrista que mais se destacava pelo seu equipamento do que propriamente tocando. Foram surgindo mais músicas e mais festas, como o festival Woodsrock na Hangar, no dia 11/10/1997, evento que contou com 10 bandas locais.Pela primeira vez, eles tocam no estado de SP, participando de um festival de bandas de rock no bar Bloody Mary em Igarapava/SP, dentro outros, como Festival de Motoqueiros de Uberaba.










Devido à diferença de pensamentos, Rafael deixa a banda para a entrada de Lucas Junqueira, um guitarrista que se destacava dentre os alunos de
 um respeitado guitarrista da cidade: Regis Vital. No começo de 98, com Lucas na banda, a banda progrediu bastante, tocando na famosa calourada da UFU, evento realizado no ginásio do UTC em Uberlândia/MG, com um público aproximado de três mil pessoas. As festas e eventos em Uberlândia eram o que mais rolava para a banda até então. Era esse o caminho. No mesmo ano, a banda resolve ir a Belo Horizonte/MG para participar do ‘Rodeio Rock Festival’, apresentando no Bar Nacional, mesmo local onde foi gravado o clipe da banda Skank – ‘Garota Nacional’. Era a primeira vez que eles iam para a capital mineira tocar, pois as outras ‘visitas’ foram mais ligeiras.







Até então, Zoca não havia comprado uma bateria e o jeito era arrumar alguma emprestada ou arrumar a ‘improvisada’, mas nesse momento a segunda opção era a que menos agradava. Circunstâncias da vida foram se ajeitando para isso.
Ano de 1999, a banda completava dois anos, eles queriam sempre melhorar,as cobranças internas era bem nítidas, chegando a ter ideia de futuramente colocar outro guitarrista na banda. Queriam mudanças, mas não sabiam que, nesse ano, ocorreriam tantas. Marcos Ruffato de apenas dezesseis anos, amigo de Zoca, excelente guitarrista há anos, entra para a banda Baltazares. A partir daí, pela primeira vez, a formação da banda fica com cinco componentes. Tocaram em festas na cidade Uberlândia/MG, mas devido à ‘pressão’ por ‘tocar muito’, ‘ensaiar muito’, Lucas sai da banda e entra um amigo de Marcinho, Marcelo Daher, que também teve várias bandas na cidade. Com essa formação, a banda cresceu bastante, musicalmente falando, muitas músicas novas surgiram, novos contatos apareceram, chegando a tocar na Calourada da UFU 99, com o fechamento da banda Tribo de Jah. Foi um ano de mudanças, mas a de 2000 não tem comparação.






Logo no início do ano de 2000, a banda tentava tocar em um bar famoso da cidade, bar que tinha bandas ao vivo: Gaudi Pub. Numa noite em que se apresentava a banda Dibada, os meninos resolveram ir ao bar para ver a banda, pois tinham amigos dentro dela. Os Baltazares, nessa noite, deram uma canja no Gaudi e, depois daquele dia, ficaram tocando no bar quase todo final de semana. O nome da banda começava a surgir na rádio, na mídia, o que deu um ‘up’ tremendo para a banda.Eles começaram a dar entrevistas em rádios, tvs locais (como a entrevista com a Gilda Castro), o nome expandindo cada vez mais. Marcinho e Zoca começaram a fazer faculdade e, com isso, a banda tocou em varias calouradas, festas em Uberaba. Uma destas foi a abertura do show do Charlie Brown Jr na Spasso Park, dia 16/06/2000. 




A banda nunca imaginava que isso poderia acontecer com eles em tão pouco tempo, uma abertura de show de uma banda que eles admiravam bastante. Pena que uma semana antes do show, Marcelo Daher resolve sair da banda. Como eles não podiam ficar sem um quinto componente, Michel, um dos fundadores da banda, e sem hérnia de disco pede para voltar para a banda, e como a amizade era forte entre eles, Michel volta e uma nova ‘mudança’ aparecia na banda, ou era um ‘deja-vu’???? Neste mesmo ano, abre o mais novo Pub da cidade, Athos Pub. Na época, em Uberaba, não havia bares para bandas de rock, sendo que o Gaudi estava fechando suas portas devido à localização pouco privilegiada, sobretudo em relação a vizinhos. A banda começou a tocar no Athos Pub no seu segundo mês de funcionamento.

Neste mesmo ano, eles, além de tocar em outros bares em Uberaba, como Mythos Pub, eles tocaram em várias festas, e mais a abertura de shows, como em 21/04/2001, quando abriram o show do Capital Inicial, na casa do Folclore em Uberaba.




Em meados de agosto desse mesmo ano, abriram para a banda Maskavo. A banda ia bem demais, mas uma baixa no ano, infelizmente, pegou todos de surpresa, Michel que havia voltado pra banda, resolve sair para se dedicar à carreira de médico, sendo que havia formado há poucos meses. Uma viagem a Paris o esperava. Justamente quando os meninos eram destaque dentro da cena musical da cidade. A banda voltava a ter quatro componentes: Marcinho, Ciba, Markim e Zoca. 







Como a cobrança interna era sempre de querer algo maior, eles resolveram, no final do ano de 2001, mudar para a cidade de Belo Horizonte/MG. Pegaram todos os contatos que tinham e partiram.
Na cidade de BH, já no ano de 2002, os rapazes não conseguiram arrumar emprego, algo para ter o seu sustento, sendo que na capital o custo de vida era bem mais alto que na cidade de Uberaba/MG. Com isso, Marcinho e Zoca resolvem voltar para Uberaba, pois a vida na capital não havia dado certo como programado. Markim fica em BH, cursando Psicologia na UFMG, e Ciba, com residência fixa por lá. A banda, neste momento, dava uma grande pausa. Mas a amizade sempre acima de tudo.
No ano de 2004, Marcinho resolve se mudar para o Rio de Janeiro/RJ para fazer curso de Artes Cênicas, isso o ajudaria também a tentar algo relacionado a banda, sendo que pela pausa já estipulada, a vontade de fazer o negocio virar era grande. Foi lá que conheceu o guitarrista da banda Inimigos do Rei:Marco Lyrio,cujo trabalhou na gravadora EMI durante 5 anos, descobrindo talentos como Tianastácia, P.O. Box, Tihuana,etc. Durante o período em que ficou por la, Marcinho deixou bem claro qual era a intenção nele na capital carioca, tentar encontra-lo para quem sabe ele não produzir a banda. Com isso Marco Lyrio vai a cidade de Uberaba junto com Marcinho para conhecer o resto da galera. Justamente quando Markim estava de férias da faculdade em Bh, a banda resolve convidar o amigo baixista Émerson (Dibadá) para gravar 2 musicas no estúdio Smart Studio produzidas pelo Moccó. Durante esse final de semana que rolou as gravações, saíram as musicas ‘Ninguém vê’ e ‘90 Minutos’, musicas que começaram a tocar nas rádios de Uberaba, o que ficou claro uma ‘volta da banda’, mas um pouco em vão.







No ano de 2005, Markim resolve abandonar a faculdade na capital mineira e volta para Uberaba. Foi ai que os meninos resolveram de vez voltar a banda e com isso entra na banda João Guilherme, vulgo Jhones. Exímio guitarrista de uma banda de metal destacada na cidade, Jhones começa a tocar baixo na banda Baltazares, o que foi desencadeando novas musicas e mais festas, sendo que nesse ano eles abriram o show do Ventania no Ranchão, evento que contou com mais de 1200 pessoas. Como Zoca neste período continuava tocando com outras bandas pela região, a banda começou a tocar durante todo mês no Bar Favela Chic – bar que ate hoje faz parte da agenda da banda.


Jhones


O ano de 2006 entrava e com ele veio a primeira gravação do DVD da banda. Um evento realizado no Uirapuru Iate Clube com apoio da prefeitura de Uberaba contava com 7 bandas que se apresentaram e tiveram seus matérias gravados e registrados em um DVD. Agora a banda tinha um material mais profissional em mãos para quem sabe poder divulgar mais e mais Os Baltazares. Foi ai que tiveram a idéia de gravar em um cd todas as musicas gravadas em estúdio durante este período de banda e com esse cd chegaram a vender 3000 copias dele. A banda voltava a ter destaque dentro dos bares, festa e mídia da cidade. No segundo semestre deste ano , Markim resolve abandonar o barco devido a problemas pessoais.

Com isso Jhones assume as guitarras na banda e entra no baixo Maycovytch, músico vindo de Uberlândia, conheceu Zoca na época em que morou em Uberlândia/MG. Maycovytch muda para Uberaba , começa a lecionar no conservatorio Renato Frateschi e praticamente veste a camisa da banda, o momento foi de muita alegria, pois com a saída de Markim o ‘baque’ foi grande dentre Zoca e Marcinho,era muito tempo que tocavam juntos, desde 1999. Como tem males que vem para o bem, a entrada de Maycovytch e Jhones nas ‘guitars’ proporcionou uma mudança muito grande dentre o pensamento na banda, pois começaram a impor mais o seu som pela região e a divulgação começou a ficar maior no Triangulo Mineiro.






Entrava o ano de 2007 e os caras estavam tocando direto,alem de festas,tocavam direto no Favela Chic e no Munchen Pub, os bares de rock na cidade. No meio deste ano acontece pela primeira vez  em Uberaba o concurso para escolher uma banda para tocar no festival Triangulo Music, o mais renomado festival da região. Os meninos não conseguiram entrar neste ano, mas foi de um crescimento muito grande ter participado e bem falado na mídia local. Eles conseguiram ainda tocar nesse ano em São João del Rey/MG e Luminárias/MG , cidades que foram bem recebidos e bem divulgados por lá.


















                              Marcinho com Fernanda Takai (Pato Fu)


O ano de 2008 entrava e com certeza foi o ano mais promissor da banda Baltazares, que já no momento não usava mais o ‘Os’ dentre o nome da banda. Alem de estar sempre tocando na cidade, esse ano foi marcado por um grande acontecimento:eles conseguiram classificar para o festival Trianglo Music na cidade de Uberaba, tocando ao lado de Pato Fu + Biquíni Cavadão,evento que contou com mais de 5000 pessoas na Casa do Folclore.










































Alem desta grande conquista para a banda, eles tocaram em 
várias cidades da região devido ao forte crescimento do nome da banda na mídia: Paracatu, Patos de Minas (Finegann´s), Araxa(Tantra), Uberlândia(Goma),Ituiutaba (Mikonos Pub),etc.
































                                                                        Baltazares no programa Se Liga




Havia um festival a tempos na capital do Zebu chamado de ‘Festival Chapadao’, festival sem premiação , apenas apresentações de teatro, musicas locais para enriquecer a cultura uberabense e como estava a anos parados, resolveram voltar com o festival neste ano e para a surpresa da banda, a musica ’90 minutos’ foi escolhida dentre as finalistas para o evento,  foram la e tocaram o que gerou bastante alegria na banda.







 No final deste mesmo ano , eles conseguiram fechar um patrocínio com uma escola de inglês que na época expandia seus trabalhos em Uberaba, e com isso começou o projeto da gravação do primeiro cd da banda Baltazares.
 Depois que tocaram no reveillon 2008/2009 na cidade de Lagoa da Prata/MG, eles praticamente decidiram se dedicar totalmente a gravação do cd.
 O ano de 2009 entra e os caras alem de testar vários estúdios na região, resolveram gravar o tão sonhado cd no estúdio dos amigos Reginaldo ‘Pelé’ e Lucas Finhold, o mais promissor de todos testados.









 A gravação caminhava bem, ate que em meados de maio/junho Maycovytch resolve abandonar a banda devido a problemas pessoais, foi uma outra baixa na banda, sendo que estava tudo encaminhando como manda o figurino. Como eles não podiam ficar parados, gravaram o disco mesmo assim, Ciba depois de alguns anos sumido dentre esse período da nossa historia, ressurge das cinzas e começa a fazer algumas GIG´s com a banda, mas como a VIBE entre eles estão bem mudadas comparando com o começo da banda, Baltazares continuou atrás de baxista. Até que encontraram o baixista Jean que está na banda até os dias de hoje.





DOWNLOAD DO CD DA BANDA BALTAZARES:




Fica aí registrada mais uma postagem histórica de uma banda uberabense.


































Flyer recente do último show da banda realizado em Uberaba no Black Jack no dia 04/08/2012

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Seu Juvenal (1ª Formação)



Seu Juvenal - "Cyber Jéca no Sertão da Farinha Podre"  (Desenho: Renato Zaca)




                                   No ano de 1996 a banda Os Donátilas Rosário acaba se desfazendo e pela primeira vez os irmãos Zacharias (Edinho/Renato) ficariam sem tocar juntos por um tempo. Edinho encontra Douglas Lins e juntos formaram a dupla "Os Neurônios", que com o passar do tempo foi recebendo vários integrantes entre esses, eu, tocando percussão.

        Fui me dedicar aos estudos no final de 96 e saí da banda Neurônios, no início de 97 o ator Douglas cai na estrada novamente e o fim da banda acontece.



1997


*Edinho "Zacca" (ex- Mickey Mouse Exterminator / ex-D.O.T. / ex-Nuts / ex-Ganga Zumba / ex-P.B.K. / ex-Os Donátilas Rosário, ex-Cachaço Véio e ex-Neurônios)
Guitarra

*Hilder Laudino (ex-Os Donátilas Rosário) Vocal

*Juliano Roberto (ex-P.B.K. / ex-Neurônios) Baixo

*Luciano Bittencourt "Sid" (ex-Kaostrofobia / ex-Larica Existencial / ex-Os Donátilas Rosário) Vocal e Apitos

*Renato Zacca (ex-Mickey Mouse Exterminator / ex-D.O.T. / ex-Donátilas Rosário) Bateria




                                      A banda Seu Juvenal surge do fim das bandas Os Donátilas Rosário e Neurônios. Começaram a ensaiar com a formação vista aí em cima e no mesmo ano caíram pra estrada até São Paulo (capital) e gravaram a primeira demo intitulada de "Cyber Jéca no Sertão da Farinha Podre"  nos Estúdios Pappon no bairro de Sumaré/SP em uma mesa de 16 canais com 4 horas pra sairem prontas 4 músicas.


A produção foi do experiente guitarrista Rainer T. Pappon que toca em uma das principais bandas cover de Frank Zappa a "The Central Scrutinizer Band", e pra época e pelo pouco tempo, lembro que foi uma demo bem aceita aqui em Uberaba.



Jazz Band de Juvenal Alves Vilela (saxofonista - 15/08/1937)      Foto: Arquivo família Vilela



                    Eu como sempre, não consigo ficar sem tocar e quando percebi que tava de boa o lance da faculdade, resolvi encontrar os amigos do rock'n'roll novamente, lembro de procurar o Zacca e ele me falar que estavam com uma banda nova e se chamava Seu Juvenal. À princípio me veio a estranheza com o nome, já que todas as bandas dos caras até então os nomes eram baseados em alguma gozação.


                       Naquela de ficarem escolhendo nome resolveram homenagear o avô dos irmãos Zacharias que era o maestro Juvenal Alves Vilela (músico autodidata, compositor, arranjador e instrumentista), nascido em Nova Lima/MG, sendo que no ano de 1943 fixa residência em Caétes/MG e no ano de 1946 forma o conhecido coral mineiro "Juvenal Alves Vilela" hoje em dia sob a regência do maestro Edson Alves. Até hoje depois de 13 anos de formação da banda somos perguntados o porque do nome da mesma. Fica  registrado publicamente aqui agora a origem do nome da banda.



                           Após começar a frequentar os ensaios em 97 e ir em praticamente todos que rolavam eu entrei pra banda, ficava lá o ensaio todo tocando instrumentos de percussão com as músicas pra ver se rolava de encaixar alguma coisa, tarefa difícil, porque na época o Renato fazia umas viradas muito esquisitas o tempo todo, os instrumentos que eu usava já eram velhos conhecidos quando eu tocava na banda Neurônios.


Fiz dois shows com essa formação (sexteto):

*Woods Rock: esse festival aconteceu na boite Hangar no dia 11 de Outubro de 1997 e tocaram as bandas A.I.P. / B.O. (Uberlândia) / Erva Matt / In Transe / Golden / Outubro / Os Baltazares / Segundo Combinado / Seu Juvenal / Spirit House e Zé Billin e tinha um prêmio pra melhor composição própria que seria definido através da votação de alguns jurados, a banda Seu Juvenal faturou a guitarra Washburn com a composição "Caixeiro Viajante" e lembro como se fosse hoje eu tocando os bongôs e berimbau, Hildão e Syd mandando a letra e aquela psicodelia instrumental com direito a algumas pessoas da platéia cantando junto a letra, já que esta era uma das composições da banda Neurônios e a letra era do "Camaleão" Douglas Lins. Aquilo era novidade realmente pras bandas que tinham na cidade e pro público até então, com exceção da banda Ganga Zumba hoje Uganga que também já flertava com o Hip Hop e percussões.


1997


O outro show que toquei com a banda ainda em 1997 foi na Spasso Park junto com o Black Sabbath Cover (Uberaba) e a banda Capa de Costela (BH) que ganhou o 1º lugar no III Rock'n'Street.



                                 No final de 1997 sai Sid e dá início a segunda formação da banda como quinteto, comigo na percussão até o início de 1998 quando Juliano também sai da banda no melhor estilo Kurt Cobain destruindo um baixo Ibanez no palco. Vale ressaltar que nessa época a banda surgiu juntamente com o movimento da Geração Desemboque que foi um movimento realizado por vários jovens artistas na época e que resultou em uma mostra de arte independente quando ainda nem se ouvia muito essa palavra nas artes uberabenses. Falarei sobre  o movimento posteriormente e colocarei um video resumido do dia da mostra.


Logo falarei sobre a segunda formação da banda Seu Juvenal, fiquem com a primeira demo "Cyber Jéca no Sertão da Farinha Podre" pra download e com as letras digitalizadas.




LETRAS:













Ian é filho do baterista Renato



       O baterista Renato Zaca que está no mesmo posto até hoje deixa suas palavras sobre esta primeira formação da banda Seu Juvenal:

"Eu havia deixado a banda Donátilas Rosário por não ter mais naquele momento da história uma relação sadia com alguns integrantes da banda e tbm por problemas pessoais. Foi uma época meio difícil e confusa que me fez ficar 1 ano fora da música e longe do que eu mais amo que é tocar bateria.
 Quando eu pude finalmente retomar as baquetas, procurei imediatamente alguém que estivese precisando de baterista e acabei encontrando Fernando Seixlack, Zoreia e mais uns 2 que não me lembro mais, formamos um conjunto de pessoas sem banda, sabía-mos que não iriamos a lugar nenhum mas que serviria pra nos desenferujar.
 Então passadas poucas semanas e alguns ensaios meu irmão Zaca me procura dizendo mais ou menos assim: Cara!! Eu, Sid, Hildão e Juliano precisamos de um baterista, já temos 3 músicas e muitas idéias. Você entra nessa ou vai ficar de fora?
 Respirei fundo e senti que minha vida havia voltado!!! O resultado é isso aí!!!"








             O ex-vocalista da banda Luciano Bittencourt também deixa suas palavras sobre o início da banda:


    "Depois da Larica, fiquei 6 meses com o Seu Juvenal. Gravamos, em 1997, uma demo com 4 músicas no estúdio do Rainer Pappon, aqui em São Paulo. Essa  viagem foi muito louca um bate e volta de Uberaba a São Paulo com cinco pessoas dentro de um Gol. Saímos de Uberaba de madrugada, chegamos em São Paulo às 10h, começamos a gravar às 14h, acabamos às 18h, mixamos os sons até às 19h30 e saímos às 20h. Chegamos em Uberaba lá pelas 3h da manhã, depois de muita emoção na estrada. Nesse meio tempo aconteceu o “1° Encontro da Geração Desemboque” que foi um evento de dois dias voltado para a manifestação artística de pessoas ligadas ao movimento Desemboque, do qual o Seu Juvenal foi o criador e principal expoente. Dessa fase, saíram composições minhas como “Família Por Acaso”, “Desemboque”, “Mate-me” e outras."    

























terça-feira, 16 de novembro de 2010

Kretinu's

Com vocês, os Kretinu's



                                        Voltando as postagens sobre as bandas de Uberaba, vou recomeçar com uma banda formada por amigos e quem conhece os caras sabe do que eu tô falando. Os Kretinu's sempre estiveram envolvidos com o teatro e a criatividade dos caras nas letras na hora de fazer uma gozação é impressionante. Contemporâneos da banda Mamonas Assassinas, podemos perceber algo desse humor nos Kretinu's com a diferença de que as letras falam do dia a dia deles aqui em Uberaba mesmo.

                                     A banda foi formada em 1996 na cidade de Uberaba/MG por Christiano Kokada, pelo baterista Ébane Falconi e pelo guitarrista Fernando Aipim. Começaram tocando suas próprias composições tranquilamente até serem expulsos da sala da casa do baterista que era onde ensaiavam. O estilo era para ser rock, mas como ninguém sabia tocar nada direito, a banda fez alguma coisa que era uma mistura aproximada de Rock n’ Roll, Punk Rock e muito barulho mesmo.



Kokada


                                  O destaque ficava por conta das letras, que pareciam terem sido compostas ou por uma criança, ou algum fugitivo do sanatório, de tão profundas que eram. Em uma destas letras surgiu o primeiro nome da Banda: “Kroquetes Mal Passados”. As melodias das músicas também merecem destaque: por mais que se tentasse, elas sempre ficavam incrivelmente parecidas umas com as outras.

                                Com o passar do tempo, a banda começou a desenvolver novos ritmos, arranjos e melodias, porém sempre com o mesmo estilo satírico nas letras que retratavam o lado irônico do “empolgante”cotidiano de um grupo de adolescentes que não tinham muito o que fazer além de serem obrigados a irem ao colégio, jogar futebol e levar fora das garotas.


Kenny, Kokada, Dunga, Ganso, Robinho "Will"

 

                         Nesse meio tempo, a banda conseguiu alguns fãs, entre eles um em especial que ia sempre a todos os ensaios, sabia todas as músicas, era primo do baterista e arranhava um teclado. O resultado não poderia ser outro: Tutu Carbajal, foi o primeiro fã da banda e se tornou músico da mesma.








                      Nesse período a banda passa por reformulações, saindo o primeiro guitarrista Fernando Aipim, que nos deixa sua última contribuição: o nome que a banda adota até hoje: KRETINU’S.

                        No lugar de Fernando, entra Cristian Ganso na guitarra, porém ele não chega sozinho, traz seu primo Robson Magrello, experiente músico que tinha por instrumento uma meia lua. Christiano Kokada assume a guitarra solo e os vocais e Robson Magrello cansando de tocar meia lua, comanda o contra-baixo.

                        É nesta época que os Kretinu’s decidem além de suas próprias canções tocarem covers de bandas que tinham a ver com seu estilo. A banda começa a se apresentar em festas, bares, boates, circos etc; mas sempre conservando suas características iniciais.


Ensaio no galpão do Hugo (batera)

Kretinu's

                            É também neste momento que os Kretinu’s gravam “caseiramente” suas próprias músicas numa fita demo chamada “Carne de Pescoço” que toda família e amigos adoraram. 
                                
                                 Mais a frente juntando alguns trocados dos próprios integrantes, a banda grava o single da música “O Gordo”, que chega a ser bem executada em rádios comunitárias de Uberaba.

                                            Vou postar essa demo aqui graças a Edinho "Zacca" (Seu Juvenal) que sempre foi fã da banda, inclusive contrariando os próprios Kretinu's que acham que é gozação até hoje, nem os caras da banda tinham essa demo. Depois conseguiram gravar um CD em que realmente a qualidade ficou melhor, porém não gravaram todos os clássicos, na demo tem mais músicas. Colocarei a demo e o CD aqui pra download.


A primeira festa que a banda tocou na cidade em 1997


"A primeira festa em que a gente tocou se chamou The Crazy Party!
Ahh!!! mas só que foi um fracasso! Não chegou a ir umas 100  pessoas
fazia um frio desgraçado e os caras nao pagaram a gente até hoje!
Pra compensar a gente pegou um monte de cerveja e saiu fora!
kkkkk!" (Ganso / Kretinu's)





Festival Brasil 500 Anos


                           Já no ano de 2000 a banda participa do Festival Brasil 500 Anos promovido pela Fundação Cultural de Uberaba, concorrendo com artistas de norte a sul do país. Um fato pitoresco aconteceu neste festival, a banda decide concorrer com o nome de Senhor Burns, em homenagem ao personagem dos Simpsons; o objetivo era evitar algum efeito pejorativo juntos aos jurados do Festival por causa do nome Kretinu’s. 



Ganso, Kokada e Will no embalo dos anos 60


Favela Chic


Grupos de Hip Hop / Seu Juvenal / Kretinu's / Elemento Neutro / Outros



                        Já no ano de 2001, os Kretinu’s tocam na Praça da Concha Acústica pra fazerem com a Banda Erva Matt o lançamento do “CD Demo” dos grupos e participam do Festival Rock Street de Uberaba. Nos anos de 2002 e 2003 a banda se apresenta em bares, festas e projetos alternativos como a Periferia Cultural em Uberaba. Em 2004 os Kretinu’s participam do Iº FEMEU – Festival de Música Estudantil de Uberaba, promovido pelo CENEG.



Eliminatórias da derradeira edição do Rock'n'Street realizado pelo Léo Punk em 2004



                         Hoje o estilo da banda conserva o Punk Rock, mas junto a ele se agregaram o Surf Music e o Rock dos anos 60 como Beatles, Elvis, Beach Boys etc. Nos shows da banda além da energia dos músicos e empatia com a platéia ficam claras as diversas influências sonoras e artísticas num repertório que vai de Elvis a Ramones, passando por Raul Seixas até U2. 

A formação atual dos KRETINU’S conta com: 

Christiano Kokada (vocal), Cristian Ganso (guitarra base/vocais), Robson Magrello (baixo/vocais), Hugo Dunga (bateria) e Kenin Storvado na guitarra solo.

















A banda Kretinu's entrou em recesso no ano de 2009 e a formação continua a mesma, logo que tiverem músicas novas voltam pros palcos uberabenses. Por mais que eles não acreditem cultivaram um público que curte o som próprio deles, só que eles acabam tocando mais covers do que músicas próprias nos shows, o que no meu ver tá errado, acho muito original o som dos caras e muito divertido. 

 A banda tem um CD que foi gravado super caseiramente lá no Leandro Bicudo (batera) irmão do Carlão da Troll, que tem umas músicas diferentes da fita demo e Ganso nos conta uma história que aconteceu nodia da gravação:

"CARA NO DIA QUE A GENTE FOI GRAVAR AS MÚSICAS NA CASA DO LEANDRO BATERA,
A VARIANT AZUL (TROVÃO AZUL DO KOKADA) TAVA COM OS EQUIPAMENTOS E INSTRUMENTOS TODOS
RAPAZ, E O KOKADA SEM CARTEIRA....
ADIVINHA CAÍMOS NUMA BLITZ KKKKK....
MAS O LOUCO DO KOKADA QUANDO AVISTOU OS GUARDAS DEU RÉ E OS PM FORAM
ATRAS DA GENTE....
RAPAZ CONSEGUIRAM  PEGAR  A GENTE RAPIDINHO KKKK
OS CARAS DESCEERAM COM AS ARMAS NA MÃO;
A SORTE QUE O CHEFE DA BLITZ ERA DA BANDA DA PM, E FICOU COM DÓ DA GENTE
E SÓ PRENDEU O CARRO...... BUA BUA ....KKKK
RESULTADO TIVEMOS QUE IR GRAVAR OUTRO DIA.... 
AH QUEM TOCA BATERIA NAS MÚSICAS DO CD É O PRÓPRIO LEANDRO,
O TECLADO É O NOSSO ANTIGO TECLADISTA MESMO  O TUTU".


Amizade e Rock'n'Roll



Robinho e Kokada fizeram um boneco do Ganso no palco quando ele tava doente pra se sentirem menos sozinhos



It's Only Rock'n'Roll 3  (2007)






DOWNLOADS:










Kretinu's 


Robinho e Ganso rachando o bico


Fica postada aqui mais uma banda formada na década de 90 e que já tem 14 anos de rock'n'roll, quero agradecer ao meu amigo Ganso que colaborou nessa postagem e também o Edinho que disponibilizou a fita demo dos caras "Carne de Pescoço", tá tosca a gravação, tá, mas dá pra ter uma noção da diversão que é a música dos Kretinu's, no CD percebe-se a evolução da banda. Valeu e fiquem com uma foto em homenagem aos 6x1 do USC em cima do Villa Nova ontem, com esses 4 torcedores que já são lendas do rock'n'roll uberabense:


DJ Nilsinho "Heavy" / Nelson Flash / Ganso / Roger