Mostrando postagens com marcador Insatisfação Ostensiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Insatisfação Ostensiva. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Reverendo do Rock II





























          Reverendo do Rock:  BT (vocalista da banda John No Arms)



             Dando continuidade ao seu trabalho de áudio foto  montagens o Reverendo do Rock volta aqui no blog com mais raridades das bandas uberabenses. Nessa postagem teremos as bandas: FOG com as músicas (Delirium Tremens e Contraste), Insatisfação Ostensiva (Ilusão e Só o Começo), Flanders (Americofobia), Nekrotério (13 Black Cats)e Seu Juvenal fechando com (Campanha da Fraternidade)


             Até a próxima e divirtam-se:




sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Padokas Rockers Fest: Edição 666

PADOKAS ROCKERS FEST




                          SÁBADO DIA 26/11, teremos a mais nova edição da festa Padokas Rockers Fest com 4 shows de peso. E pra explicar melhor isso e conversar com os leitores do blog fiz uma entrevista de última hora com o Mateus (Pino) sobre a realização do evento.


SET LIST DO MEGADETH NO SWU 2011



Tito:      Aê Pino, beleza cara? Em primeiro lugar gostaria de agradecer em nome do público uberabense que curte som pesado a oportunidade que você abriu reativando o Padokas Rockers Fest, nos conte como surgiu a idéia e quando foi a primeira edição?

Pino: Opa Tito e pessoas que estão lendo tudo bem e por ai? Primeiramente muito obrigado pela oportunidade de poder falar um pouco sobre o Rock, Música e poder contribuir de alguma forma, para o blog e fortalecimento do cenário cultural através de informações que tanto acrescentam na rica cultura do Triângulo Mineiro. Então sempre criamos vários projetos que envolva música, geralmente é sempre Rock, rs... podendo misturar com outros estilo, ou algum segmento do próprio.
A história de como surgiu a Padokas Rockers é bem o espirito do Rock, meu pai é um comerciante local, que trabalha no setor de panificação, e ele tinha um espaço, um galpão, que iria vir a ser um comércio, porém com a falta de locais pra ensaios das bandas, ele havia permitido que nós pudessemos ensaiar nesse local enquanto ele fazia o planejamento de como seria o formato da loja. Então nós aproveitamos e começamos ensaiar, lembro que teve ensaios do Pastilhas Polegarinas que era minha banda na época e de alguns amigos como o Insatisfação Ostensiva, o Brain Eaters, e outras. Quando meu pai estava prestes a começar a reforma do local, ele me avisou e me permitiu fazer um evento. Lembro que foi numa terça feira e era meu aniversário esse dia, estavamos em junho de 2004 em minha casa estava cheia de amigos, e um deles, sugeriu, que tinha que rolar o Padokas Punk Rockers, achei muito espirituoso, o envolvimento disso, porque realmente era a cara do evento , já que o evento foi montado em 5 dias e tinha uma galera, aproximadamente umas 200 pessoas. 

A primeira edição como Padokas Rockers Fest, aconteceu em dezembro de 2005 e foi uma evolução de uma série de eventos de tudo que foi surgindo, nessa ocasião apresentaram Os Pedrero (Vila Velha ES), Ch4 (Uberlândia MG), Pastilhas Polegarinas, Nekrotério, Natasha (Araxá MG), Something 4you (São José do Rio Preto SP), New Choice (Igarapava SP), Hello e DJ Junão, aconteceu no Clube Sírio Libânes e a partir desse evento, vários outros começaram a acontecer no local, foi um Start para um periodo que foi muito legal. Nessa época me recordo que a Athos Pub havia encerrado suas atividades em julho e a cidade ficou bem carente de espaços, a criação desse evento, foi uma solução provisória para que o Rock voltasse forte na cidade. 





Tito: Quantas Padokas foram realizadas na cidade e qual o motivo que fez você suspender as edições da festa?

Pino: Então a Padokas Rockers Fest Vol. 666, com esse nome e formato será o primeiro, como Padokas Rockers Fest o terceiro, mas como Padokas Rockers ou Padokas Punk Rockers, eu teria que fazer uma pesquisa pra te dar dados mais precisos. Utilizamos esse formato de evento até 2007, aproximadamente. Na verdade a mudança na identidade do formato do evento, surgiu com a possibilidade de trabalhar outros estilos dentro do próprio Rock e para não gerar uma confusão na cabeça das pessoas começamos a criar outros eventos, que também ficaram bem conhecidos como Uma Noite Vintage, Palco do Rock, Sexta’n’Roll, Festa da Comunicação, Conexão SWU, Sintonização, High Voltage, Rock in Casa, entre outros. Eu posso te precisar que já realizamos 2 bandas internacionais, bandas de 12(doze que me recordo agora, pode até ser mais, rs... ) estados do Brasil e regionais, totalizando em mais de 200 bandas.

 Tito:  Nos conte um pouco sobre o que a sua produtora tem feito ultimamente relacionado ao vários tipos de eventos que promove?

Pino: Esse ano promovemos o show do Cachorro Grande(R.G. do Sul), Acidogroove, Outubro e Granvizir, posteriormente produzimos o show do Terra Celta (Londrina PR), juntamente com os Djs, Wagner Jr(Junão) e Dj. Bruno Maffei, mês passado realizamos a festa Sintonização, que contou com Granvizir, Mc Wil Wil e Allan Snipher e Os Trovoadas. Procuramos trabalhar com bandas regionais que são ou podem se tornar destaque e bandas de outras localidades que podem ajudar de alguma forma no crescimento do cenário musical. Eu particularmente gosto muito de trabalhar com bandas com diferentes sonoridades que possam trazer algum conhecimento, ou evolução de alguma forma para os músicos  regionais.




Tito:  Como surgiu sua idéia de colecionar set list das bandas que você assiste shows e cite alguns que você já tem na coleção?


Pino: Então, isso foi uma viagem e questão de oportunidade, tudo começou na produção do evento do Cachorro Grande, que eu fiquei impressionado com o Set list deles, muito organizado, acabei guardando como recordação. Até que no Rock in Rio desse ano, eu tive a oportunidade de estar no palco do Red Hot Chili Peppers, vendo o show junto com a produção do evento, quando vi o set list assinado pelo Anthony Kids, vi que seria uma lembraça que ultrapassava o tamanho do real e a partir de então comecei colecionar como lembrança. Hoje minha coleção tem Bad Religion e Motosierra (Uruguai) no Festival Mundano em Brasília, Pearl Jam no Morumbi em SP, Alice in Chains e Megadeth no SWU e várias outras bandas nacionais, como Zumbis do Espaço, Inocentes, Garage Fuzz, DFC, entre outras. 
  



Tito: Padokas Rockers Fest – edição 666. Teremos a chance de ter outras edições no futuro mantendo o mesmo tipo de bandas que tocarão nessa edição do dia 26?


Pino: Logicamente, o Rock sempre pode crescer mais. Hoje o que mais impede de ter eventos nesse estilo, na vertente do metal é a quantidade de demanda de todo o rock, proporcinal a quantidade de produtores, o rock é muito amplo e em Uberaba e Brasil e temos muitas bandas boas de vários estilos, hoje tentamos realizar eventos de diversos. Esses eventos aliviam um pouco a demanda dos estilos, porém ainda faltam mais pessoas envolvidas em trabalho de produção e bastidores. Hoje em Uberaba contamos nos dedos os reais produtores que trabalham a fundo no estilo, mas eu enxergo com bastante otimismo o futuro, acredito que novas iniciativas, estão surgindo e percebo que novas pessoas estão se envolvendo, torço muito pra que isso realmente se torne um fato. 



Tito: Como sempre faço no final, cita aí pra gente meia dúzia de discos que fazem parte da sua formação musical.

Pino: Só 6 tito? Rs... Que díficil, vou falar minhas influências de forma mais ampla... rs...
A princípio todos do Ramones, Nofx, Bad Religion, Misfits, Pennywise Millencolin, NUFAN,... posteriormente os clássicos, Beatles, Led Zeppelin, AC/DC, Pink Floyd, Black Sabbath, Frank Zappa, Rolling Stones,... acho que a discografia desses caras são sensacionais. 



Tito: Pino, deixe seu convite e sua mensagem final pro público 666 uberabense. Até sábado 26/11 com as bandas Krusty, Nekrotério, Angel Butcher e Paura.

Pino: Convonco todas as pessoas que gostam de ROCK, que apoiam a música autoral, que desejam ver a música da nossa região se destacando, Compareçam no evento e fortifiquem nossa músca. Conhecendo a realidade dos músicos e bandas que vão apresentar no evento, posso garantir, VAI SER DO CARALHO!!!! Contamos com a presença de todos, será historico!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Rascunho





                                   Rascunho, uma das bandas mais polêmicas que Uberaba já teve, pelo fato dos caras fazerem um som que na época estava se espalhando aos poucos com seus novos adeptos e era intitulado de "EMO". Como minha missão no blog é registrar os trabalhos das bandas uberabenses ao longo dos anos até os dias de hoje e mesmo sendo da escola "Motörhead" de headbangers, lhes digo que essa banda merece dentro do estilo dela ter seu registro pelo trabalho realizado, mesmo que voem copos de cerveja..... 

                                               O pessoal da Rascunho fazia na verdade uma mistureba, inclusive tinha uma tendência pro lado do New Metal, o baterista Keca sempre curtiu metal e dava um peso a mais nas músicas.                       

É ele mesmo que vai colaborar na postagem contando pra gente sobre a banda. Eu assisti alguns shows deles e lembro demais da animação dos caras tocando, às vezes até se formava umas "rodas de pogo" bem divertidas por conta da diversão e zoeira que eles produziam nos palcos.







Com vocês a banda Rascunho:


                                                         "A banda Rascunho foi formada em meados de 2002, originalmente por Gulherme DiouDiou na guitarra, Leandro Keca na bateria e Ricardo Koquinho no contra-baixo.

                                                No começo, não havia uma proposta concreta de música ou um estilo específico a seguir; apenas nos juntamos e começamos a compor em cima de umas bases que o Dioudiou tinha e a sonoridade da banda foi se formando de acordo com as preferências e influências musicais de cada um. Porém, mais tarde, a vontade de identificar a Rascunho com as bandas que mais gostávamos na época falou mais alto; passamos a compor tendo como referência bandas como At The Drive-in, Funeral For A Friend, Deftones, The Juliana Theory, Matchbook Romance, entre outras. Resumindo, a idéia era mesclar peso com melodia. 

Keca, Alex ensaiando no antigo quarto do Dioudiou 


Mais tarde, Alex, irmão do Koquinho, entrou para a banda como segundo guitarrista e Lucas como vocalista. Até então a banda possuía 3 músicas próprias e alguns covers, fechando um set list pequeno, ideal para tocar  e dividir palco com outras bandas que faziam parte da cena uberabense na época.


Rascunho





                                           Antes do surgimento da banda Rascunho, Keca havia tocado com a Abracadaver e com os remanescentes da banda Sonoridade Agressiva, Líbio (RIP) e Wesley Paulista (Olorum, ex-Seu Juvenal); Dioudiou havia passado pelas bandas Aquidauana, The Pressives e a LxSxDx (era isso mesmo???); Koquinho e Alex vieram de São Bernardo do Campo-SP para fazer faculdade em Uberaba e tocaram na finada banda de Ska Punk “debochado” Skapamento, juntamente com Leonardo Caverna (Abracadaver) e Thiago Lingüiça (Insatisfação Ostensiva); e Lucas havia passado por bandas de cover como a Oiver May.






                               Nessa época o termo Emocore ainda soava timidamente pelas festas/shows e pelos bares undergrounds na cidade; mas, para a Rascunho, isso não era mais novidade. Com letras que falavam de um modo geral sobre problemas da juventude, amores mal resolvidos e coisas do gênero, acabou que a banda foi a primeira na cidade a “meter a cara” no estilo e manter isso evidente em suas composições. Tanto é que, fato curioso, em uma de suas primeiras apresentações ao vivo, juntamente com Uganga e 3DFato, o público não recebeu bem a proposta musical da banda, na expectativa de que a banda tocasse músicas de hardcore melódico (de bandas como No Use For A Name, Nofx, Millencolin e outras), e pedras e copos de cerveja passaram a voar em nossa direção; o público acreditava que tocaríamos Hardcore Melódico, pois isto fazia parte dos rumores sobre nós, antes da banda ter suas primeiras experiências nos palcos naquela época.







                                                  





              Apesar dos pesares, a Rascunho caminhava bem, ensaiando no pequeno quarto do Dioudiou, que tinha uma parede lotada de CDs, e um pôster de uma dessas vocalistas bem gostosas de bandas de Heavy Metal (coisas do Roger, irmão do Dioudiou); um quarto minúsculo com 5 marmanjos tocando juntos. Era tão quente que o sofrimento na cara de cada um era evidente; muito suor e muito som. Para contrabalancear o desgaste físico dos ensaios tínhamos a nossa disposição uma piscina, muita cerveja e churrasco, constantemente presente nos ensaios da banda; isso sem mencionar a paciência e compreensão divina dos pais do Dioudiou.








                             Com o tempo a banda foi ganhando espaço na cena local e muitos shows apareceram. Naquela época a cidade tinha o Athos Pub, que cedia espaço para eventos de rock e isso contribuiu muito para o crescimento da cena na cidade. Tocamos também, na casa do DJ Tonto num evento promovido pelo Fredinho, da Acidogroove, que tocou no dia conosco. Houve também, uma apresentação durante um campeonato de Skate que rolou na pista da Univerdecidade que foi muito legal; dividimos palco com os Flanders e outras bandas que não me lembro mais; sem contar inúmeros shows menores, em galpões, quadras e tal. Enfim, a galera aqui se mobilizava para descolar shows paras as bandas, como o Pino (Padoka’s), Leandro Pior, Periferia cultural, etc.





                                                 Rascunho no Atho's Pub




Koquinho e Keca (Rascunho) no lançamento do CD "Guitarra de Pau Seco" da banda Seu Juvenal juntamente com  o Renato (baterista Seu Juvenal) no Atho's Pub.







              Um episódio que marcou a breve história da banda foi um show promovido por nós, em parceria como o DCE e a UNIUBE, que cedeu o espaço no auditório do campus 1 para a Rascunho lançar e promover um CD demo gravado e mixado em Araxá-MG, em novembro de 2003, no estúdio do Jorge Clapp, uma grande figura da cena na região. Nesse dia tão especial, contamos com todos nossos amigos, familiares e com pessoas que conheciam nosso trabalho e de alguma forma se identificavam com a banda.








                              O tempo foi passando, a Rascunho trilhava seu rumo, consolidava seu espaço, quando eu (Keca) fui morar em São Paulo-SP, em janeiro de 2004. Até aí, tudo bem; eu viajava quinzenalmente para Uberaba a fim de manter o ritmo e o entrosamento com a banda e tentar manter ao máximo os compromissos com shows que surgiam.


               Rascunho no Atho's Pub 









                                  Um ano depois, Ricardo koquinho e Alex voltaram para São Bernardo do Campo-SP. E com a volta deles para a grande São Paulo, ou seja, com três dos 5 integrantes morando fora de Uberaba, a banda não resistiu e sucumbiu às dificuldades de se manter com os integrantes morando distantes uns dos outros. Mas nem tudo estava perdido e a coisa se inverteu. Inevitavelmente, a Rascunho passou a ter maior notoriedade na grande São Paulo em virtude dos contatos que fazíamos e, de posse de um CD demo na mão, era bem mais fácil conseguir alguns shows por lá. A partir daí, deu-se início a transformação da banda, que tinha 5 integrantes, à um “Power trio”.












                                       Dioudiou seguiu com a banda viajando para São Paulo sempre que podia, para ensaiar e tocar ao vivo; e Lucas optou por encerrar suas atividades com a Rascunho por ali, em função de suas obrigações e compromissos fora da banda; afinal, nenhum de nós vivíamos de música; ainda mais numa cidade como Uberaba. Alex então passou a ter a árdua missão de cantar também. E, por incrível que pudesse parecer, ele conseguia conciliar a guitarra e cantar ao mesmo tempo (risos). Rolou muita coisa legal; conhecemos e fizemos amizades com muitas bandas que, como a Rascunho, dava o sangue para se manter e entrar na cena da grande SP. Com o passar do tempo, lamentavelmente, Dioudiou também sucumbiu às necessidades da banda e às inviáveis e constantes viagens entre Uberaba-MG e São Paulo-SP que passaram a ser necessárias.










                               Nos metemos em várias “furadas” e também em várias situações memoráveis; viajamos para o Rio de Janeiro-RJ, Uberlândia-MG, Diadema-SP, Limeira-SP, São Caetano do Sul-SP, enfim, era um circuito pequeno, porém muito bom para a banda. Conseguimos espaço na coletânea Gearbox – Volume 2, lançada pela GreenFox Records; abrimos um show para a banda carioca EMO., juntamente com nossos parceiros e amigos da Mewhouse (São Caetano do Sul-SP); tocamos em um festival com os também cariocas da For Fun e, novamente, EMO. e os gaúchos do Fresno; tocamos na famosa Outs com nariz de palhaço, pois tínhamos que pagar os ingressos não vendidos; tocamos em bar pra 10 pessoas, para 100 pessoas.. cara, era tudo muito legal e muito divertido. Não medíamos nada e também não poupávamos esforços para tocar ao vivo. Aquilo era algo que realmente gostávamos de fazer. Compomos mais umas 5 músicas novas, gravamos uma música antiga em versão acústica para divulgar essa nova fase da banda e tal. Foi muito foda!

Uma refrescada no Rio de Janeiro



                     Como nem tudo na vida é um mar de rosas, morar e se manter em São Paulo começou a ficar difícil pra mim e não tive alternativa a não ser deixar a banda e me mudar para Santa Catarina, onde me ofertaram um trabalho com um salário bom, irrecusável diante da minha situação naquela época na capital paulista.

Portanto, a banda não conseguiu seguir em frente, mesmo com a tentativa de colocar outros integrantes. Posso dizer que ali foi o fim da banda, em meados de 2006.

Houve duas ocasiões de reunião dos integrantes, sendo uma delas no antigo Munchen Pub, interpretando Foo Fighters, e a outra no final do ano de 2008, onde tocamos duas músicas da banda.



Para quem quiser mais detalhes das peripécias da banda, acesse:







    Quero agradecer ao Keca pela colaboração na postagem e deixo vocês agora com o CD Demo com 7 músicas pra baixar:

DOWNLOAD:

                            http://www.easy-share.com/1915150125/Rascunho.rar 














segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Flanders

FLANDERS



                                            Estou organizando mais material das bandas da década de 90 e enquanto isso acontece vou dar um pulo no tempo e postar sobre uma banda do novo milênio.


                                           A banda Flanders iniciou sua carreira no início do ano de 2000 e deixo aqui registrado que é a minha preferida da nova safra de bandas autorais uberabenses juntamente com as bandas CxNxAx, Elemento Neutro e Nekrotério.

                        

Banda Flanders no início tocando no bairro Fabrício



                                  No início a banda era formada por: Paulo (guitarra), Fernando (baixo), Rafael (bateria e vocal), Gabriel (guitarra) e Felipe (bateria e vocal). Fizeram apenas uma apresentação com essa formação no festival UJRock com várias bandas como Oreia di Pau, Insatisfação Ostensiva, Abracadáver e outras na Concha Acústica no ano de 2000 mesmo. Após o festival, Fernando e Paulo saíram da banda ficando apenas um trio com Gabriel na guitarra, Rafael no vocal e no baixo e Felipe na bateria. O vocalista Zoreya passou pela banda nessa época mas acabou dando prioridade pra banda Abracadáver.



UJRock


2001


                               Após vários ensaios com essa formação e apostando num som crossover a la DxRxIx a banda teve um breve período com Thiago (R.I.P.) na segunda guitarra, onde em um show na pastelaria do Waldones (ex-Seu Juvenal) tiveram seus instrumentos apreendidos pela polícia, fato esse noticiado pelo jornal na época. Saiu Thiago e Marcos “Pimpão” entrou na banda para ser o vocalista.

 Pimpão                                                                                       Xeroso



                                 Logo após a entrada de Marcos o excelente pianista e guitarrista Lucas (Xeroso) assumiu a guitarra solo e com o quinteto formado foi lançado um primeiro CD ao vivo tocado na extinta Periferia Cultural em 2003 em um show realizado junto com as bandas Seu Juvenal e Acidogroove.


 
Atitude (Flanders / Acidogroove / Seu Juvenal)   Fevereiro/2003




2003







                                 A banda Flanders fez várias apresentações em Uberaba e além de tocar em festivais juntamente com as bandas da geração deles, também ganharam o respeito da velha guarda do rock uberabense participando de festivais importantes na cidade. Após muitas apresentações em diversas cidades como Uberlândia, Araxá, Araguari, Sacramento..., a banda entrou em estúdio pela primeira vez no final de 2004 e gravam seu primeiro trabalho.

Banda Flanders em 2004

                                   Em 2004 os Flanders entraram em estúdio e gravaram o álbum intitulado de “100% REPUGNANTE” que foi lançado no Atho’s Pub com a presença da banda D.F.C. (Brasília), Pastilhas Polegarinas e SDC em 2005.


Flanders lançando o CD "100% Repugnante" na Atho's Pub em 2005







Flanders




A banda já dividiu o palco com diversas bandas do cenário independente brasileiro como: Sociedade Armada, Lobotomia, Angel Butcher, Ação Direta, Uganga, Krow, Seu Juvenal, Calibre 12, Nitrominds e D.F.C.


2005











II Udi Rock Scene (Uberlândia) 2007



Pimpão / Gabriel


                                   No ano de 2007 gravaram o segundo CD “Sempre se pode fazer mais” que conta com a produção de Líbio “RIP” (ex-Nada a Lembrar, ex-DCV, ex-Olorum e ainda ex-Roadie das bandas Seu Juvenal e Uganga). Esse CD só foi lançado de forma virtual. colocarei ele aqui para download
com capa.


Líbio (boné vermelho) sempre acompanhando a banda




Tico e Teco (quem nunca se confundiu trocando o nome desses dois irmãos)



                                   No ano de 2007 logo após a gravação Felipe deixa de ser o baterista dos Flanders . A banda entrou em “stand by” por 2 anos e recentemente ensaiam e testam novos bateristas para uma nova formação.



Felipe








Nas guitarras (Xeroso / Gabriel)






Colocarei aqui os dois CD'S de estúdio da banda Flanders para DOWNLOAD:




DOWNLOAD CD "100% REPUGNANTE" (2005) :   http://www.easy-share.com/1912182465/Flanders.rar








Fica aqui registrada uma banda da nova safra uberabense que faz 1 década e para vocês em notícia de primeira mão o baterista Caio do Olorum vai começar a mandar um som com os Flanders. Na minha opinião Caio é o baterista perfeito para ocupar a lacuna deixada pelo Felipe.



 
Colaborou nessa postagem Rafael



                                                                      "Quero deixar aqui meu depoimento que desde quando vi e ouvi a banda Flanders pela primeira vez fiquei fã na hora. A banda Seu Juvenal dividiu o palco com eles inúmeras vezes e posso dizer que todas as vezes que tocamos juntos eles sempre estavam descontraídos e receptivos, quando a banda sobe no palco não está pra brincadeira, rasgando riffs e solos com uma cozinha pesada e letras de protesto na minha opinião das melhores já feitas aqui na terra do zebu. Valeu Flanders, como seguidor da banda aguardo o retorno"


Rafael e Gabriel atualmente

















Vou encerrando por aqui essa postagem e deixar registrado esse video da banda Flanders tocando no Atho's Pub no ano de 2005 e garanto que os rockeiros da cidade sentirão falta da época em que o underground lotava uma casa de show, tínhamos isso todos os finais de semana, era o nosso espaço, as bandas tocando, rodas de pogo, mosh, suor e cerveja. E desde de 2007 que observo que pouco se tem feito pelo underground, e agora José?

Resposta: "Temos a patrulha do silêncio fechando locais que abrem espaço pra bandas pesadas, interrompem ensaios que eram normais na cidade até alguns anos atrás, temos donos de estabelecimento fechando as portas pra bandas que já são reconhecidas fora de Uberaba, temos uma atual juventude manipulada pela mídia que curte um "rock" colorido, ridículo e estereotipado, não vemos mais o surgimento de bandas autorais. É mais fácil você assistir um show de uma banda uberabense fora da cidade do que vê-la aqui na zebulândia".

Como ouvi a banda Flanders a tarde inteira resolvi deixar aqui o meu protesto também, como diria o mestre Raul Seixas: "Eu também vou reclamar !!!!"