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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Bala Na Agulha com o baterista Renato Zaca

Renato Zaca             Foto: Fabio Fernandes 


De volta na área com a Bala Na Agulha !!! É com satisfação que começo essa 8º edição, já que as 7 edições realizadas em 2015 tiveram muitas visualizações.
Ao som do disco Berlin da banda alemã Kadavar é que início esse post. 


Renato Zaca o convidado dessa edição é meu parceiro de banda há 19 anos e também considerado por minha pessoa como se fosse meu irmão, pena a distância das cidades onde moramos atualmente. Nos conhecemos há 25 anos atrás e muita coisa já passamos juntos nessa vida, e confesso que quando o vi tocando bateria pela primeira vez, tive vontade de tocar em uma banda com ele e o seu irmão Zacca, e é o que acabou acontecendo e até os dias de hoje estamos na ativa com a banda Seu Juvenal.

Renato Zaca / Tito                                      Foto: Fabio Fernandes

O Renato já tocou bateria nas bandas uberabenses:
Drop-out
Mickey Mouse Exterminator
D.O.T.
A Fábrica do Som
Moloko Vellocet
Cachaço Véio
Os Donátilas Rosários

Atualmente ele toca bateria nas bandas:
Buttina Véia
Galanga
Confector's Project
Seu Juvenal

Aí "Renatin da batera", como diria nosso amigo Léo Brasil, manda a Bala Na Agulha aí cumpadi:

1º - Buddy Miles (Them Changes) - Esse cara foi baterista do Jimi Hendrix Band of Gypsys. Quando fui atrás deste disco eu não imaginava que ele seria genial. Ninguém que eu conheça toca bateria e canta ao mesmo tempo tão bem quanto ele. Pra quem quer ouvir muito swing e músicas super bem compostas taí a dica.




2º - Ottis Redding (The Dock of the Bay) - Logo após concluir esta obra prima Ottis Redding morreu, mas eu tenho certeza que ele morreu feliz pra carai por ter conseguido criar um disco tão fabuloso!! Voz incrível, músicos sensacionais e o melhor de tudo, é que este eu tenho em vinil!!




3º - Mark Lanegan Band (Blues Funeral) - Mark Lanegan é um dos compositores que mais ouço, ele é muito original e consegue fazer ótimas músicas com muito pouco; e eu acho foda isso, além de ter uma das melhores vozes masculinas do rock na minha opinião.




4º - Natural Child (Hard in Heaven) - Um puta disco de rock'n'roll simples e direto. Rock picareta e cafajeste da melhor categoria. Já é clássico por onde eu vá e tenha caixas de som. É tocar o primeiro acorde e da vontade de abrir uma cerva bem gelada!!




5 º - Live in Boston Radio show 3( Trent Reznor, Peter Murphy, Jeordie White, Atticus Ross) - Trata-se de um super grupo e um único super disco gravado ao vivo numa estação de rádio nos USA. Trent Reznor ( Nine Inch Nails), Peter Murphy (Bauhaus), Jeordie White foi baixista do (Marilyn Manson) e Atticus Ross que é um gênio da música eletrônica. O que dizer sobre este trabalho a não ser que eu o ouvirei para sempre?




Grande abraço meu cumpadi Titão!!! taí um pedaço do segredo do meu universo!!

Valeu você manim, por enriquecer o conteúdo do blog com suas pérolas musicais. 

E pra fechar a postagem eu e Renato deixaremos vocês com um clipe da Rádio Sessions:

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Seu Juvenal no jornal Estado de Minas (caderno cultura)

Link da nota: 
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache%3AUsratGZykBMJ%3Aimpresso.em.com.br%2Fapp%2Fnoticia%2Fcadernos%2Fcultura%2F2015%2F07%2F29%2Finterna_cultura%2C156778%2Fcult.shtml+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br


A banda Seu Juvenal nesta terça-feira 29/07/2015 recebeu uma nota no caderno cultura do jornal Estado de Minas. Pra gente é uma honra representar o rock mineiro e saber que o disco Rock Errado esteja recebendo boas críticas nacionalmente.
Abaixo deixo a nova press release da banda Seu Juvenal que começou a circular por esses dias.


Parecia pouco provável que uma banda fizesse sucesso reunindo, no mesmo prato, influencias de Itamar Assumpção, Sonic Youth e Venom
Se antes o sucesso vinha através de um contrato com uma grande gravadora, hoje qualquer artista pode estudar a cartilha do chamado "music business" e conseguir vários "Likes" por aí. Uma banda com um bom nome, músicos... de boa aparência e figurino caprichado que rendam boas fotos, além de, claro, boas músicas, bem gravadas, voltadas para um nicho do mercado em alta e compartilhada através das principais redes sociais. Essa receita simples, porém eficaz, tem feito a diferença.
Mas o que dizer de uma banda que não tem contrato com uma grande gravadora e não consegue seguir nem metade dessa receita? Afinal, não dá para dizer que "Seu Juvenal" seja um bom nome de banda (pelo menos chega a ser melhor que o anterior: Os Donátilas Rosários). Boa aparência também não é o forte dos músicos do Seu Juvenal, por mais que eles se esforcem. Mas, embora esquisito, o som é muito bom!
E como não achar esquisita uma banda que reúne, no mesmo prato, referencias de Itamar Assumpção, Sonic Youth e Venom? O resultado disso é um som muito punk para ser metal e muito vintage para ser indie. Impossível categorizar ou encontrar um nicho de mercado para o Seu Juvenal! Se não fosse o bastante, a gravadora da banda - sim, eles tem um contrato! - numa atitude tão esquisita quanto, decidiu lançar o novo álbum, ironicamente intitulado "Rock Errado", no formato LP em meio ao 'boom' da música digital.
Qualquer mineiro acharia pouco provável que um trem desses desse certo, sô. Mas não é que deu! Ou não? Entre o certo e o errado, a verdade é que a imprensa especializada - talvez cansada de tanta receita de bolo - tem aprovado essa "culinária experimental" do Seu Juvenal. 




Gravado em apenas quatro dias no Lab.áudio em Passagem de Mariana/MG, sob produção de Ronaldo Gino, também guitarrista do Virna Lisi, "Rock Errado" vem colecionando declarações surpreendentes. Um dos mais respeitados e tradicionais sites especializados em punk rock, o Zona Punk publicou uma excelente resenha sobre o álbum recheada de declarações como “Música autoral inteligente” e “Rock transgressor, adulto e errado como deve ser”. Já o metaleiro Heavy And Hell publicou que o álbum é “Brilhante”, enquanto que o site Outro Indie traçou uma paralela entre “Rock Errado” e a obra do sociólogo Zygmunt Bauman: “fundamental para quem gosta de pensar em termos como a sociedade líquida”.

Outras declarações super positivas incluem: “Seu Juvenal é Rock Errado, é música da melhor qualidade! Um raro sinal de inteligência no meio do Rock nacional” (A Música Continua A Mesma); "(...) um novo ângulo do gênero, um novo timbre, novos horizontes. O 'Rock Errado' que nos leva ao certo" (Riff And Destroy); “(...) para deixar nos ouvidos algo curioso e novo no repetitivo mercado musical nacional da atualidade” (Consultoria do Rock); "(...) produção impecável (...) trabalho primoroso e de muito bom gosto" (Heavy Metal Brasil); "(...) banda madura que acerta na escolha do repertório, fugindo das fórmulas fáceis... O rock pode estar errado, mas o Seu Juvenal não está..." (Blog Na Mira);
Mas o grande “erro” de “Rock Errado” é representar um desafio para alguns jornalistas respeitados. Segundo o experiente João Messias Jr. do New Horizons Zine, “Rock Errado” foi o álbum “mais desafiador de ser resenhado em 20 anos de profissão”. Outro respeitado jornalista, Vitor Franceschini, do Arte Metal, teve a mesma reação: “Quando ao ler o release me deparo com a frase “...obstinado a trair movimentos”, já me preparei para a complexidade de se resenhar este trabalho”.

O sucesso de crítica tem revertido em vendas. Poucas cópias da primeira prensagem em LP de “Rock Errado” estão disponíveis pelo site da Sapólio Rádio: www.sapolioradio.com.br
Para os que ainda não conhecem a banda, o videoclipe da música "Burca" está disponível no Youtube: http://youtu.be/4HjdJ2_Kk4A 
Informações para Imprensa:Eliton Tomasi - SOM DO DARMA
eliton@somdodarma.com.br
www.somdodarma.com.br
(15) 3211-1621  
Crédito Foto: Germano Neto  




terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Seu Juvenal disponibiliza mais duas faixas de seu "Rock Errado"








































“Asfalto” e “Homem Analógico” estarão no LP que o grupo lança em Janeiro de 2015.  Foto: Germano Neto  
Muito punk para ser metal e muito vintage para ser indie. O Seu Juvenal é daquelas bandas de rock que, na falta de um adjetivo melhor, você chamaria de esquisita.
Formada em Uberaba/MG em 1997, antes eles atendiam pelo nome de Os Donátilas Rosários. Como não recebiam muitos convites para shows por serem considerados “estranhos demais”, acabaram mudando para Seu Juvenal. Hoje o grupo está radicado na cidade de Ouro Preto/MG e conta com Bruno Bastos no vocal, Edson Zacca na guitarra e violão, Alexandre Tito no baixo e Renato Zaca na bateria.
Depois de diversas demos e dois álbuns – “Guitarra de Pau Seco” de 2004 e “Caixa Preta” de 2008 – o Seu Juvenal agora se prepara para lançar o seu trabalho mais, digamos, correto! Trata-se do álbum intitulado “Rock Errado”.




O disco foi gravado em apenas quatro dias em Passagem de Mariana, região de montanhas do estado de Minas Gerais, sob produção de Ronaldo Gino, também guitarrista da banda Virna Lisi. “Rock Errado” vai reunir as faixas “Homem Analógico”, “Free Ordinária”, “Antropofagia Disfarçada”, “Asfalto”, “Louva A Deus”, “Um Dia de Fúria”, “Rock Errado”, “Moleque Dissonante”, “A Chuva Não Cai” e “Burca”.
O Seu Juvenal disponibilizou duas faixas do álbum na internet para que os fãs possam ter um gostinho do quão correto está o “Rock Errado” da banda.
A primeira é um vídeo da faixa “Asfalto”. Não se trata de um videoclipe, são apenas imagens das ruas de Belo Horizonte e Ouro Preto feitas pelo diretor Julliano Mendes sob a concepção de “vídeo-poesia”. O vídeo pode ser conferido no endereço:


A segunda é a música “Homem Analógico” que foi disponibilizada no formato streaming no canal oficial da banda no Soundcloud. A música pode ser conferida no endereço https://soundcloud.com/seujuvenal/homem-analogico
De acordo com o guitarrista Edson Zacca, “Asfalto” e “Homem Analógico” podem dar impressões bem distintas sobre o que os fãs irão encontrar em “Rock Errado”.
“‘Asfalto’ é uma das composições mais antigas do disco. Música maldita que parte da banda odiava e parte gostava. Ela é mais folk, tem violões e um baixo acústico com arco. Já ‘Homem Analógico’ é uma das mais novas e fala sobre uma frustração com o mundo digital e uma treta amorosa. Tem um riff setentista, vocais rasgados e  refrão pop”.
Além de “Asfalto” e “Homem Analógico”, o Seu Juvenal já havia lançado o videoclipe “Burca”, outra faixa de “Rock Errado” que será lançado em vinil pela gravadora Sapólio Rádio. O disco chega às lojas em Janeiro de 2015.

Fonte: Som do Darma

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Bala na Agulha com Zacca (guitarrista da banda Seu Juvenal)

Zacca / Seu Juvenal


Ao som do novo disco do guitarrista Ace Frehley "Space Invader" estou estreiando uma nova coluna no blog e  perguntarei aos músicos e rockeiros uberabenses sobre discos que estão ouvindo atualmente e pra não ficar maçante, escolhi o número de 5, e pedirei pro entrevistado comentar sobre os discos e assim compartilhar sua opinião sobre cada. Apesar de poucos poderem ouvir um disco de vinil hoje em dia, resolvi escolher o nome "Bala na Agulha" pra coluna (bem comum por sinal).
 Se você é daqui de Uberaba e toca em uma banda ou curte o rock em todas as suas vertentes, me aguardem, que os procurarei para divulgarem suas cinco pérolas do momento...



Pra inaugurar convidei meu amigo de fé, meu irmão camarada (risos), Edson Zacca.
Zacca já tocou nas bandas uberabenses Mickey Mouse Exterminator, D.O.T., Nuts, Ganga Zumba (atual Uganga), Cachaço Véio, Neurônios, Os Donátilas Rosários e outros projetos. Atualmente é guitarrista das bandas Seu Juvenal, Galanga e Oskindô.


Bom chega de papo, manda bala na agulha aí Zacca :




1 - Descobri a riqueza da música peruana faz pouco tempo. E tem uma cantora em especial que tenho escutado muito, ela se chama Susana Baca. Tenho uma coletânea dela que tá foda de tirar do som.


Susana Baca


2 - No último relançamento dos discos do Led Zeppelin eles soltaram junto, pra cada um dos discos, um cd com sons extras, mixagens diferentes e sobras de estúdio. O disco de extras do Led Zeppelin 3 virou vício.





3 - O disco "Metal Metal" da banda de música popular brasileira "Meta Meta" pra mim foi o melhor lançamento nacional do ano de 2013. A "bundamolísse" do rock brasileiro atual passa longe do disco desta banda. Embora eles não sejam uma banda de rock o som é muito sangue nos zói. Um soco na cara dos puristas. Tenho escutado todo dia um pouco.





4 - De vez em quando eu volto a escutar compulsivamente um disco que há muito nem dava bola. E isto está acontecendo comigo agora com o "Superunknown" do Soundgarden. É o disco de 1994 deles. O som da batera é gigantêsco. As guitarras parecem que estão sendo tocadas dentro do carro. E o vocal amadurecido e sem exageros. Sem contar que tem a melhor música dos caras pra mim. A arrastada "4th of july". Este disco é uma aula de rock.





5 - Eu nunca consegui ficar escutando muito os trabalhos musicais que já lancei em minha carreira. Sempre acho que podia ter sido melhor. Porém, o último disco da banda Seu Juvenal, chamado Rock Errado, eu escuto inteiro várias vezes na semana. Nunca fiquei tão satisfeito com o som das minhas guitarras. O baixo do Tito e a batera do Renato estão soando com mais energia e parecidos com o que são ao vivo. E o vocal do Bruno está fodasticamente rock and roll!! As letras em claríssimo português também me enchem os olhos de lágrimas. Estou muito orgulhoso deste trabalho. Acho que a banda merecia este disco depois de tantos anos de batalha. Acho até que este sim é o disco que mais tenho escutado atualmente. Seu Juvenal - Rock Errado!!!







Valeu Zacca, agradeço sua participação de estreia e te digo que sinto o mesmo em relação ao disco do Seu Juvenal.

Deixaremos vocês ao som de "4th of July" da banda Soundgarden:



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Luciano Bitencourt lança livro em Uberaba






















Hoje em Uberaba Luciano Bitencourt (ex-Kaostrofobia, ex-Seu Juvenal, ex-Os Donátilas Rosário, ex-Larica Existencial) vai lançar seu livro B***** em Uberaba no Biergarten à partir das 20:00 com a realização da Sapólio Rádio Produções. Luciano mais conhecido como "Syd" está morando atualmente em São Paulo e nos concedeu o privilégio desse lançamento aqui na terrinha.

Lançamento B*****, um livro de Luciano 

Bitencourt, um apaixonado pela escrita que

, além de redator, é roteirista e filósofo. O livro

 traz a história de uma depiladora que, em coma 

num leito de hospital, divaga sobre seu trabalho,

 e as diversas histórias que surgem dele.


Certamente digno de boas risadas.

 ainda reúne  a desgustação da cerveja

 artesanal Cervezehn, 

assinada por André Tiso, mestre cervejeiro da 

Biergarten e ainda discotecagem em vinil por

Robinho da Rarus Discos.



Lançamento B*****, um livro de Luciano 


Bitencourt | Discotacagem em Vinil com Robinho

Rarus | Biergarten Cervejas Especiais | 20/12 | 


Entrada franca



Luciano Bitencourt


Mais sobre Luciano Bitencourt aqui no blog;


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Podres de Utopia / Kaostrofobia / Luciano Bitencourt

 
Luciano Bitencourt em 1996




                                 Redator publicitário, formado em Jornalismo, especializado em Filosofia. São Paulo, Brasil. Ex-integrante das bandas uberabenses Podres de Utopia / Kaostrofobia / Os Donátilas Rosário / Larica Existencial / Seu Juvenal. Sid como é  conhecido, foi um dos primeiros integrantes do movimento punk uberabense e colaborou como compositor em todas essas cinco bandas.


                                 Deixo vocês com as palavras de Luciano que elaborou um texto com um conteúdo que na minha visão é de grande importância pra história do rock uberabense, eu conheci o Sid na Rarus Discos no início da década de 90, e o papo foi de Tom Zé a D.R.I., em 96 ele colava nos ensaios dos Neurônios no gueto do Clóvis/Cabelo/Camaleão e a gente trombava naquela época do mangue beat, rolou o lance do Movimento da Geração Desemboque junto com a banda Seu Juvenal, enfim, tamo em casa e ele caprichou como colaborador nessa postagem pra vocês:






                                                            Podres de Utopia





                                   "Antes dos anos de 1990, até aonde me lembro, o rock em Uberaba podia ser dividido da seguinte maneira: as bandas pops (com integrantes que tocavam em outras bandas, geralmente voltadas para bailes), os grupos de hard rock e/ou heavy metal (assim como já foi publicado aqui no blog), e uma ou outra iniciativa que surgia e morria sem maior expressão.



                                 Em 1987, três anos aproximadamente depois de retornar à morar em Uberaba, aconteceu um show com várias bandas, num palco improvisado na carroceria de um Mercedão (1113). A estrutura foi montada na avenida Leopoldino de Oliveira, nas proximidades do Shopping Generoso Lenza – dali em diante, era quase tudo terra e mato. Duas bandas foram marcantes: a do vocalista Cabecinha (uma figura muito popular em Uberaba que veio sofrer problemas mais tarde com drogas [há notícia de que reabilitou-se]), que tocou Camisa de Vênus; e uma banda feminina, cuja guitarrista era a Ana Paula Dantas, que hoje trabalha na ABCZ. As garotas tocaram muita coisa boa, inclusive, um cover do The Cure. 



                                     Naquele dia, aos mal-completados 12 anos, voltei para casa decidido a montar uma banda de rock. Estudante do Colégio Nossa Senhora das Graças, estava no mesmo lugar que o Robson Pimenta (Rarus Discos) e o Paulinho Trida, o Gé (DCV) passou por lá, o Alex (filho do radialista João Batista) também, entre outros. Havia uma turma no Colégio que era muito antenada na cultura dos Anos 80 e do rock'n'roll em geral. Era um tempo em que a galera calçava tênis Redley ou All Star, vestia calça jeans furada no joelho e camiseta Hering com estampa de banda, lia a revista Chiclete Com Banana e fazia altas festas. O Robson Pimenta organizou toda essa gente e montou uma turma (o que era moda na época): a Vírus 27.


                                Pode até parecer estranho, um grupo de moleques do Colégio com o nome de uma banda de carecas, mas, em 1987, ainda não havia diferenciação quanto a esses detalhes dos movimentos, ou seja: isso é punk, aquilo é skinhead. Tudo era considerado uma coisa só. A garotada chamava tudo “punk”. E, na verdade, era tudo diversão, não havia qualquer engajamento no sentido político. Essa turma realizou festas, viajou para shows em outras cidades, enfim, “quebrou o pau”. Nossa identificação era uma camiseta com o “A” de anarquia no peito e a capa do disco “Parasitas Obrigatórios” nas costas. O Robson é quem cuidava da impressão e distribuição do “uniforme”. Em um show do Titãs, em Uberlândia, o primeiro no interior com a turnê “Jesus não dentes no país dos banguelas”, uma ida ao banheiro quase custou o xadrez para esse que vos escreve. Eu usava uma corrente com cadeado no pescoço, à la Sid Vicious. Tomei um pescoção dos policiais e, graças à Deus, estava com a chave do cadeado no bolso, se não tinha me fodido.


                              Nessa “vibe” aparecem o Lukão e o Misac. O Guilherme Diamantino já era muito amigo do Robson; o Léo Punk – que tinha cara de mau e era encrenqueiro pra cacete! – não se enturmou de primeira. O Lukão e o Misac eram os punks “Tropa Suicida”; o Guilherme, o punk “The Clash”; e o Léo, o punk “The Cramps”.


Guilherme Diamantino (DCV)



                            Falar de mim é complicado, mas, somado a tudo isso, eu trouxe influências de sons como Kraftwerk, Gueto, Devo, PIL, Villa-Lobos, Peter Tosh etc., que eram artistas que eu já escutava (muitos deles com a turma Vírus 27).



                          Tudo isso, a ida ao show na Leopoldino e, depois, ao Titãs, aconteceu num curto espaço de tempo. Na virada de 1987 para 1988, acontece uma conversa com o Misac (guitarra) e o Gé (bateria) e, no ano seguinte, os primeiros ensaios do Podres de Utopia, que durou uns seis meses. O grupo não contava com baixista e o Misac lutou durante esse tempo todo contra um pedal wah-wah.


                         O repertório do Podres de Utopia, que acrescentou “Podres” depois que ficou sabendo que uma banda em São Paulo chamava-se Utopia (a primeira banda do Mamonas, será?), era formado por apenas duas composições próprias, dois covers do Garotos Podres (Johnny e Vou Fazer Cocô), um do Espermogramix (Trabalhadores Brasileiros) e outro do Trashman (Surfin' Bird). Os ensaios aconteciam no cômodo da casa do Gé onde funcionava a boutique da mãe dele. Tínhamos um fã que testemunhou quase todos os ensaios: o Pedro Binuto.



                           Eu e o Misac éramos loucos por uma apresentação, o que nunca aconteceu, pois o Gé sempre arrumava uma desculpa para não tocar (fez bem, a banda era muito ruim, seria uma vergonha mesmo!). Em seguida, ele deixou a bateria definitivamente e a banda acabou.

Notas:

1 – O Misac descia à pé e com a guitarra nas mãos do bairro Santa Marta até a minha casa, no Mercês. Aí atravessávamos a cidade, também à pé, até o jardim Induberaba, onde o Gé morava.

2 – As primeiras caixas de som que utilizamos foram emprestadas pelo Claudão (ex-Nuts, Acidogroove...), que era muito amigo do Gé; e outra coisa interessante foi o projeto que o Guilherme me chamou pra fazer: Barulhos Dilacerantes. Selecionamos mais de uma dezenas de músicas punks e transformamos tudo em grindcore, gritando apenas o nome da música ou a frase principal da letra e tocando a música em 3 ou 4 segundos. Ficou um na batera e outro na guitarra e vocal."

Discografia Básica:

1 – Never Mind the Bollocks (Sex Pistols)
2 – Rocket to Russia (Ramones)
3 – London Calling (The Clash)
4 – Guilty (Vibrators)
5 – Standing on the Beach / The Singles (The Cure)
6 – Histórias de Sexo e Violência (Replicantes)
7 – Vítimas do Milagre (Detrito Federal)
8 – Mais Podres do que Nunca (Garotos Podres)
9 – Parasitas Obrigatórios (Vírus 27)
10 – Nós Vamos Invadir sua Praia (Ultraje a Rigor) 




Luciano Bitencourt com a banda Kaostrofobia




                                                                    Kaostrofobia




                                      "No final de 1988, surge então a Kaostrofobia, com o Lukão na bateria. Mais uma vez sem baixista, é claro. Pois bem, a história da Kaostrofobia o Tito já publicou aqui. E se tem uma coisa que pode ser reforçado em relação a essa banda é que esse foi certamente o período mais intenso (e transtornado) da  vida de seus principais integrantes. Talvez pela época, um momento tomado por aquela ferrenha crise econômica e política que desestabilizou e arruinou o dia a dia de muita gente. De uma forma ou de outra, esse quadro refletiu bastante naquela geração de adolescentes. Não é à toa que o lema da garotada era o “No Future”.


                                 A Kaostrofobia foi uma banda casca-grossa, que fez diversas inimizades, arrumou briga e acabou com muita festa. Era o verdadeiro terrorismo anti-musical. Pode-se dizer que éramos um Crust Experimental, porque misturávamos tudo o que podíamos com o extremo hardcore. A idéia era ser o mais barulhento e nervoso possível. A razão de existir enquanto grupo era ser uma banda punk detestada pelos próprios punks, em razão de ser punk demais. Com isso, os primeiros a torcer o nariz foi a turma do “Sex Pistols e Ramones”. Tais bandas eram consideradas comerciais por serem aceitas em qualquer meio. Ou seja, tinha muito playboy que era fã desses punk rocks. Quando eles iam assistir a Kaostrofobia pensando ouvir “Anarchy in the UK”– e toda vez anunciávamos essa música, sem nunca tocá-la –, chegavam lá e, em poucos minutos, davam meia-volta.



                              Depois foi a vez da turma do grindcore, que se identificou com o som. Aí, para provocar, em 1989, a Kaostrofobia começou a defender de forma escancarada o uso de substâncias ilícitas – coisa que eles eram totalmente contrários. No meio dos shows, os integrantes pintavam e bordavam no palco. E não ficava por aí. Essa turma levava o “visual” muito à sério, por isso a banda se vestia num estilo composto por chinelos ou botinas, bermuda de surf e camiseta de bandas hardcore. Às vezes, rolava também um chapéu de palha e um terno pra ficar bem brega mesmo.

                                    A coisa foi tomando um rumo que o Misac um belo dia gravou vários minutos de uma folia de reis. O tempo, uns 14 ou 15 minutos, era exatamente o que durava uma apresentação. Então, nos shows, a Kaostrofobia colocava a fita de background (com o som na mesma altura dos instrumentos). Tocavam o noisecore por cima, mas como as músicas tinham de 5 a 10 segundos, os intervalos eram constantes, bem como a folia de reis comendo solta, onde a banda parava somente pra polemizar novamente. O show da Kaostrofobia era um dos barulhos mais insuportáveis que existia. Os técnicos de som da época se recusavam a ligar a aparelhagem quando nos viam subindo ao palco. Ninguém aguentava também a fumaça.


                               Em 1992, eu vou embora para São Paulo, continuo compondo sons, ideias e ações, tocando em nossos encontros, mas a banda foi perdendo fôlego. Volto para Uberaba em 1994, retomo a Kaostrofobia com o John, hoje advogado na Bahia, na bateria, e o Sandrinho da Capitinga novamente no baixo. Foi uma das melhores fases “técnicas” da banda, pois pela primeira vez foi possível realmente ouvir os sons de verdade, entender o que a banda fazia (ou “não toacava”), pois o John e o Sandro “levavam” as músicas perfeitamente. Isso durou pouco, logo o Lukão voltou para as baquetas, eu fui para o baixo e vocal, e a parafernália ressuscita-se com todo aquele espírito anárquico. Acontece que nesse meio tempo os metaleiros do “Iron” tinham virado death metal, os death metal/grind tinham virado skinheads e os skinheads, assim como os outros movimentos, queriam nos socar. Viramos alvo. Tudo perdeu a graça, ficou sério demais, e a banda acabou.

                              A Kaostrofobia foi uma banda punk muito fora de seu tempo. Tem uma banda norte-americana atual que lembra muito aquele espírito, chama-se Lightning Bolt. Na fase final da Kaostrofobia, em 1994, as letras eram longas e a banda reescrevia tudo transformando três palavras numa frase e depois construindo uma frase com essas novas palavras. Assim, as letras ficavam curtas e, se ninguém entendia nada com as palavras normais, com essas reconstruções...

                     Gravamos duas demos no esquema gravador com um canal aberto para todos os instrumentos. A primeira – com 15 músicas aproximadamente – tinha pouco mais de 3 minutos e a segunda – com cerca de 30 sons – quase 7 minutos e chamava-se “Música Para Quem Não Gosta de Música”. Contudo, quando a banda acabou, muita composição nova ficou na gaveta.

                            Eu deixei o grupo em 1994, depois da última apresentação na antiga U.E.U. Na verdade, eu sempre curti o hardcore crust, mas eu estava compondo sons que não tinham muito a ver com essa sonoridade e queira explorar essas novas músicas."



Notas:


1 – A foto aqui no blog no protesto do 7 de setembro é uma das tantas ações que fazíamos. Nós tínhamos uma agenda, com o 6 de agosto (Bomba de Hiroshima), 3 de outubro (Eleições) e outros.

Lukão, Luciano, John, Peron, Misac


2 – Numa época que não havia internet, o forte eram as correspondências. Eu era o responsável por  comunicar com outras bandas e canais, e o fazia através de cartas, reutilizando selos e enviando o rolo de fita cassete desmontado para não pagar “carta registrada”. Tínhamos contatos no Brasil e no exterior.

3 – Nosso maior parceiro foi um amigo chamado Júnior e que trabalhou na Biblos, uma loja de cópias e antigo sebo, que funcionava na esquina da rua Vigário Silva. Todos os xerox de panfletos, cartazes, fanzines, layouts, tudo, era feito lá.

Discografia Básica:

1 – Black God (Terveet Kadet)
2 – The Vikings Are Coming (Coletânea)
3 – Vaterland (Vorkrigsjugend)
4 – Dirty Rotten Imbeciles (D.R.I.)
5 – Let's Start a War (Exploited)
6 – Ataque Sonoro (Coletânea)
7 – Crucificados Pelo Sistema (Ratos de Porão)
8 – Botas, Fuzis e Capacetes (Olho Seco)
9 – Tropa Suicida/Kaos 64 (Split)
10 – Convulsões e Distúrbios da Consciência (Atack Epíléptico)




                                      As bandas Os Donátilas Rosário e Larica Existencial terão suas postagens aqui no blog e Luciano voltará a falar sobre essas bandas, como eu já disse aqui vi um show da banda Kaostrofobia logo quando cheguei em Uberaba e foi um dos shows mais punks que já vi na vida, o Manu (Uganga) no fanzine Páginas Vazias também relata um show deles no lendário Circo do Povo que ficou pra história, e agora nas palavras do próprio Sid, a gente conheceu um pouco mais dessa que foi a banda mais punk e escrota que já tivemos por aqui na minha opinião.




                                        Segue um video da banda Os Donátilas Rosário sem o Renato (Seu Juvenal) na batera, com o Manu (Uganga) nas baquetas, tocando a música "Dora Doida" na Bat Cave no ano de 1995. Os demais integrantes na banda constando no video são: Zacca (guitarra) / Hilder (vocal) e Luciano "Sid" (baixo)









                                          Nesse meio tempo, rolou as eleições e saí candidato a vereador. Acontece que aos 18/19 anos eu fui trabalhar como repórter do Jornal de Uberaba e, apesar de estudar Jornalismo, eu não tinha a mínima noção do que era isso na prática. Numa conversa com um amigo, ele me disse que seria muito importante que eu tivesse um partido, pois uma vez posicionado politicamente eu teria uma identidade e conseguiria “fontes”. O tempo foi passando e não tive vontade alguma de me filiar a qualquer partido, no entanto meu amigo tinha razão: eu não conseguia arrumar as tais “fontes”.

                                          Então, decidi entrar no partido que eu considerava o “menos pior” e assim filiei-me ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). É engraçado porque, depois disso, fiquei reconhecido como uma pessoa de “esquerda” e, então, arrumei um monte de “fontes” e pude finalmente trabalhar em paz como repórter. Contudo, eu não contava que um dia o advogado Túlio Reis, outrora o Túlio do PT, fosse sair candidato a prefeito numa disputa entre PFL, PMDB e o PT, em 1996. Mas ele saiu candidato e a tal coligação contemplava o PSB, pois o vice do Túlio era o também advogado Hélio Borges.

                                     Pois bem, com o Hélio, que era do PSB, de vice abriram-se cerca de 40 vagas para candidatos a vereador pelo partido. O curioso é que o partido tinha apenas dois filiados “atuantes” na época: o Hélio e eu. Sendo assim, tive que assumir a candidatura para que não houvesse uma brecha como essa durante a campanha.

                                       Meu número era 40.633. Os três primeiros eram básicos para todos os candidatos do partido, então os dois últimos eram os mais trabalhados. Caramba, sendo eles o “33”, não deu outra mandei o slogan “40.633, a Salvação!”. Naquele momento, as igrejas evangélicas cresciam absurdamente no Brasil e por isso utilizei a expressão. Na foto para o santinho, eu penteei o cabelo todo para trás e fechei os botões da camisa até o pescoço. Enfim, todo mundo me conhecia, era um repórter popular na cidade e ficou totalmente caracterizada a minha crítica (à política, e não à religião em si). Hilário era conversar com as pessoas que me abordavam na rua para pedir coisas. Com o horário eleitoral na tv, isso virou um inferno.

                                     Aliás, o que um anarquista faz quando se candidata? Orienta todo mundo a votar nulo, é lógico! Foi isso que eu fiz, mas ainda consegui quase 100 votos. 






Aê Sid toda vez que vejo esse panfleto lembro do Cabelo (RIP) "ex vocalista do Seu Juvenal" no muquifo do Satanás zuando com esse panfleto no microondas, você lembra disso?




1996 da esq. pra dir.: Luciano Bitencourt / Douglas Camaleão / Emanuelle / Ernesto "Cabelo" (RIP) / Flávia / Edinho "Zacca" / Adriano Tito / Tito / Juliano (RIP)







                                              A minha história com as bandas de rock em Uberaba acaba em 1997. Eu tive um dilema: ou seguia de maneira séria o caminho da música, aprendendo a tocar e me profissionalizando, ou tomava outros rumos. Adotei a segunda opção. Na época, eu estava muito chateado com os amigos de bandas de uma forma em geral. Eu acreditava que podíamos ir além, ocupar espaço nos grandes centros ou em outras cenas independentes, lançar singles, cds ou lps, porque tudo dependia de maior organização. Sempre correspondi com gente de outras cidades e países, sempre buscava novidade em outros meios, enfim, eu fazia de tudo para que a cena independente ou alternativa de Uberaba acontecesse. Naquele momento, eu senti uma certa ingratidão dos amigos, pois o simples lançamento de um single com três músicas, por exemplo, era algo que não conseguíamos realizar. Qualquer ação era motivo para quebra-pau. Lógico, tudo era efeito da idade e não passou de uma paranoia besta mesmo.



                                        O problema é que eu tinha uma opinião diferente também em relação a diversas bandas com essa história de cobrar para tocar. Sendo desconhecidos, nós tínhamos mais era que bancar as viagens e aproveitar qualquer buraco que surgisse. Outro ponto que eu não engolia de jeito nenhum era essa competição infantil entre as bandas de Uberaba, essa coisa de se considerar “a melhor” banda da cidade. Tudo isso – necessidade de se profissionalizar, falta de maturidade da galera e desavenças ideológicas – me levou a desencanar do rock'n'roll, apesar de ter ainda me arriscado, com o Léo Punk, na área de promoção ao organizar a primeira apresentação do Mundo Livre S/A, em Uberaba. 


                                     No entanto, o curioso é que em 1997, dez anos depois de assistir àquela apresentação no Mercedão, na Leopoldino de Oliveira, eu concluí que, muito melhor do que tocar ou promover bandas, bom mesmo era simplesmente assisti-las.

                                                           






                                                         Considerações Finais




                          Hoje, quando navego no blog do Tito, da Letícia e de tantos outros, fico impressionado com tanta coisa rolando. Sem saudosismo, já sendo, mesmo com toda a problemática que as bandas enfrentam hoje em dia, isso tudo não é a metade do que vivenciamos em décadas passadas. Uma época em que equipamento era muito caro, espaço para tocar não existia, apresentações se resumiam em público de no máximo 15 pessoas, estúdios não gravavam bandas de “rock pesado”, enfim, era a lama total. Não bastasse, como já relatado aqui, haviam tretas entre os amigos e com gente de fora. Isso sem falar no preconceito com o tal “roqueiro”.


                                       Atualmente, no que diz respeito à internet, por exemplo, considero ser dispensável emitir qualquer opinião. MySpace, LastFm, Facebook e tantos outros recursos, as ferramentas para divulgação, contato e comercialização, são inúmeras.


                                             Com relação à minha trilha sonora, ao olhar para trás, tenho que admitir: o Replicantes foi uma das maiores influências que tive. Na verdade, grande parte do que cheguei a compor foi um cruzamento de Replicantes com outro som (muitas vezes, Itamar Assumpção). O problema era a qualidade dos nossos equipamentos que não permitiam um som melhor produzido nos ensaios.


                                                   Quanto às bandas atuais de Uberaba, tirando os véio (DCV, Uganga, Ácidogroove, Seu Juvenal, AIP e outros), eu conheço muito pouco, mas entre os novos que tenho visto existem muitos legais como o Nekrotério. Vale ressaltar, porém, que um grupo que tem realmente chamado muito a minha atenção é o Elma (mezzo Uberaba, mezzo SP). Eles fazem um som muito original, pesado e diferente. Sempre acompanho as apresentações deles.


                                                   Por fim, eu gostaria de ressaltar que, hoje, 14 anos depois do último acorde, eu acredito ter seguido o caminho certo, pois não teria me dedicado ao rock a exemplo de pessoas como o Edinho, Renato (Two Zaccas) e o Gé, por exemplo, outrora vítimas dos meus desalentos musicais e atualmente grandes amigos. No entanto, um fato é notório: aqui na minha casa a agulha ainda rasga o sulco do vinil! “Chernobyl não foi suficiente...” E ponto.



Luciano, um emaranhado de informações

                                  Quero agradecer ao meu amigo e ex-companheiro na banda Seu Juvenal pelas palavras aqui cedidas e dizer que foi uma honra revê-lo mesmo que rapidamente no favela dia 30/12/2010. Fiquem com a banda Seu Juvenal tocando a música "Bob Robert's", (composição de Luciano Bitencourt), na praia do Jarbinhas em 1999.