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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Kreddo

Banda Kreddo: Paulo Sérgio / Joãozinho "Bill" / Marco Aurélio / Ricardo Moraes
(foto de Ramon Magela)




                   Quando cheguei em Uberaba eu ouvia falarem muito de uma banda que já tinha acabado, e que me pareceu ser bem consagrada por todos os músicos que eu conheci aqui, o nome da banda: KREDDO. Foi uma das bandas pioneiras de heavy metal na cidade e quem assistiu aos shows dos caras tem ótimas lembranças pela qualidade de seus músicos, e provando isso a banda em 2005 fez duas apresentações no TEU e teve lotação esgotada nos dois dias. A banda flertava com o rock classic 70 e o heavy metal anos 80, imaginem Joãozinho naquela época mandando “Aces High” (Iron Maiden), Crusader (Saxon), etc... tocando batera e fazendo o vocal.


Joãozinho "Bill"



                              A primeira rua que morei em Uberaba se chama João Pinheiro e nela também morava um cara cabeludo que segundo uma tia minha era músico, um dia cheguei na caruda e me apresentei pro Joãozinho “Bill” e começamos a falar de música, ele me falou que tinha uma banda que se chamava “Alerta Vermelho” e fui lá conferir o ensaio, nessa época tocavam com ele nessa banda Pedrinho Amuí (teclado e voz), Marcelão (RIP) na bateria e Ronaldo (baixo). Eu sempre via um pano de fundo de palco no local do ensaio e era da banda Kreddo e muitas histórias foram contadas da banda nesses ensaios, muito boas eram as recordações de Joãozinho sobre a banda, na mesma época tive aulas com ele por uns meses e posso dizer que foi ele que me ensinou a tocar blues e MPB no violão, já que na época eu só sabia tocar heavy metal na guitarra e música erudita no violão, me sinto muito grato por isso.

                            Ainda no início da década de 90 conheci outro integrante da banda Kreddo no antigo bar Chopp Center na Av. Odilon Fernandes e nesse dia conversamos muito sobre música, mas aqueles dias ficaram marcados na minha vida porque na mesma época o Marco Aurélio que eu tinha acabado de conhecer foi em um churrasco na minha casa junto com um amigo em comum (Dr. Rone Padilha) e fez a festa na noite com o meu violão tocando um repertório gigantesco dos Beatles fazendo a alegria de todos e principalmente da minha mãe que é fã da banda. Valeu Marco, inesquecível ! 

                          O integrante que mais tive contato foi o Ricardo Moraes e já contei como o conheci na postagem da banda FOG, ele também me contou muita coisa sobre a banda Kreddo, e posso dizer o que esses caras fizeram pra época foi foda, porque tocaram pra caramba e influenciaram toda uma geração de rockeiros na cidade que viriam a montar as suas bandas na década de 90. Através dos técnicos da banda Riger e Ratinho também ouvi muitas histórias sobre a banda Kreddo.


                         Bom, para falar da banda Kreddo já que eu não morava aqui na época temos a colaboração de Marco Aurélio Marinho, com um texto realizado por ele que contou com a ajuda de Joãozinho Bill sobre a cronologia da banda. Rockeiros e rockeiras, com vocês a banda Kreddo:

                       
Banda Kreddo em show no anfiteatro do Colégio Nossa Senhora das Dores, ainda com o Neto na guitarra/vocal




                         
                  
                            "O Kreddo foi a banda de rock mais influente da região do Triângulo Mineiro na década de 80. Adquiriu nome e fama regional pelo vigor de suas apresentações e a musicalidade recheada de excelentes influências do mundo do Rock. Na realidade, teve primariamente o nome de Kamuflagem, em sua fase embrionária. Essa designação foi criada justamente para que a banda trabalhasse adquirindo experiência para, a seu devido tempo, assumir o nome Kreddo. O único membro a permanecer da fecundação até o término da banda foi João José (Joãozinho Bill).





Joãozinho tocando no Colégio Nossa Senhora das Dores





                           O primeiro show do Kamuflagem aconteceu no TEU (Teatro Experimental de Uberaba) em 11/02/84, a pedido do jornalista Aurélio. A banda contava com Neto (guitarra e vocal), Marco Antônio (baixo), Marco Aurélio (guitarra e vocal) e João José (bateria e vocal), além de Diney (técnico de luz) e Riger Gomes (técnico de som). Todos juntos não pesavam mais de 100kg. Mas havia toneladas de idéias e vontade... Um fato curioso desta apresentação é que foi necessário repetir o show na semana seguinte devido ao grande assédio do público, até então ansioso por ouvir rock pesado na nossa cidade. O Kamuflagem durou até 04/05/84, tendo realizado apenas 9 shows. Mas a semente havia sido lançada...      Em 23/06/84 o Kreddo realizou seu primeiro show, ainda com a mesma formação no salão de festas da Igreja São Judas Tadeu. Interessante comentar que, apesar das músicas pesadas, o Kreddo era muito convidado para shows beneficentes para creches e igrejas! O Kreddo também fazia bailes, acreditem! Mas sempre tocando rock e um pouco de country. Como o cenário de rock nacional estava em seu momento mais fértil de sua história, havia muita coisa a ser tocada junto com as músicas internacionais. Às vezes, sob os pedidos da audiência para tocar forró e sertanejo, a banda despejava Rolling Stones, Beatles, Creedence, Elton John, Kiss, etc. Nesse período de infância houve algumas trocas de integrantes, mas a cozinha sempre se manteve.



Neto / Paulo Sérgio / Marco Aurélio





Ricardo / Marco Aurélio / Joãozinho Bill / Geraldo Matias o "Melado"



                                  O primeiro show com a formação definitiva, que incluía além de João José, Marco Aurélio, Luís Ricardo (baixo e vocal), Geraldo Matias, o “Melado” (guitarra e vocal), Riger e Rato (novo técnico de luz) foi realizado em 13/03/85, no Circo do Povo. À parte algumas apresentações menores, a banda concentrou-se para um grande show ao final daquele ano no Ginásio Sérgio Pacheco. Esse foi um show beneficente para a Creche Pequena Casa de Maria, realizado em 30/11/85. O repertório completo dessa apresentação, para se ter uma idéia, incluiu, na sequência original:


01. For Whom The Bell Tolls (Metallica)
02. Aces High (Iron Maiden)
03. Eighteen (Alice Cooper, versão do Anthrax)
04. Don´t Make No Promises (Scorpions)
05. Revelation (Iron Maiden)
06. You Fool No One (Deep Purple)
07. Warrior (Saxon)
08. When The Smoke Is Going Down (Scorpions)
09. Child In Time (Deep Purple)
10. Heaven And Hell (Black Sabbath)
11. Crusader (Saxon)
12. Metal Health (Quiet Riot)
13. The Hellion / Diamonds And Rust (Judas Priest)
14. Sweet Leaf (Black Sabbath)
15. Stairway To Heaven (Led Zeppelin)
16. Rapid Fire (Judas Priest)
17. Um blues adaptado da banda Slade




                         A abertura desse show ficou a cargo da banda Loc Nar, composta por Mário Fernando (ex-Alkimia, ex-Super Riff), Alessandro, Odorico, Germano e Tuca (ex-Troll, ex-Segundo Combinado)





                           A partir de fevereiro de 1986 o Kreddo passou a se apresentar quase todos os finais de semana no antigo Coimbra, bar que se localizava na atual praça Markito.

                          Em 22/02/86 a banda se apresentou na praça da Concha Acústica, contando a História do Rock, evento patrocinado pela União Estudantil Uberabense (ainda há a gravação em fita cassete de parte dessa apresentação!).



              
Kreddo em noite de apresentação na Concha Acústica (Melado, João, Ricardinho e Marco Aurélio)


Concha acústica lotada nesse dia da apresentação da banda Kreddo



                             Em 11/10/86, em Araguari, o Kreddo apresentou-se com seu mais novo membro, o tecladista e vocalista Pedro Amui, ao fazer o show de encerramento de um concurso de bandas regionais de rock. Outro show encerrando concurso de bandas de rock ocorreu em Ituiutaba, no Ituiutaba Clube (Rock In Concert). O público, ensandecido, começou a quebrar cadeiras e a banda teve que interceder para conter os ânimos.


Pedrinho Amuí




                              O maior público da banda Kreddo (cerca de 25 mil pessoas) foi o da sua apresentação no Parque de Exposições da ABCZ, abrindo para a banda Dr. Silvana e Cia em 01/05/87. Esse show foi transmitido via rádio para toda a região e trouxe muitos elogios à banda. A primeira música apresentada foi All Night Long, apenas com percussão e vocais em coro, demonstrando um grande amadurecimento musical.




                             O menor show do Kreddo foi realizado durante um comício para a criação do Estado do Triângulo Mineiro, na praça do Mercado Municipal, sem a presença do guitarrista Marco Aurélio, apertado com seus exames no curso de Medicina. Apenas 2 músicas foram tocadas nesse dia...

Banda Kreddo


                           O Kreddo encerrou suas atividades após uma reunião aonde as divergências musicais falaram mais alto, em 30/10/87. Mas ainda assim cumpriu seu último compromisso no dia seguinte, tocando no Colégio Quintiliano Jardim.
                            
                              Ao todo foram 88 shows, 2 deles com a participação do grande músico Jair Guarato nos teclados. Muita saudade ficou... Tanto que a banda fez 2 shows em dias consecutivos no TEU para matar a saudade e teve lotação esgotada em 2005. Depois vieram mais 2 apresentações em formato acústico no mesmo local. Acreditem, ainda há convites e rumores sobre novas apresentações... Quem sabe... Todos ainda moram aqui!"










          "Videos da banda Kreddo reunida novamente em 2007 para show de abertura da banda "Tributo" ao Sarcófago, participações de André Castro (Stormbringer, Silent Hunter, Arena Rock), Manu (Uganga, Angel Butcher, ex-Sarcófago), Alexandre (Outubro, ex-Epílogo)"          



                          














Tributo ao Sarcófago / Kreddo / Stormbringer / Nekrotério / Tormenta


O Manu (Uganga) na época viu um show em Araguari e nos dá o seu depoimento sobre esse dia:

                           "Eu já tinha sido "batizado" em shows assistindo ao Reticências (na minha opinião a primeira banda de heavy metal do triângulo mineiro) na Casa Da Cultura de Araguari, isso no comecinho dos anos 80, mas foi no festival que rolou no Ginásio Poliesportivo que a cena metal na cidade se firmou de vez. Além do Reticências, que era o representante local tocaram Kreddo de Uberaba e Nosferatu de Uberlândia. Três bandas foda cada uma com um estilo próprio. O Reticências era uma mistura de metal tradicional com hard rock anos 70, e além de covers os caras já tinham material próprio e estavam aumentando bastante sua base de fãs. O Nosferatu era o mais pesado, os caras já tinham um quê de Celtic Frost, em especial por causa do vocalista e baixista Duarte (R.I.P.) e também já compunham. Impossível não se lembrar do meu primeiro mosh, exatamente na execução da clássica "Mosh In The Sky". Por fim teve o Kreddo que detonou geral com um repertório foda. Apesar de não terem tocado nenhum som próprio os caras deram uma aula de metal. Impossível não lembrar do Joãozinho tocando bateria e cantando clássicos como Aces High do Iron. Os caras também tocavam "I´m Eighteen" do Alice Cooper na versão do Anthrax e isso foi uma excelente surpresa. O Anthrax era uma banda que todos estávamos ouvindo muito (na época só tinha o Fistfull Of Metal) e foi foda quando anunciaram esse som. Era a semente do thrash metal nascendo no triângulo. Resumindo cara, esse show foi histórico e ainda bem eu estava presente com minha camiseta do Mercyful Fate, a primeira peita de bandas que usei na vida. Infelizmente por morar em Araguari não acompanhei a carreira do Kreddo como gostaria mas é inegável a importância desses caras pra cena do triângulo. Anos depois num evento onde toquei com o Tributo Ao Sarcófago pude me juntar a eles numa jam onde levamos Paranoid e foi novamente uma honra.  (esse video foi postado aí em cima pra quem quiser conferir).

  God Save the metal legends! God Save Kreddo!"



              Fica aí registrada uma das bandas mais importantes pro cenário do rock uberabense na década de 80. Quero agradecer ao Marco Aurélio que colaborou na postagem nos fazendo voltar no tempo. As fotos foram cedidas por Maurício do Vale do seu arquivo pessoal. Agradeço a todos que estão acompanhando e dando força para o blog.


  


Marco Aurélio Marinho atualmente no estúdio Toca do Bandido/RJ gravando com a banda Outubro
                  

domingo, 20 de junho de 2010

Os oito bateristas

                         Gosto de som grave, sou mais bumbo que caixa, o Zacca (Seu Juvenal) quando vem aqui em casa, quando vacilo ele vai na potência do som e diminui o grave, tô ligado Jairso rsrsrs... Postei aqui nesses dias sobre uma banda que tive na década de 80 e recebi nos comentários uma visita do primeiro baterista que comigo nos graves realmente formou uma cozinha, o nome do cara é Luís Sbrissa e tocou comigo na banda Domnation (Itu/SP). E em homenagem a ele resolvi fazer essa postagem pra falar um pouco dos bateristas que mais curti tocar até hoje, toquei com mais bateristas que esses que colocarei aqui, mas a minha homenagem fica pra esses, todos estão na ativa até hoje com exceção de Juliano (RIP).

Luís Sbrissa (Itu/89)


                     
                         Conheci Luís Sbrissa no ano de 1985 em Itu/SP quando entrei para a banda Domnation e lembro que ensaiávamos bastante, éramos adolescentes com tempo e com pouca disposição para coisas que não fosse a música, fazíamos os ensaios da banda na fábrica do pai dele, no quarto da casa dos meus pais, até na cozinha da casa dos pais de Luís já fizemos ensaios barulhentos e ensurdecedores com as famosas distorções do pedal heavy metal da Boss, com guitarras Finch, bateria Gope, baixo Gianninni e amplificadores daqueles em que o microfone era ligado junto com tudo kkkkkkk, tosco, mas funcionava... Curti tocar com Luís porque ele descia o braço sem dó e o som do bumbo era pesado, vi muito batera tentando tocar que nem ele em Itu. Aí Luisão a gente vai fazer uma jam ainda hein cumpadi. Valeu !!!!





  Renato Zacharias / Tito - Seu Juvenal (Festival Jambolada 2009)

     
                    Esse baterista eu curto muito tocar junto com ele no palco, começamos a tocar juntos no ano de 1992 em uma banda que se chamava A Fábrica do Som que fazia releituras de artistas como Mutantes, Secos & Molhados, Tim Maia, Raul Seixas, enfim... O nome do cara é Renato Zacharias e estamos tocando juntos há 18 anos e na banda Seu Juvenal há 13 anos. Quando vi o cara tocar a primeira vez pirei, contarei aqui ainda essa história, uma pegada dos bateristas anos 70 incrível, Renato é aquele batera que vai te surpreendendo cada vez que vc toca com ele, as levadas do cara não tem nada de comum, ele sempre complica alguma coisa kkkkkk, já vi neguinho resmungando desiludido, e olhando pro pé do Renato batendo no bumbo procurando o segundo pedal que não existe kkkkkkkkk, hoje em dia ele estuda jazz, tá ficando mais complicado ainda o som do cara. É isso aí meu irmão como a gente fala antes de subir no palco: Pancadaria na cabeça.



Juliano Roberto (RIP), com a banda Neurônios em 1996


Fernando Seixlack que atualmente toca na banda paulista Elma

                         
                       Nas tardes do ano de 1998 e 1999 no bairro Fabrício (rua Almirante Barroso) na casa de Juliano (ex-P.B.K., ex-Neurônios, ex-Seu Juvenal) a gente fazia altas jams que duravam a tarde inteira às vezes e nessas jams participavam eu, o Juliano e Fernando Seixlack (Elma, Polara, ex-Laricas Existenciais, ex-The Pressives), nós três tocávamos os três instrumentos (guitarra, baixo e bateria) e ficávamos revezando, foi muito foda mandar um som com eles, dois bateristas de peso.





Marquinho (ex-Ganga Zumba/UGanga) / Sandro Furiati (Luxo para Insones, ex-The Monkeymen) / Tito (Seu Juvenal/Angel Butcher) - jam/1997

                                   
Renato Lima (Silent Hunter)
                                 
                                 Outros dois bateristas que tive o prazer de tocar foram em duas bandas que tive com o Paulinho Moratelli (ex-Nuts, ex-Espelho Mágico e ex-Super Riff), uma delas se chamava The Monkeymen e a outra Dragster. Os bateristas respectivamente foram Sandro Furiati, um batera muito técnico e preciso, hoje toca com a banda Luxo para Insones em São Paulo. O outro é Renato Lima (Renatim/ Silent Hunter), um batera técnico também que toca na levada dos anos 70 e bate com força dentro do compasso.





Caio (Olorum)


                                       Desde que Renato mudou para Ouro Preto que a banda Seu Juvenal não mantém ensaios regulares comigo no baixo, ensaiando só os três na maior parte das vezes. Um dia meu amigo Paulista (ex-Seu Juvenal) chega em casa e me chama pra tocar na banda Olorum, pra mim tocar junto com um batera que não fosse o Renato tava cada vez mais distante na minha cabeça, mas aceitei o convite porque já tinha visto o Caio tocar e ele tinha me impressionado, dito e feito, um dos bateras que mais gosto de tocar até hoje, manda a bucha nos dois bumbos e o som do seu china é único nos compassos esquisitos da banda Olorum.




Tito / Manu (Angel Butcher/2010)
                                                                       
                             O Paulista mudou para Sampa novamente e a banda Olorum está em "stand by" no momento, pronto fiquei sem os ensaios da banda, mas eis que surge a chance de tocar com um baterista que ouvi tocar a primeira vez em um vinil da banda Sarcófago quando eu tinha 17 anos, o nome do batera é Manu (UGanga, Angel Butcher, ex-Nuts, ex-Sarcófago). Como ele mesmo diz essa cozinha deu liga, também acho. Manu é um dos primeiros bateristas a mandar a metranca no país e bate forte pra caramba com as baquetas e nos dois bumbos, o cara fica falando que tá fora de forma na batera (porque hoje em dia exerce a função de vocalista na banda UGanga), mas comprovei dia desses no palco que ele tá exagerando, a pancadaria continua.




                          Valeu a todos esses bateristas que proporcionaram eu evoluir no meu instrumento,  é e foi muito foda mandar um som com vocês...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A volta da banda Silent Hunter

Silent Hunter


                   
           A banda Silent Hunter foi formada na cidade de Uberaba em 2002. Após algum tempo sem ensaiarem juntos, retomam os ensaios e farão uma apresentação em Uberaba na festa Morcegovia V (edição de aniversário), junto com as bandas Salário Mínimo (SP) e Ravenland (SP) no dia 13 de junho de 2010 às 17:00 no Aerobar com a produção e iluminação de Nelson Flash e a realização da Dubom Eventos.




           Consegui conversar com André Castro e ele deixa suas palavras para o público uberabense:

           O Silent Hunter voltou ? Muita gente já me perguntou isso desde que fomos anunciados no cast do Morcegovia. Bom, fomos convidados a fazer um tributo ao Black Sabbath, e pensamos, por que não?
          Já não tocamos juntos desde 2006, achamos que seria uma ótima oportunidade de nos divertirmos um pouco.
          Fizemos 3 ensaios para acertarmos as músicas, e desde o primeiro, a animação e o entusiasmo de nos reunirmos foi muito grande. O entrosamento mesmo depois de todo esse tempo parece que não mudou nada. Acho que dentro de cada um de nós durante esses ensaios pairava aquele questionamento: “Porra !!! Por quê ficamos tanto tempo afastados ???”
         Em poucos intervalos de ensaio já pintaram ideias, composições, letras .........

        Aí não teve como fugir, conversamos bastante, e decidimos pelo menos continuar ensaiando e tentando compor algo que nos agrade. Datas ainda não temos, e sinceramente não estamos pensando nisso. Acho que o mais importante no momento é resgatarmos o que ficou pra trás, e tentarmos nos divertir tocando juntos.

       Então, quanto à pergunta inicial, voltamos sim !!!

       Ficam aí registradas as palavras de André sobre a volta de uma das melhores bandas uberabenses de heavy metal, que atualmente conta na formação com: André Castro – Vocal  / Matheus “Bola” Marques – Baixo / Renato Lima – Bateria / Taciano Canassa – Guitarra


André Castro - Vocal


Matheus "Bola" Marques - Baixo


Renato Lima - Bateria


Taciano Canassa - Guitarra

DOWNLOAD da música "Oblivion (The Other Side)" - Silent Hunter gravada em 2006: