Mostrando postagens com marcador DJ Junão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DJ Junão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Agenda Black Jack 21 e 22/12 - Edições de Natal























Agenda Black Jack para seu Natal ter muito Rock n Roll:

-DIA 21 de dezembro(sexta)- BEATLES TRIBUTO LADO A LADO B COM MAGICAL MISTERY BAND


Uma noite magica, repleta de classicos e muito lado B da maior banda de rock de todos os tempos.


Discotecagen: Dj Dubom e Nelson Flash com o melhor do Rock, Classic Rock, Hard e Metal.
Entrada: R$10,00





-DIA 22 de dezembro(sabado): HO HO HO EU QUERO É ROCK N ROLL COM A BANDA CAPITÃO PINGA LOCA E BANDA LÝSET


Entre no espirito natalino com muito Rock n roll.


Discotecagem: Dj Wagner Junior Faria, Dj Dubom e Nelson Flash
Entrada: R$10,00






Endereço: Rua São Sebastião nº 15- Centro-Uberaba-Mg.(Na parte inferior do Madrid Uberaba )
Horário: 22h
Informções: 33215695

Black Jack Rock Bar, A melhor jogada para curtir Rock n Roll em Uberaba





sábado, 15 de dezembro de 2012

A volta da banda Pastilhas Polegarinas + Garage Fuzz, Be God e DJ Wagner Jr.



Nesse sábado 15/12/2012 no Black Jack à partir das 22:00 acontecerá a volta da banda uberabense Pastilhas Polegarinas juntamente com as bandas Garage Fuzz e Be God e discotecagem do DJ Wagner Jr. (Junão).


Release Pastilhas Polegarinas:
Citado por Jô Soares entre as 5 bandas de nomes mais diferentes do Brasil, a banda que uniu os poderes do Rock com o maior super herói do mundo, Chapolin Colorado, surgiu em 2002, Pastilhas Polegarinas.
Pastilhas Polegarinas se apresentou com bandas de renome do underground nacional como: Zumbis do Espaço, Os Pedrero, Carbona, DFC, Os Cabeloduro, WC Masculino, Discipulos de Osama, Calvin, AOK, entre outras e as bandas de destaque nacional, NX Zero...
Fez diversos shows em Uberaba e apresentou em algumas oportunidades nas cidades de Uberlândia, Ribeirão Preto, Araxá, Igarapava e Goiânia. Conta com um EP com 8 Faixas intitulado, Não Contavam Com Nossa Astúcia. Orinalmente gravado pelos seguintes músicos: Topo (Vocal e Guitarra), Carlão (Guitarra), Pino (Baixo) e Arroizz (Bateria). 
A banda que havia dado um tempo desde 2007,  retorna aos palcos após 10 anos da criação da banda e nada melhor que retornar em grande estilo tocando com os amigos do Be God e a Lenda Garage Fuzz, a volta promete gravação de novas músicas para alegria de amigos e fãs que guardam em seus corações Polegarinos lembranças de apresentações com muito humor e Rock'n'Roll.

Cd - Não contavam com nossa astúcia:

























                                                    PASTILHAS POLEGARINAS





























Release Garage Fuzz
Garage Fuzz é uma banda que tem 21 anos de carreira, já apresentou com bandas como Sick of it All, Down By Law, Fugazi, Seaweed, Pennywise, Rise Against, Anti-Flag, Alkaline Trio, participou esse ano de Festivais como Lollapalooza e o Wros, tem mais de 1000 apresentações em seu curriculo. 

Além de possuir uma discografia que qualquer brasileiro deve respeitar:


Daylight (Demotape) (1991)
Garbage Funny Things (Demotape) (1993)
Relax In Your Favorite Chair (1994)
Four New Songs (Demotape) (1997)
Confortable Dimensions For Suitable Structures EP (1998)
Turn The Page… The Season Is Changing (1999)
Instant Moments EP (2001)
3500 Days Alive! (2001)
Working On Title (2002)
The Morning Walk (2005)
Definitively Alive (2009)
Warm & Cold EP (2012)



































Be God:
InfluênciasMe First and the Gimme Gimmes, Richard Cheese, NOFX, The Offspring, Misfits, Ramones.

BANDA DE VERSÕES FORMADA POR:

ALEX - GUITARRA E VOCAL

GUILHERME - BATERIA E VOCAL

DIEGO - BAIXO E VOCAL

link para dowload: http://www.mediafire.com/?6wduob5z05w9lz6








Essa postagem teve a colaboração de Mateus Scandar Prata "Pino" (Padokas Rockers e baixisata da banda Pastilhas Polegarinas), fiquem com um video da banda Garage Fuzz:


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Padokas Rockers: Os Cabeloduro / Flanders / Macakongs 2099 / SDC





















































Sábado dia 17/11 é dia de HC com bandas autorais no Black Jack. 
Padokas Rockers: duas bandas de Uberaba (Flanders e SDC) e duas bandas de Brasília (Os Cabeloduro e Macakongs 2099) + Discotecagem com DJ Wagner JR. (Junão).






Eu fiz uma entrevista com o produtor Mateus Scandar, mais conhecido como Pino, sobre a Padokas Rockers:



Tito:  Aê Pino tudo tranquilo? Quero parabenizá-lo por mais uma edição da Padoka’s Rockers e dizer pros leitores que se trata de um evento que sempre é bem prestigiado pelos rockeiros uberabenses.  Conta pra gente um pouco da história da Padokas Rockers?

Pino:  Opa Tito tudo bem e contigo meu irmão? Obrigado pela oportunidade desse dialogo antes de tudo, o Blog Rock Uberaba hoje é um dos principais meios de divulgação do trabalho dos artistas e pessoas envolvidas com a música Triangulina, está de parabéns. Padokas Rockers é uma produtora com atuação em Uberaba e região(já tivemos atuação em Uberlândia, Araxá, Araguari, Igarapava e parcerias em São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Franca e outras cidades regionais), desde de 2004 em diante sempre trouxemos eventos legais e com sucesso na cidade, trabalhamos com o intuito de trazer auto-estima para a cidade, trazendo opções de lazer, focando no intercâmbio cultural, aperfeiçoamento e profissionalização dos artistas da região. Trouxemos bandas de destaque no cenário Rock Nacional e já tivemos oportunidade de realizar a tour de duas bandas internacionais.  Entre essas bandas estão;  Zumbis do Espaço, Os Pedrero, Paura, Nx Zero, Móveis Coloniais de  Acaju, Hillbilly Rawhide, Canastra, Terra Celta, Cachorro Grande,  Os Cabeloduro que estão retornando agora e várias outras, mas sempre priorizando e inserindo as bandas triangulinas e regionais, para que haja um equiparamento e evolução conjunta dos artistas, produção, meios de comunicação e todos envolvidos no processo. Hoje trabalhamos com várias bandas regionais, como Uganga, Granvizir, Acidogroove, Angel Butcher, Flanders,  Nekrotério, DCV, Pastilhas Polegarinas, Outubro, Nau a Deriva, Mconexx, SDC,  Quelemens e várias outras. 




Mateus Scandar "Pino"




Tito:  O que o público uberabense pode esperar dessa nova edição da Padokas Rockers?  Fale pra gente um pouco sobre as bandas que irão tocar.

Pino: Sinceramente acho que esse evento vai ser do caralho, rs... Sou fã dos Cabeloduro desde de muleque, 13, 14 anos,... uma banda que foi formada em 1989, das principais bandas da história do Punk Rock Brasileiro, vem da geração da rica cena de Punk Rock, Hardcore e Rock de Brasília, assim como o Macakongs 2099 que foi formada em 1998, já lançou 4 cds e 1 dvd,  traz um show cheio de energia e pessado, agrandando tanto a galera do Punk, Hardcore quanto do Metal e derivados, já as bandas de Uberaba;  o Flanders, que tá completando 12 anos é umas das principais referências da nossa música, sempre somando elogios por onde passam e também a volta SDC que está retornando aos palcos depois de vários anos quando se apresentavam frequentemente nos eventos da Padokas Rockers, entre eles o lendário show com o DFC na Athos Pub.






Tito: Em uma cidade como Uberaba, onde tudo parece conspirar contra o incentivo da cultura propriamente dita, o que o move a realizar e investir em eventos do tipo underground e ainda manter um padrão de qualidade?

Pino: Cara somos responsáveis por tudo que acontece, vivemos em sociedade, e o artista expressa o sentimento e o contexto da sua realidade, quando começamos trabalhar era disso, hoje acho Uberaba é uma maravilha perto de antigamente,  na época quando comecei a trabalhar com música minha banda, o Pastilhas Polegarinas,  tinha 2 anos  e nunca tinha apresentado por falta de eventos, lugares, espaço, foi até que chegou um ponto que ficou insustentável  e decidi começar a criar eventos, mesmo de forma despretenciosa e sem muita experiência. Hoje surgiram algumas produtoras de shows (Padokas, Dubom Eventos, Agente Suicida, Megalozebu, Sapolio Radio, Nuvem, Let’s Rock e outras), pessoas que divulgam os eventos e trabalham nos bastidores,  casas e lugares que tocam rock, como o Black Jack, Favela Chic, Madrid, Dexter, Place, Marquinhos Vídeo Bar, Gaudi, Clube Sírio Libanês... além de várias bandas, mas ainda necessitamos de mais pessoas envolvidas e principalmente um maior envolvimento dos meios de comunicação da cidade, como jornais, rádios e tv. Ainda as iniciativas de cultura em Uberaba são basicamente com incentivos de empresas privadas , em Uberaba o apoio do poder público que poderia realmente alavancar os projetos,  estão bem aquém do nosso merecimento, percebo que no momento que o poder público abraçar a causa em Uberaba, teremos realmente artistas e projetos obtendo um destaque nacional e até internacional cada vez maior, visto que na campanha publicitária desse evento no facebook tivemos acesso de mais de 10 países diferentes e acesso de pessoas de várias cidades do Brasil. A minha motivação em realizar e investir em eventos é a possibilidade de termos uma cidade que possamos ter várias opções de entretenimento, estilos e diversidade, além de ver os artistas obtendo reconhecimento nacional e até internacional, com relação a qualidade, eu sou um pesquisador de música, adoro procurar bandas novas de qualquer lugar que seja, acredito que a diversidade cultural evolui o senso crítico das pessoas fazendo com que tenham mais discernimento de opiniões e idéias, evoluindo e entendendo melhor o ser humano e a sociedade. 

Tito:  A Padokas Rockers é um dos eventos que mais se destacam da sua produtora. É difícil pra vc a escolha das bandas?

Pino: Só pra esclarecer, a Padokas Rockers não é um evento, é uma agência, que tem pretensão de mostrar os artistas pro mercado, possui vários eventos e bandas que trazemos, como Padokas Rockers Fest, Uma Noite Vintage, Sintonização, A Saga dos Pogos(É pogando que se aprende, Quer Pogar Vem Aprender, Já Pogou Vem Denovo, A Vingaça dos Pogos), 1º Uberaba Hardcore,  High Voltage, O Sexta’n’Roll (Projeto que acontecia na Universidade de Uberaba e deve retornar no próximo semestre), Palco do Rock, Festa da Comunicação, Conexão SWU,...  Em breve a Padokas Rockers pretende lançar no mercado produtos em parceria com as bandas que trabalhamos.  A seleção de bandas é natural geralmente de acordo com as necessidades do momento da cidade, procuro focar no que está faltando no momento dentro do contexto do que está acontecendo, focando em trazer artistas com qualidade no que propoem.




Tito:  Como surgiu a parceria com o Black Jack? Podemos esperar mais eventos realizados pelo Pino no Black Jack?

Pino: Esse será meu primeiro evento do ano, esse ano foquei em observar e dar suporte pra tudo que aconteceu e está acontecendo na cidade, fortalecendo e dando credibilidade aos atos externos de outras produtoras, estúdios e pessoas que estão começando a se envolver nessa área. Além de utilizar bastante a rede social Facebook, para propagar vários artistas, eventos, estrutura e suporte. Durante essa observação percebi que Uberaba está necessitando de mais eventos com artistas de produção autoral e o Black Jack possui  um suporte legal, é uma casa confortável, bonita, localizada no centro, reuni com o Diou Diou e com o Roger e fechamos uma parceria bem legal, até abril já temos algumas datas definidas, espero que essa parceria realmente cresça e gere vários grandes eventos. 




Tito: Você ainda pensa em por em prática o seu projeto de um festival maior envolvendo as bandas uberabenses?

Pino: Com certeza, hoje pensamos em realizar grandes eventos com grandes nomes da música nacional, destaques regionais e expansão dos artistas locais.




Tito: Eu toquei com a banda Angel Butcher na edição Padokas Rockers 666 e foi uma noite e tanto. Tenho certeza que dia 17/11 você repetirá o feito. Valeu pela entrevista ! Deixe uma mensagem pros leitores do blog e faz o seu chamado pra essa noite que será um prato cheio pra quem gosta de HC. 

Pino: Agradeço a oportunidade da entrevista, é uma honra dialogar com alguém que tanto preenche o nosso cenário musical, espero que possamos sempre continuar essa parceria que tanto rende pra nossa região. Aos leitores do Blog convoco todos os roqueiros da cidade que puderem participar conosco do evento, tenho certeza que todos sairão bem satisfeitos, poís será uma noite memorável e histórica na nossa UBEROCK!!!



sábado, 16 de junho de 2012

The Leds e DJ Wagner Jr. no Black Jack




Hoje 16/06/2012 a banda uberabense The Leds fará show no Black Jack (Rock Bar) e contará com a participação do DJ Wagner Jr. (Junão) à partir das 22:00













Fiquem com um video oficial da banda The Leds: 




quinta-feira, 15 de março de 2012

Ganga Zumba / Uganga (3ª parte)



LINK DA PRIMEIRA POSTAGEM GANGA ZUMBA / UGANGA:


LINK DA SEGUNDA POSTAGEM GANGA ZUMBA / UGANGA:



Hoje vou relembrar os momentos finais da banda Ganga Zumba, que na verdade mudou de nome pra Uganga.
Na última matéria que fiz, a banda Ganga Zumba era formada pelo quarteto Manu, Markinho, Leospa e Claudão. 


Com a entrada do DJ Nenê a banda foi selecionada pelo programa da MTV Ultra Som e começou a ficar bem mais divulgada do que já estava sendo.

Ganga Zumba no Ultra Som (MTV)


Essa fase da banda compreende o final da década de 90 com a entrada dos anos 2000 e muitas transformações ocorreram na banda Ganga Zumba com a saída e entrada de integrantes e até o nome da mesma foi mudado passando a se chamar Uganga.




E por falar em banda Uganga, nada mais justo que o próprio Manu que nos contará um pouco dessa história através de uma entrevista que realizei com ele. Nos anos 2000 a banda Seu Juvenal também gravou uma demo no estúdio BeBop e podemos dizer que as duas bandas começam a sua correria à partir dessa gravação, no caso do Ganga Zumba de maneira mais drástica porque nessa gravação em SP foi que as coisas começaram a mudar e, Manu e Christian reformularam a banda várias vezes, e a banda Uganga já se mantém estável desde o segundo trabalho oficial "Na trilha do homem de bem". Posso dizer que após 12 anos, depois de todas as mudanças a banda trilhou vários caminhos, e hoje está sendo considerada uma das 10 melhores bandas de metal da atualidade no cenário nacional:


Uganga atualmente no Rock Lab Studio (Goiânia/2012)



Com vocês a banda Ganga Zumba na visão de um dos seus fundadores:

Tito: Aê Manu, beleza mano? Cara em primeiro lugar, até porque tem tudo a ver com essa entrevista, quero parabenizar a banda Uganga pelos espaços conquistados atualmente dentro do Rock e do Metal nacional. Nos conte um pouco do que aconteceu em matéria de divulgação da banda nessas últimas semanas?


Manu: Na paz Titão, a gente tem muito orgulho de fazer parte de uma cena forte como a do Triângulo Mineiro, essa geração é foda e já deixou sua marca . Várias outras bandas estão conseguindo mostrar seu som aqui e lá fora e nós temos feito nossa parte. Tem rolado coisas muito legais com o Uganga, acabamos de voltar de Goiânia onde gravamos esse final de semana nossa versão para a faixa “Não Desista” dos veteranos Stress de Belém do Pará. Esse som vai sair num cd tributo aos caras a ser lançado em toda Europa via Metal Soldiers Records (Portugal) que é quem lança o Uganga por lá e terá além da gente medalhões do metal nacional como Taurus, Azul Limão, Salário Mínimo entre outras. Também conseguimos o direito de usar esse som como bônus no nosso cd ao vivo que está sendo finalizado. Ele foi gravado na Europa, mais especificamente na Alemanha em 2010 e deve sair logo com uma porrada de bônus. Lançamos o clipe inclusive com estréia na MTV , Malloik e Stay Heavy  e estamos terminando outro só com imagens da tour gringa. Ambos também sairão de bônus no cd ao vivo assim como um documentário com legendas em inglês, e essa gravação já serviu para conhecermos o estúdio onde faremos nosso próximo trampo de inéditas , o Rock Lab localizado na capital Goiana. No momento nos preparamos pra nossa primeira tour no Nordeste ao seu lado camarada, Uganga e Seu Juvenal em 3 cidades daquela região, vai ser muito foda!



 Ganga Zumba Crew no Ultra Som (MTV) com o guitarrista Zé da banda Pin Ups



Tito: Em meados de 98, a formação da banda de quarteto passou pra quinteto com a entrada do DJ Nenê como integrante fixo. Conta pra gente como surgiu a idéia de dar mais espaço pros scratches na banda?




Manu: Nós sempre usamos a eletrônica em nosso som de várias maneiras, haja visto que fazemos isso  até hoje mas sem DJ na formação. Na época havia mais espaço para esses elementos nas composições e chamamos o Putz pra participar das 2 demos e de vários shows já que éramos amigos. Ele não entrou na banda porque era muito vagal, senão poderia até ter se tornado integrante fixo (risos). Quando ele saiu nós efetivamos o Nenê que já era roadie e pegava estrada com a banda. Pouco tempo depois o Putz faleceu de uma maneira muito triste, mas sempre será lembrado na história do Uganga/Ganga Zumba como um bom amigo e um DJ de talento. (O DJ Putz faleceu em Uberaba vítima de um acidente de trânsito




Tito: Nessa mesma época lembro que vocês foram pra São Paulo participar do programa Ultra Som da MTV e fizeram bonito por lá representando o Triângulo. Como foi a empreitada e quais os pontos positivos pra banda naquele momento?


Manu: Sim, foi a estréia do Nenê, o cara já chegou com duas pedreiras que foram gravar a demo de “Couro Cru” (1999) e participar do Ultra Som. Eu achei tudo muito válido , a banda teve uma excelente visibilidade, rolaram convites para shows, coletâneas, outros programas de TV , saímos até  na Playboy. Mas de roupa (risos)! A banda estava num momento legal, com uma sonoridade forte e criando uma identidade que infelizmente logo iria se perder devido a trocas de integrantes , brigas etc...








Tito: Quando e por que que vocês sentiram a necessidade de colocar mais uma guitarra. Particularmente você sentia falta de uma guitarra com mais peso já que o som na época estava bem groveado? Como foi a entrada do Christian (ex-Osambulância) pra banda?

Manu: Cara  nessa época eu sinceramente sentia mais falta de peso na banda sim, mas não creio que a culpa fosse só da  guitarra... No Ganga Zumba somente eu e o Leospa vínhamos de uma escola mais pesada, os outros caras tinham outras referências musicais e por isso o som ficou mais leve e mais afastado de metal e hardcore, normal... Na verdade nessa época todos nós estávamos buscando algo mais groovezado e ouvindo bandas que não faziam somente rock pesado, eu já vinha tocando em bandas pesadas a mais de 10 anos e também vivia um momento de buscar algo diferente. Porém hoje em dia vejo que cometemos muitos excessos , misturas, em especial na fase que viria após a saída do Leospa que foi bem complicada. Felizmente reencontramos nosso rumo com a formação atual.

Christian / Markinho / DJ Nenê


Tito: O Christian faz parte da banda até hoje junto com você, podemos dizer que com a entrada dele começou a mutação da banda Ganga Zumba pra banda Uganga?


Manu: Eu acho que sim, antes dele eu tinha uma ligação muito forte com o Zacca (Seu Juvenal. Ex-Ganga Zumba) e com o Leospa, depois que eles saíram  fiquei meio que sendo uma voz solitária na banda , em especial em relação a peso. Com a entrada do Christian tempos depois foi possível trabalharmos  mais esse lado. Desde essa época nos tornamos grandes parceiros e estamos aí até hoje.


DJ Nenê e Leospa



Tito: Porque o Leospa saiu da banda em um momento de conquistas de espaço  na divulgação do som, já que batalhou tanto junto com você desde o começo?




Manu: Só ele pode responder ao certo, mas como somos muito amigos  vou dar minha opinião. O Leospa estava numa fase  de mudanças, tinha acabado de ser pai, abrir seu próprio  negócio  , começando vida de casado , mudando de cidade, de faculdade, e no meio disso tudo sobrava  pouco tempo pra se dedicar como deveria a banda, ainda mais numa fase onde estavam aparecendo várias coisas legais para fazermos.  Apesar de ter ficado muito chateado com a saída dele, já que como disse além de grandes amigos tínhamos uma química legal para escrever, eu entendi os motivos da decisão e ficou tudo em paz.


Fred (ex-A.I.P. e atual Acidogroove) entra

pro vocal no lugar de Leospa



Ganga Zumba (2000)


Tito: Na época a experiência do Fredinho (Acidogroove) era HC na banda A.I.P. como baixista, você sabe me dizer como ele se candidatou a vaga de vocalista? Porque ele foi escolhido e quanto tempo durou essa formação com ele no vocal?



Manu: O Fredinho veio pro indicação do nosso então guitarrista Marcos Garcia (Marquinho) , eles tocavam juntos no Cachaço Véio, banda de blues que também tinha o Claudão (então baixista do Ganza Zumba) na sua formação além dos irmãos Zacca. O fato dele tocar numa banda de hardcore me deixou animado com a sua indicação mas pouco depois eu iria descobrir que ele não estava mais interessado em sons pesados. Se não me engano ele ficou na banda de 2000 a 2002 e gravou uma demo com o Ganga Zumba.


DOWNLOAD - Ganga Zumba "Língua nos Dentes" com Fred nos vocais:http://www.mediafire.com/?f9gpjs02fzm0nka








Tito: A banda no ano de 2000 enfrentou várias turbulências internas culminando  com a saída do Marquinho após gravações no estúdio Be-Bop (São Paulo), inclusive com a polêmica do registro do nome Ganga Zumba. Tempo depois saíram Claudão (baixo) e Fredinho (vocal) para formar o  Acidogroove. Manu, penso que com essa pergunta toco na ferida de algumas pessoas. Nos diga realmente o que aconteceu  (dentro do possível) nas gravações no estúdio BeBop (SP) e em seguida em Araxá onde gravaram o primeiro cd oficial.


Manu: Antes do Be-Bop o clima já estava uma merda, cada um querendo levar a banda pra um rumo, a coisa estava tão escrota que eu vinha de carro pra Uberaba ensaiar toda semana e o gás era por minha conta (risos). Hoje em dia no Uganga nós dividimos todos os gastos com a banda, e por isso paramos só de investir e começamos a ganhar também. Naquela época era um lance bem diferente, estranho e o que motivou isso foi que não éramos amigos de verdade. Não estou dizendo que integrantes de uma banda devem viver  grudados uns nos outros , mas ao menos se respeitar...O Be Bop foi a gota d’agua pois as gravações não deram em nada, o clima não fluía , nego levou namorada pro estúdio, amigos etc...Além disso vários sons eram meia boca e a péssima escolha do produtor só piorou o que já estava ruim. Tudo foi acumulando e um dia no ensaio explodiu de vez terminando com o Marquinho saindo do GZ e tomando atitudes que nunca aprovei.  Por sugestão minha mudamos o nome para Uganga, tentamos ainda mais um pouco só com uma guitarra mas pouco depois em Araxá , novamente durante as gravações do que viria a ser nosso primeiro cd , saíram o Claudão e o Fredinho para fazer o som que queriam. Toda essa confusão  quase acabou com a banda, mas olhando hoje se não tivesse acontecido isso com certeza não estaríamos aqui.












Tito: Você, o Christian e o DJ Nenê tiveram que reconstruir o barco. Como foi a volta do Marquinho e a entrada de dois novos integrantes: Raphael (irmão do Christian e ex-Osambulância, Dull Kids) no baixo e a novidade com o seu irmão na bateria (também do Dull Kids) no seu lugar com você assumindo os vocais da banda? Eu assisti o primeiro  show com essa formação e lembro que vocês estavam renovados, tava tudo em família.Como surgiu essa idéia de você ser só vocalista,  já que você já tocava bateria e cantava?

Manu: Como você disse eu já vinha fazendo vocais no Ganga Zumba, e em outras bandas desde os anos 80, e várias pessoas me falavam para assumir essa função de vez.  Inicialmente chamamos o Ras ,que tocava no Dull Kids junto com meu irmão, pra assumir o baixo e pouco depois numa conversa no Atho’s Pub com o Marquinho resolvemos tocar juntos mais uma vez e deixar as diferenças no passado. Por um tempo funcionou (risos). O meu irmão Marco foi o terceiro a entrar um pouco depois, nós até chegamos a tocar comigo na batera e vocal (Periferia Cultural, Gaudí...) mas a idéia era ter um baterista fixo e eu ficar só nos vocais. Ele foi a escolha óbvia e felizmente aceitou.




Tito: Foi com essa formação que começou a surgir o primeiro disco da banda Uganga? Por que vocês mudaram o nome pra Uganga e qual o significado do mesmo?



Manu: Mudamos porque esse nome tinha outros interessados e com isso descobrimos que havia uma banda na Bahia dona do registro. Uganga é uma referencia a como as pessoas se referiam ao Ganga Zumba (O Ganga), porém de um jeito mais mineiro (risos)! No começo o U era separado por hífen e representava união, na verdade sempre vai representar isso. Ganga também é uma divindade hindu das águas,  mas confesso que na época não sabia dessa parada. Era só um nome que não significava nada em especial tipo Korzus, Kreator (risos). Hoje em dia esta devidamente registrado.







Tito: Pra fechar sobre a fase Ganga Zumba nos deixe suas impressões finais dessa transição e  o ano em que o 1º disco “Atitude Lótus” da banda  Uganga começou a ser gravado?



 Manu: Acho que apesar de todas as tretas, que não foram poucas, foi uma época de aprendizado para todos que por ali passaram. Pra mim ao menos foi (risos). O “Atitude Lotus” foi o testamento dessa fase e ao mesmo tempo a libertação para seguir outro caminho dali em diante. É um disco um pouco confuso mas com momentos bem legais como  “Couro Cru” e “Confluência”por exemplo. Impossível não ser um disco confuso  já que começou sendo gravado por uma banda e terminou com outra. Tenho muito respeito por todos com quem toquei e da minha parte as tretas já são passado a muito tempo. A vida seguiu e todos ganharam com isso, mesmo que para alguns a nossa “carreira”na música fosse algo a ser ridicularizado. Estamos aqui hoje em dia cada vez mais fortes pra desespero da turma do torce contra (risos).









Tito: Valeu Manu e espero em breve poder postar sobre o início da fase Uganga. Deixa uma mensagem pra todos aqueles que acompanham os trabalhos da banda até os dias de hoje .



Manu: Eu só tenho a agradecer

 a todos que nos apoiam, quase

vinte anos de estrada com

alguns momentos ruins mas

uma grande maioria momentos

inesquecíveis. 


Um obrigado especial a você

que já é da família e a todos

que leram essa entrevista. Paz!




Tito: Vai lá mano, cita 10 discos que acompanharam a banda Ganga Zumba e influenciaram a mesma na época?


Manu: Como disse cada um de nós tinha influências bem diferentes mas posso citar:

 Faith No More (The Real Thing)
 Pavilhão 9 (Cadeia Nacional)
 311 (311)
 Sublime (Sublime)
 Biohazard (State Of The World Adress)
 Racionais (Raio X Brasil)
 Bob Marley (Confrontation)
 Rage Against The Machine (RATM)
 Sepultura (Roots)
 O Rappa (Lado B Lado A)

 entre várias outras diferentes referências para essa fase louca (risos).



                Colocarei aqui alguns dos flyers de shows que a banda Ganga Zumba tocou na época:



















Agora vai o depoimento de alguns dos integrantes que passaram pela banda Ganga Zumba nas primeiras formações:


"O Leospa, o Marquinho, o Manoel, o Nenê,  o Putz, o Paulinho Moratelli, são músicos autodidatas incríveis, cada um com sua qualidade particular. Todos eles, participaram de uma forma ou de outra para idealizar o projeto, assim como os demais componentes e antecessores da banda Nuts (Edinho, Mozart e Pacheco), e os que começaram a  partir do U-Ganga (Fredinho, Christian) . A música para mim sempre foi e sempre será acima de tudo uma grande diversão. O Ganga Zumba foi para mim durante muito tempo uma grande diversão, até que foi mudado o nome para Uganga. De toda forma assim como todos os demais projetos musicais feitos com sinceridade, o do Ganga Zumba/Uganga e suas formações fez com que ela tivesse sido uma banda legal. "É o Ganga Zumba meu irmão matando a pau" - refrão de uma música minha tocada quando a banda chamava Ganga Zumba hehehehe."

Claudão  (baixo - Acidogroove, ex-Ganga Zumba, ex-Nuts, ex-Flowers)




  "Minha entrada no Ganga Zumba  se deu em 2000 quando eu tocava em outra banda (Osambulância), ai pintou um show e nosso batera Juninho tava fazendo vestibular. Tivemos que encontrar um outro pra substituí-lo e o Manu, então baterista do Ganga Zumba estava disponível. Tocamos em um show juntos, nos conhecemos e depois de um tempo ele me ligou me chamando para entrar na banda e nessa já se foram mais de 10 anos!"

   Christian Franco (Guitarra - Uganga/Ganga Zumba)



Cara , 1993 foi uma grande fase da minha vida ! ouvindo intensamente som de peso o dia inteiro e Mr Henry Rollins (ex-Black Flag) dando as cordenadas com a obra prima " The End Of The Silence" da Rollins Band . Foi quando o Manu deu a ideia de fazer um som comigo e o Zacca (Seu Juvenal). Nossa estréia foi meio no improviso, lá no Souk Marrakesh em Uberaba e tudo começou meio na curtição , só zuando....Dai através da ligação na sonzêra que a gente amadureceu a idéia de tocar juntos e compor. isto aconteceu pra valer uns 4 anos depois, em 97 quando o Ganga Zumba( nome tirado por influência da Capoeira ) se formou com uma proposta de desenvolver um som próprio já com outra formação, sem o Zacca. Mandamos 3 demos ( Antes Que O Mal Cresça - 97 , 100 Pressa 100 Medo - 98 e Couro Cru - 99 ),ensaios constantes e shows históricos , mesclando nosso som com alguns covers.

Mais ou menos em 95 eu voltei pra Uberlândia, casei , tive uma filha e montei meu negócio...Daí foi ficando mais difícil de conciliar com os shows e ensaios que aconteciam em Uberaba, na casa do Claudão (baixo). Não deu mais pra mim, mas o Manu continuou mandando ver e sempre me dando a honra de acompanhar a evoluçao da banda ! Hoje me sinto muito feliz em estar fazendo parte desta história, ter participado na faixa “Asas Negras” no novo cd do Uganga e podendo sentir o tanto que a banda está madura, voltando as raízes do metal de responsa ! Um som com um único propósito : Fazer um “Metal Gelado” por amor a camisa !






Leospa (ex- vocalista do Ganga Zumba)




“ Foi uma das melhores coisas que poderiam ter acontecido na carreira de um dj envolvido comfestas-raves e com a cena da música eletrônica em geral. De uma hora pra outra me encontrei com uma galera de responsa ,mandamos um som
de altíssima qualidade e acabei sendo prestigiado também pelo público do rock.
Eu estava no meio de toda essa loucura ,misturado riffs de guitarras/baixo, levadas de batera etc...Resumindo ,um dos
melhores acontecimentos da minha humilde carreira!”


(Dj Nenê – TOI, ex-Ganga Zumba/Uganga)




"Não me lembro bem o ano em que entrei pro Ganga Zumba, acho que foi em 1999 pra 2000...
O que sei é que pelo menos pra mim foi muito importante meu tempo de GZ, aprendi que em música tem que se respeitar as diferenças, pois o que vale mesmo é a música.

Eu tinha acabado de sair do AIP, tocava baixo, o GZ foi a segunda banda em que assumi os vocais. Sou muito grato ao voto de confiança dos caras!

Fizemos muitas coisas legais, outras não; o que pra mim é normal... Não se acorda todos os dias bem! Gravamos um disco no BeBop que na verdade foi uma farra e muito pouco profissional, aquilo eu acho que balançou o Manu , que era o mais profissional de nós. Depositar seu sonho num disco, ir prum puta estúdio e a coisa não andar... é foda!!!

Mas banda é isso, vários patamares dentro de um mesmo contexto, é preciso muita paciência, determinação e pulso pra levar. Qualidades que o Manu tem!

Grande parte do que é hoje o U Ganga é pela determinação e garra dele, que sempre acreditou e trabalhou muito no projeto. Apesar de minha saída não ter sido muito agradável pra mim rsrsrs, guardo admiração e respeito por meus irmãos.

Bora fazer som!!!"


Fred (guitarrista e vocalista Acidogroove, ex-Ganga Zumba, ex-A.I.P.)








Pra fechar agradeço o Manu pela colaboração na postagem e todos da banda Ganga Zumba que se manifestaram.

De recordação algumas fotos do dia em que o saudoso programa Radioatividade comandado pelo Léo Punk trouxe a banda Mundo Livre S/A pra tocar na antiga Fundação Cultural com a abertura da banda Ganga Zumba e Tribais.

Léo Punk com o programa Radioatividade. "Maldito, Radioatividade sim"


Pessoal do Ganga Zumba com a banda Mundo Livre S/A