terça-feira, 19 de abril de 2011

Ganga Zumba (Entrevista para o programa POP.tv / 1998)




                                Dando continuidade sobre a 2ª formação da banda Ganga Zumba/Uganga abrirei mais uma postagem pra colocar um video com uma entrevista que Manu e Leospa cederam para o programa POP.tv (Uberlândia) no ano de 1998. A entrevista reflete o tanto que a cena autoral em Uberaba já estava crescendo naquela época. Penso que seja um material importante pra banda e para as pessoas que curtem o som.




                            



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ganga Zumba / Uganga (2ª parte)

Essa postagem será referente a 2ª formação da banda Ganga Zumba (1996)
Link da primeira postagem Ganga Zumba/Uganga: 



Aqui retorno com as postagens sobre as bandas uberabenses e começo com a Ganga Zumba e sua 2ª formação que na minha opinião fez um dos melhores trabalhos na história geral dessa banda. Em 1996 eu tocava na banda Neurônios junto com o Zacca (Seu Juvenal) e ele tocava em outra que se chamava Nuts. Aos poucos a banda Nuts foi deixando de ensaiar e o projeto Ganga Zumba foi se tornando uma banda, a banda Neurônios  também encerrou as atividades surgindo a banda Seu Juvenal. O Zacca acabou ficando nas duas bandas: Ganga Zumba e Seu Juvenal.
Zacca deixa o Ganga e indica o Marquinho (ex-Epílogo) pra tocar guitarra. A formação nessa época era asssim:

Leospa (Vocal)
Markinho (Guitarras)
Claudão (Baixo)
Manu (Bateria/percussão/vocal)

Primeiros ensaios com o Markinho na casa do Claudão em 1996



Vou intercalar o material nessa postagem, porque tenho muita coisa em mãos, fiz uma entrevista com o Manu (Uganga) e vou colocar ela aos poucos durante a mesma:



Tito:  Aê Manu, beleza? Conta pra gente os momentos finais da banda Nuts, e porquê resolveram ativar a banda Ganga Zumba novamente?

 Manu: Blz mano, uma honra estar aqui de novo! O Ganga Zumba ficou muito tempo na gaveta devido a correria com o Nuts, mas num determinado momento o meu interesse foi mais pro lado do projeto paralelo que da banda principal , e em 97 com o fim do Nuts o Ganga passou a ser prioridade. Tiveram vários fatores que levaram a isso e cada um terá sua visão dessa época, mas pra mim o que pegou foi vontade de compor em português e deixar as influências de hardcore mais na cara.



Tito:  Da primeira formação (sexteto) sobraram apenas você  e o  Leospa. Como é que foi a saída do Zacca (Seu Juvenal) que foi um dos idealizadores do projeto e a entrada do Claudão (ex-Flowers, ex-Nuts) e do Marquinho (ex-Epílogo)?

   Manu: Com o final do Nuts e a volta do Ganga Zumba a formação era eu, o Leospa, o Zacca e o Claudão (que já vinha tocando baixo no Nuts), porém após poucos ensaios o Zacca resolveu focar no Seu Juvenal e nos indicou o Marquinho. Com essa formação gravamos as duas demos do Ganga Zumba tendo o Dj Putz como convidado em ambas



Manu / Putz / Marquinho / Claudão / Leospa

Tito:  Vocês foram a primeira banda a utilizar um DJ com scratches aqui na região fazendo música própria,  como foi o início da parceria com o DJ Putz (RIP)?

      Manu: Eu conhecia o Putz há muito tempo, já havíamos falado em fazer algo juntos e rolou de forma natural, porém desde o começo usamos o lance das pick-ups mais como um tempero pro nosso som do que algo obrigatório. Em algumas músicas funcionava e em outras não. Acho que em faixas como “O Campeão”  por exemplo o resultado foi bem legal. Uma pena ele não estar mais por aqui...


A banda Ganga Zumba tocando a música "Manguetown" da banda Chico Science & Nação Zumbi em julho de 1998 no Relicário em Araguari/MG.



No ano de 1997 a banda Ganga Zumba lança a demo "Antes que o Mal Cresça" e juntamente com a demo "Cyberjéca no Sertão da Farinha Podre" da banda Seu Juvenal se tornaram demos clássicas do rock uberabense.




Encarte da demo "Antes que o mal cresça"



Tito:  A demo “Antes que o mal cresça” foi gravada no ano de 1997 e lembro que foi muito boa  a produção, essa demo foi  gravada em Araguari junto com o Dalmar Paratella e talvez tenha sido o primeiro trabalho bem reconhecido na época aqui do triângulo da nova geração de bandas, concorda?

             Manu: Sim, gravamos no estúdio G&S em Araguari e mesmo com pouca grana ficou legal. Dessa demo fizemos 500 cópias em fita k7 e mais umas 50 em cd e conseguimos uma boa repercussão com esse trampo.




1º show ao vivo (estréia da 2ª formação) em Igarapava/SP



 Tito:  As cópias eram vendidas e divulgadas via correio, lembro que dessa demo algumas centenas de cópias vocês conseguiram divulgar até o lançamento da próxima com o título “100 pressa 100 medo”, conta pra gente como foram as mudanças no som de uma demo pra outra?

              Manu: Eu acho que não mudou muito, porém a segunda demo é mais leve,  indo pro lado da sonoridade do nosso primeiro cd “Atitude Lotus” já como Uganga em 2003. Estávamos bastante influenciados por hip-hop e hardcore e os sons foram mais pra esse lado. Particularmente prefiro a primeira demo mas gosto de ambas.


A banda Ganga Zumba tocando a música "Pagar Pra Ser Feliz" da demo (Antes que mal cresça) em julho de 1998 no Relicário em Araguari/MG



Tito:  Como foi pra vcs na época perder  o DJ Putz sendo ele considerado da família? Esse momento pode ser considerado a transição pra 3ª formação que falarei posteriormente aqui no blog?

    Manu: O acidente com o Putz foi algo muito triste, o cara estava certo e pagou pelo erro de outra pessoa, mas a vida é assim. Quando aconteceu ele já não estava mais na banda mas tínhamos um bom contato. Eu acho que essa época foi sim uma transição pra próxima fase, já com o Nenê nas pick-ups e uma sonoridade mais leve, fruto das várias e diversas influências das pessoas que integravam a banda.


Ganga Zumba tocando na festa "Uma Noite em Gotham City"


Manu / Marquinho / Claudão / Leospa em Araguari - MG


Em 1998 foi a lançada a 2ªdemo intitulada de "100 Pressa 100 Medo" com apenas 4 músicas. Colocarei ela aqui no final pra download.







Claudão e Manu "A cozinha do Ganga Zumba"



Tito:  O DJ Nenê entrou imediatamente pro Ganga? Eu lembro dele estar sempre por perto mesmo quando o Putz ainda estava com a banda.

    Manu: O Nenê era  roadie do Putz  e após sua saída foi a escolha óbvia pois já curtia nosso trampo além de ser um cara super gente fina. Quando ele entrou foi como integrante fixo, ao contrário do Putz que sempre foi mais um convidado.


A banda Ganga Zumba fez um dos primeiros clipes de música autoral aqui na região do triângulo e com um orçamento de R$ 150,00 a música "Sibipiruna" ganhou movimento e consegue passar com simplicidade o tanto que rendeu essa formação da banda Ganga Zumba. Confiram:


Clipe da música "Sibipiruna"



Tito:  Vocês tiveram resenhas  nas revistas Tribo Skate, Dynamite, Rock  Brigade, programa “Garganta e Torcicolo” (João Gordo/MTV) e programa “Fúria” (Gastão/MTV) e vários fanzines, me diz uma coisa, essa repercussão toda existe hoje em dia de maneira bem ampliada em relação a banda Uganga. O que você sente quando olha pra trás e vê todo o caminho percorrido pra chegar até aqui?

                   Manu: Acho que tudo foi parte do trajeto para chegarmos até aqui e queremos com certeza ir muito além. O Ganga Zumba/Uganga nunca acomodou, sempre corremos atrás pois acreditamos que só ralando e fazendo por onde as coisas acontecem. Enquanto a banda existir, e espero que seja por muito tempo, será assim!














   Tito: Valeu Manu, logo falaremos sobre a 3ª formação da banda Ganga Zumba que inclui o DJ Nêne, o  Christian (até hoje no Uganga) e o Fredinho (Acidogroove) nos vocais no lugar do Leospa.  Quero fechar aqui o nosso papo com você me contando sobre a lendária festa “Uma noite em Gotham City” que foi considerada “a festa” das festas aqui da década de 90, refresca a nossa memória aí meu irmão?


       Manu: Cara essa festa foi demais! Organizada pelo nosso irmão Léo Punk e outros amigos acho que foi um marco em Uberaba. Casa lotada com uma banda tocando material próprio além de alguns covers, “filhos do Batman” por todos os lados, enfim, uma noite especial e quem foi com certeza nunca vai esquecer. Eu havia me machucado no jiu-jitsu uma semana antes e lembro que fui embora logo após nosso set pois estava sentindo muita dor, mas mesmo assim tenho essa noite como um momento especial de nossa trajetória e acho que fechou esse primeiro ciclo com chave de ouro. Um abraço mano e valew a força!

                                                                                                                                    
                                                                                                                                                                   Manu


Léo Punk curtindo o show do Ganga Zumba em uma noite em Gotham City




DOWNLOAD

Download da 2ª demo "100 Pressa 100 Medo" da banda Ganga Zumba: 





Valeu Manu pela colaboração, na sequência  faço uma postagem só com aquela entrevista sua e do Leospa no programa Pop TV.













quarta-feira, 30 de março de 2011

Bastidores do Grito Rock Uberaba 2011

Postado 1 semana atrás @ Grito Rock Uberaba



Shows musicais, intervenções artisticas, manifestações culturais e muita correria nos bastidores…
O Grito Rock começou e terminou assim, dormindo tarde acordando cedo, trazendo e levando equipamentos, passando o som, organizando todos os detalhes finais para o festival rolar da melhor maneira possível para todos que participaram.
Flanders
Neste ano, tivemos novidades como o ExpoGrito, que contou com exibições em vídeo durante o evento,  ilustrações e animações rápidas, de artistas de todo país. Produzimos a primeira edição do zine do Coletivo Megalozebu, o Zine Guela, que teve matérias informativas sobre o evento, o coletivo, as campanhas do Grito Rock e a agenda dos 4 dias de festival.
A frente de Web Rádio produziu o Grito Podcast, transmitiu o festival inteiro ao vivo via @webradiofde, gravou e ainda vai disponibilizar o Bootleg. O núcleo Clube de Cinema produziu o Diário Grito Rock, dividido em 4 episódios , onde a equipe megalozebu relatava o dia de trabalho e, em breve, será publicado também o projeto Grito Doc sobre a hospedagem solidária, onde encontrava-se muitos colchões  no chão, um pouquinho de aperto e muita interação entre as bandas, os membros do coletivo e afins na casa da Letícia Rezende.
Durante 4 dias cerca de 35 músicos passaram pela hospedagem solidária. Várias histórias foram contadas. trocas de experiências, de sons e de informações.
Como todo ano, tivemos também a banquinha com CDs, camisetas, zines, adesivos, ilustrações e muita coisa legal com preço acessíveis. Os kits fizeram sucesso. Ainda tivemos distribuição gratuita do Zine OrFEL.
Banquinha Megalozebu
O blog Roulets#13 acompanhou todo evento e realizou cobertura diária. O programa Fábrica, da Uniube, também compareceu para registrar o Grito Encena, com o Coletivo Teatro da Margem e o Toi com galera do Hip Hop. O programa TOP registrou o evento na praça Pôr-do-Sol. O MGTV fez uma super divulgaçào da programação. Blog Rock Uberaba, portal Mundo Ibox e várias outras mídias das quais não tivemos acesso também divulgarame  registram o festival.
O último dia de festival, um dos mais aguardados do evento, foi realizado na Praça Por-do-Sol de forma gratuita com circulação de aproximadamente 1500 pessoas ao longo do dia.

Festivais como estes interagem pessoas, circulam ideias, movimentam a cultura, abrem novas visões e proporcionam experiências a todos que participam direta e indiretamente.
DJ Arturzinhu
Obrigado a você que compareceu, a você que contribuiu e a todos que puderam tornar possível a realização do evento: Ana Marcia, Arturzinhu (discotecagem), Camila Rezende, Carol Borges, Felipe (Fill),Gaby Lady,Guilherme (DCV),  Junão (DJ), Kaka (DCV), Mateus Barros (Cine Clube), Pry Borges, Toi, Vinícius Ribeiro, Pai e Mãe da leth  e os parceiros  Fundação Cultural de Uberaba, Escola de Música de Uberaba, Livraria Alternativa, Jornal do Triângulo, American Pub e  Toque no Brasil .
Este é mais um festival realizado colaborativamente e que venham muitos outros.
Texto: @pry_p
Fotos: Carol Borges, Fabio Fernandes


              É isso, esses foram os bastidores do Grito Rock Uberaba 2011 segundo o coletivo Megalozebu. Valeu !!!

sábado, 19 de março de 2011

Grito Rock Uberaba 2011 (Praça Pôr do Sol)

Grito Rock Uberaba 2011



                               O maior festival integrado da América Latina se chama Grito Rock (América Latina) e nesse ano de 2011 está acontecendo em 130 cidades, o circuito Fora do Eixo do ano de 2005 pra cá tem crescido bastante e juntamente o festival, a cada ano aumentando o número de cidades e artistas.


                               O festival nasceu como a alternativa movida a guitarras contra as marchas de carnaval, se tornou um dos eventos com o line up mais diverso do país. Aqui em Uberaba o coletivo Megalozebu realiza o festival desde o ano de 2009, ano esse em que toquei no Grito Rock com a banda Seu Juvenal em Sabará/MG, tocamos aqui em 2010 fechando o grito.

                                      Desde o dia 17 (quinta-feira) que os artistas vem se apresentando, das 14 bandas  metade delas são da cidade de Uberaba,

                                      No 2º dia o destaque fica pra banda uberabense DCV que realllizou seu show no American Classic Pub nesta quinta dia 18/03:



DCV no American Classic Pub 18/03/2011: Gabriel / Diamantino / ZéGé / Kaká 
Foto: Megalozebu








Video resumindo o 2º dia de Grito Rock Uberaba com Michelle Parron e Verônica Boaventura:








Nesse momento 19/03 está acontecendo no American Classic Pub a noite com as bandas mineiras Lupe de Lupe e Dom Capaz e também a goiana Space Monkeys. Representando Uberaba no terceiro dia de grito rock, a banda Granvizir foi a escolhida e nesta segunda dia 21/03 estarão lançando o single "Pare" pela Blast Records/Sony.



Granvizir



                               Bom, na verdade essa postagem é pra falar sobre o último dia de Grito Rock Uberaba dia 20/03. Desde que foi realizado o 1º Encontro de Novas Tendências na praça Pôr do Sol que a praça recebe as 4 gerações de rockeiros uberabenses e isso sempre é muito gratificante para todos os presentes no local. Deixo aqui registrado minha admiração pelo trabalho que o coletivo Megalozebu vem fazendo pelo rock uberabense conseguindo agora também esse espaço para o Grito Rock Uberaba.


No palco amanhã teremos duas bandas de Brasília: Turrón Presidencial e Brown-Há.

E para a alegria dos admiradores do rock uberabense, 4 bandas da zebulândia mandando a bucha com suas composições próprias. A banda "Puritanos" da nova geração uberabense de bandas abre a grade do dia e já deixa seu recado: "Nós fazemos música porque amamos música".


PURITANOS


Na sequência duas bandas de Uberaba que estão em estúdio gravando material novo. A banda Redial e a banda Bernes. O baterista da banda Bernes "Pablitu" concedeu pra gente umas palavras sobre a expectativa de mandar um som no Grito Rock Uberaba:

                        "Estamos ansiosos para esse show no Grito Rock, que com certeza vai ter uma vibe muito boa, mesmo a previsão do tempo anunciando chuva HAHAHAHA.
O que se ouve por aí é que a galera vai colar em peso, aumentando ainda mais nossas expectativas!

                               Quem gosta da banda, ou simplesmente é amante do punk rock/hardcore, pode esperar um show muito dedicado da nossa parte. Temos recebido muitos elogios ultimamente, o que nos deixa muito felizes e com uma vontade enorme de continuar o trampo na maior seriedade sempre!

                                                     Pra quem não sabe, dia 15/03 (terça feira) comemoramos 5 anos de banda com a mesma formação, a inicial e considerada ideal por nós. Demos a sorte de achar a formação perfeita logo na primeira, algo difícil de se ver por aí.

                                  E o mais bacana é ter um show pra fazer na semana de aniversário da banda, ainda mais em um festival tão massa igual é o Grito Rock! Na pilha total pra esse show, e esperando a galera em peso pra nos ajudar  a soprar as velinhas!"


Bernes comemorando 5 anos de banda



A banda Bernes já vem batalhando o seu material próprio com criatividade há 5 anos, eles estão prometendo fazer um showzaço amanhã pra comemorar o aniversário da banda.



Pra fechar o Grito Rock Uberaba, o momento mais esperado nos últimos tempos do rock uberabense, a volta da banda crossover Flanders, confiram a postagem anterior: "A volta dos Flanders". 


Quem assina a produção do Grito Rock Uberaba é o Coletivo Megalozebu, em parceria com o Fora do Eixo e a Fundação Cultural de Uberaba.

Valeu a todas as pessoas envolvidas e quero dizer que nesse ano de 2011 o rock uberabense entrou com o pé direito realmente, as bandas estão produzindo muito e aprontando um corre jamais visto na zebulândia.

Tamo lá amanhã "quebrando tudo"










terça-feira, 15 de março de 2011

A volta dos Flanders

De volta na área




                                      Ao som da banda Anthares "No limite da força" de 1987 é que começo minhas palavras sobre a tão esperada volta da banda Flanders. Como merecimento puro penso eu, já estreiarão com a nova formação fechando o Grito Rock Uberaba 2011, tarefa essa realizada pela banda Seu Juvenal em 2010. Por falta de tempo e não de convite por parte da banda não fui em nenhum dos ensaios, mas o pouco que vi no video que colocarei aqui no final do post mostra um Flanders  bem mais pesado que antes. Bom, o Caio foi meu parceiro de banda no Olorum, boto fé na pegada dele, o Kbeça berra de acordo, quem conhece sabe da potência da voz do cara.

O  vocalista da banda Kbeça trocou uma idéia comigo e deixo aqui registrado suas palavras sobre a volta dos Flanders:


"Mano falar da volta é muito gratificante, até agora parece não estar acontecendo, é muito bom 
saber que o Projeto Flanders esta de volta a ativa, a banda não fez parte só da minha 
adolescência, mais de toda uma geração que se formava na Atho's Pub, e nos arredores da cidade, mais 
pancada ainda foi ter recebido este puta convite, já se foram 6 ensaios, e parece que ja tocávamos 
juntos há tempos..."

                     "O  Caio eu já tinha um contato de longa data, crescemos juntos, foi até ele que me enviou o convite, a
 galera com certeza vai sentir muito a falta do Lucas assumindo os solos de guitarra, que são bem 

marcantes nos sons, é difícil falar da volta do Flanders sem mencionar o papel que ele
tem dentro das composições, ele esta afastado por motivos maiores e subiremos no dia 20 sem ele, é 
basicamente só as bases corridas, titicas do HxC, mas em breve ele vai estar de volta."


                                    "Definimos o repertório no sábado passado (05/03)  em Uberaba, o
 som está um pouco diferente, porém mais pancada, é nítido a pegada que o Caio está colocando na 
batera, e eu estou tentando fazer o melhor nos vocais por serem todos "esgoelados" (kkkkkkkkkk) 
fica em segredo que eu não sei cantar limpo ok?"(risos)


"Serão 11 sons recheados de pancadaria, será bem louco (no melhor sentido da loucura), esperamos 
encontrar toda a galera da "Old School", que fez parte de toda a trajetória da banda, e esperamos 
surpreender a rapaziada que esta fazendo parte agora da cena em Uberaba."

                                                   "Não há um dia se quer que eu não pense na gente e na data que esta programado para o fechamento do Grito Rock Uberaba,
estou muito ansioso, acho que não só eu, mas todos da banda, estamos preparando alguns sons novos, mais só um deles 
fará parte de nosso set list, eu mal posso esperar para subir com eles no palco e poder representar estes 10 anos de hardcore."

                                                                "Fica aqui meu convite para toda a rapaziada do hardcore, pra galera do thrash metal, death metal, para a 
mulecada que representa o skate punk e para todos aqueles que fazem parte do cenário independente de uberaba e região, estão todos 
convidados a fazer parte deste evento, vamos torcer para não chover e acabar com a graça da maioria, e é isso ae. 
Fica ae o recado. Preparem-se para o Mosh! "

valeu mano!!! 





Valeu Kbeça, agora o pessoal vai ficar mais ansioso pra ver o show de vocês domingo na praça do pôr do Sol. Até lá.

Fiquem com um video realizado pelo coletivo Megalozebu no ensaio da banda Flanders: 





segunda-feira, 7 de março de 2011

Nekrotério em estúdio

Nekrotério com Ricardo do Sweet Home Studio (Uberaba - MG)



                             Uma das bandas uberabenses da nova geração que tem mostrado trabalho e talento é a banda Nekrotério e dia desses conversando com o baterista "Arroiz", ele me falou do novo trabalho da banda.

             Eu acompanho a banda desde a primeira demo "Contos do Nekrotério" e penso que já está na hora mesmo deles lançarem o primeiro CD de trabalho.  


     Estão sendo gravadas 13 músicas e o disco ainda não tem título definido. Posso adiantar que terá um cover da banda Misfits "Saturday Night" que recebeu uma nova versão no estilo da banda uberabense.



Speed - Vocal



Allan e sua telecaster gravando a guitarra




O baterista Arroiz deixa suas palavras sobre a gravação:

                                              "Na verdade estamos gravando um cd com músicas inéditas e regravações de algumas músicas da demo "Contos do Nekrotério", e tudo está saindo nos conformes.. E  creio que o resultado será estrondoso e sanguinolento..."



Arroiz - Bateria



Gabbe - Baixo


Fica aí a nossa expectativa pra esse novo trabalho da banda que está sendo feito sem pressa, prometendo qualidade e peso pros fãs dessa banda que hoje pode ser considerada uma das mais originais aqui da terra do zebu.



Fiquem com a música "Contos do Nekrotério" da primeira demo do mesmo nome pra DOWNLOAD:






                Primeiro clipe da banda Nekrotério filmado no cemitério São João Batista da cidade de Uberaba-MG



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Uganga na revista Trip

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Uganga na revista Trip de Fevereiro de 2011



Ronaldo Lemos que já foi curador do TIM Festival entre 2005 e 2008. Fez parte do juri do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia em 2009. Escreve semanalmente para a Folha de São Paulo e mensalmente para a Revista Trip, na edição de nº 196 após sua passagem na cidade natal (Araguari) cita a banda Uganga em sua matéria, confiram:



                  Interiornet

                  Até algum tempo atrás, nascer no interior significava viver no isolamento informacional


                                   Até há alguns anos, nascer em uma cidade do interior do Brasil era um limite. Significava viver no isolamento informacional. Algumas redes improvisadas até apareciam, como fanzineiros aqui e ali, mas não eram suficientes. Discos, filmes e livros chegavam tarde demais. Para participar pra valer das conversas sobre cultura no Brasil e no mundo era preciso “ir para a capital”.

                                   Com a internet, tudo isso mudou. O fenômeno aparece no ótimo filme Os famosos e os duendes da morte, de Esmir Filho, que mostra um jovem do interior do Rio Grande do Sul isolado, mas com angústias conectadas ao mundo. Tal como ele, as cidades do interior estão cada vez mais online, seja por lan houses ou pela banda larga que vem chegando devagar. Só que o dilema dos jovens interioranos agora é outro. Ele vem do paradoxo entre a chegada da informação e a facilidade de produção, em contraste com a sensação de isolamento geográfico que permanece.

                                      Já senti isso na pele. Vi de perto como a chegada da TV a cabo mudou o destino da minha geração no interior de Minas Gerais no começo da década de 90. E tenho certeza de que a internet faz do interior a novíssima fronteira cultural do país. O que falta é articulação: novos canais de visibilidade, apoio das prefeituras e integração com universidades públicas e particulares que deveriam abrir seus espaços para o novo. Além disso, caçadores de tendência de toda parte poderiam dedicar mais tempo a garimpar o que está acontecendo fora das capitais.


Uganga em Berlim / Alemanha (2010)


                                  Alguns exemplos pessoais: na virada do ano voltei à minha cidade natal e pude ver o surgimento de um evento como o Rerigueri Festival. Descobri uma nova geração de bandas, como o U-Ganga, que rapidamente tornou-se minha banda de metal favorita (junto com o The Mechanics, de Goiânia). Além de um grande número de bandas novas como Anil, The Random Colours e outras.

    Peguei a viola, não fui viajar
                                 

                                O potencial dessa amostra materializa-se em iniciativas como o já “tradicional” Circuito Fora do Eixo: uma rede de casas de show e festivais que se espalha por 25 Estados do país. Vale mencionar também casos de sucesso como o do desenhista Maurício Ricardo, que, de Uberlândia, fala para todo o país pelo site charges.com.br. Em outros tempos precisaria estar no Rio ou em SP. Hoje não. É também empolgante saber que existem cenas ultraunderground de quadrinhos, como a MRD Editora (bit.ly/eXRkv3), que publica autores como Watson Portela, Soter Bentes e Beto Martins.










*Ronaldo Lemos, 34, é diretor do Centro de Tecnologia da FGV-RJ e fundador do site http://www.overmundo.com.br/. Seu e-mail é rlemos@trip.com.br