domingo, 24 de janeiro de 2016

A.I.P. (Atos de Indignidade Pública)

A.I.P. (Atos de Indignidade Pública)


Ao som da banda High On Fire do disco Luminiferous, pra mim um dos melhores de 2015, é que começo essa postagem.
Em primeiro lugar já vou agradecendo a todos que acompanham o blog (são muitas visualizações diárias), e a todos os que colaboram para que a cena autoral de Uberaba e do Triângulo cresça.
O ano de 2016 promete, as bandas que trabalham as composições próprias vem aumentando na região, as que já existem estão evoluindo e estão mostrando trabalhos sólidos.

Eu tendo tempo estou por aqui dividindo um pouco da história do rock autoral uberabense com vocês. E pra começar bem o ano no blog, consegui finalmente uma postagem especial pra comemorar os 6 anos que escrevo umas palavras a vocês, rockeiros uberabenses.

Venho tentando fazer um post sobre a banda A.I.P. há tempos.
Na minha opinião uma das melhores bandas autorais que Uberaba presenciou na década de 90.
Sempre estive muito próximo da banda enquanto ela existiu e algo que sempre me intrigou foi que não registraram o material em estúdio. Na época, eu tinha uma câmera de video VHS e filmei alguma coisa da banda, inclusive deixarei alguns videos aqui nesse post.
Meu amigo Peron, um dos fundadores da banda, conseguiu me contar a trajetória da banda com suas palavras. E pra ficar registrado aqui no "Rock Uberaba", colocarei seu depoimento.

Vale lembrar, antes de começar o texto, que  Peron trabalhou na saudosa loja "Rarus Discos":

Peron na Rarus Discos



Peron (vocalista A.I.P.)

Vai lá, Peron, conte-nos sobre os Atos de Indignidade Pública:

"1997, verão. Estava eu na casa do Kiko após sair do trampo. Na época, eu trabalhava no Bar do Yassú na rua Tristão de Castro,  na minha opinião um dos bares mais completos por sua própria natureza dentre outras coisas mais...

Peron no Bar do Yassú




O Kiko morava ali perto, e naquela tarde conversávamos sobre a possibilidade de montarmos uma banda Punk, assim como outras que existiam e já tinham existido na cidade. Eu já tinha feito parte das bandas Kaostrofobia e Larica Existencial.

Kiko (baterista A.I.P.)

Nós queríamos algo um pouco diferente, e a partir daquele momento criou-se o A.I.P. (Atos de Indignidade Pública). O Kiko havia morado por uns anos no Nordeste e lá ele tinha uma banda que se chamava "Clamor Público", queria continuar com o mesmo nome, mas aí resolvemos deixar A.I.P. mesmo.

Um pouco antes, a banda Seu Juvenal já estava na ativa, e além de serem ótimos músicos ainda eram nossos amigos. Nessa época a banda era formada por Edinho, Renato, Hilder e Juliano (R.I.P.) e ensaiavam na casa do Hilder, lá no bairro Santa Maria.

 Peron  / Fredinho (baixista A.I.P.)


O Kiko resolveu comprar uns pedaços de bateria de uma moça evangélica e ficamos  muito empolgados com a estória da banda. Conhecemos nessa época o Fredinho (atual guitarrista vocalista da banda Acidogroove) que tinha um contrabaixo e um amplificador legal, chamamos pra tocar com a gente e ele topou.
Ele conhecia um cara que tinha uma guitarra, gostava de sons Punk e tocava muito bem, o nome era Guilhermão, mais conhecido na época como "Glutão", que também aceitou o convite, e estava montada a banda A.I.P. .

Guilhermão "Glutão" (guitarrista A.I.P.)


Fiquei encarregado de escrever as letras, o Kiko já tinha duas bases prontas. Surgiu a música "Cigarro Muito Louco" (letra do Eduardo Ramos) e "Confiança Negativa", letra minha.
Fazíamos um cover dos Replicantes e o Fred tinha um som que não era punk rock e chamamos de reggae "Finlândes", pois não havia letra ainda, só que eu viajava em outra língua, não dizendo coisa com coisa.

Glutão e Peron

Em um domingo, reunidos na casa do Kiko, pensamos: "Vamos na casa do Hilder (Seu Juvenal), ver se eles deixam a gente fazer um som lá depois do ensaio."

Saímos a pé de perto da Sírio e fomos pro Santa Maria, sem problemas andar a pé naquela época.
Chegando lá pedimos pro Hildão e ele deixou, passamos o som pela primeira vez com aparelhagem, foram 4 músicas e tocamos umas 15 vezes cada, até a namorada do Hilder na época grilar e pedir educamente pra nos retirarmos (risos).

Hilder (ex-vocalista da banda Seu Juvenal)

Foi uma tarde inesquecível, cheia de ideias, planos e ambições pra continuar. 
Na semana seguinte o Kiko já deu um jeito de comprar uma batera melhor e eu um microfone.

No primeiro ensaio, que foi em um domingo na casa do Kiko (bateria), assustamos os vizinhos e a polícia apareceu por lá, tinha skatistas na porta e na calçada, a banda ensaiando.... (risos)

da esq pra dir: Chinês, Kiko, Bob, William, Magoo, Jaiminho, Waldonis, Tetem (R.I.P.), Peron 
Skatistas em 1995 (Uberaba-MG)

Com mais músicas novas pra ensaiar, passados alguns meses tínhamos 10 músicas e o reggae "Finlândes" que já tinha letra: "Tático Móvel"

Video de Tático Móvel em Divinópolis no ano de 1998:



A gente foi chamado pra tocar na chácara do Porco e o Seu Juvenal também iria tocar. Foi nossa primeira apresentação e nos divertimos muito nessa noite. Vale lembrar que na tela do projetor estava acontecendo uma luta entre Mike Tyson e Evander Holyfield, na qual o Mike dá uma mordida monstra na orelha do adversário arrancando um pedaço.


Peron e Vânia (guitarrista A.I.P.)

Após algum tempo conhecemos a guitarrista Vânia, ela gostava de Heavy Metal e tocava bem guitarra. Kiko mostrou pra ela uns sons punk, logo ela estava fazendo bases e acabou entrando também no A.I.P. .
Foi uma fase pesada, porém difícil da banda. Pra tocar legal com duas guitarras é preciso estudo e é muito complicado, outra dificuldade foi a crise financeira de alguns de nós, mas acabou dando certo.

Peron e Fred
Kiko

Houve então shows em Divinópolis e Araguari em que viajamos juntos com os Juvenais. As duas bandas eram muito ligadas nessa época, eu, o Kiko e o Edinho Zacca (Seu Juvenal) morávamos na mesma casa que chamávamos de "Trincheira 467" na rua Araguari. A banda A.I.P. e Seu Juvenal ensaiavam na trincheira. Isso foi em 1998 e a banda Seu Juvenal já contava com Léo Brasil e Alexandre Tito,  estava ganhando muita força e o som estava ficando pesado, assim como é hoje em dia. 

Trincheira 467 - Zacca, Peron, Kiko e Malufão

Seu Juvenal no final de 1997 na "Trincheira 467" - Zacca / Renato Zaca / Tito / Hilder

O show em Divinópolis foi irado mesmo, além das bandas locais, rolou do A.I.P. e o Seu Juvenal abrir o show do Garotos Podres, que dividiu o palco com todos, foi chocante.

Viagem Divinópolis
da esq pra dir: Dani, Kiko, Léo Brasil, Fredinho, Tito, Renato, Peron e Glutão (1998)



Malufão / Hilder / Glutão / Renato Zaca (Divinópolis 1998)

Outro show legal nessa época foi em Araguari, em que outra vez estávamos com o Seu Juvenal e também com a banda Ganga Zumba (atual Uganga), capitaneada pelo Manu Joker (batera Angel Butcher e ex-batera do Sarcófago). Nesse dia nos divertimos muito.

Manu Joker



A banda A.I.P. tocando a música "Ato de Indignidade Pública" em Araguari (1998)




Fred, Hilder, Tito , Peron (Araguari - 1998)


No dia em que estávamos tocando na chácara do Bandeira (1999), houve discussão, Guilhermão acabou saindo da banda e ficamos com apenas uma guitarra.

Waldonis, Léo Brasil e Fred (A.I.P.)

Depois de vários ensaios como quarteto, foi a vez do Fredinho sair, pois estava querendo montar um outro projeto mais leve sonoricamente dizendo, o que resultou na banda Acidogroove.


Procuramos um molequinho ali das redondezas que gostava do nosso som e tinha uma pegada bem legal no contrabaixo. O nome dele é Hércules, e todos o conheciam como Kim.

O Kim começou a tocar com a gente e já com 1 ano nessa formação, sabíamos bem o que queríamos e fizemos shows bem hardcore, HC sim...

Kiko / Kim / Vânia / Peron

Com essa nova formação chegamos a 22 músicas, todas de nossa autoria, sendo que as mais conhecidas pelo público uberabense foram: Cigarro Muito Louco, Confiança Negativa (Partes 1 e 2), A Luta Continua, Sonhos Amarelos, A.I.P., Dia do Salvador e Tático Móvel (essa o pessoal sabia a letra e cantava junto com a gente ao vivo).

                                        Video da música "Dia do Salvador" no bar Jarbinhas em 1999


No ano seguinte ( inicio de 2000), eu já estava com planos de me mudar de Uberaba e fui morar em Londres e por lá fiquei 10 anos.




O Kiko quis continuar com o A.I.P., mas não obteve muito sucesso, a Vânia foi tocar guitarra com a banda Sapólio Rádio e o Kim foi pra banda John No Arms.




Vânia e Peron

Após 10 anos voltei de Londres e comecei de novo com a banda chamando a Vânia, Kim e Caio (Olorum) que já estava fazendo um ótimo trabalho como baterista em bandas de Uberaba.

Caio (Olorum)


Ensaiamos uns meses, mas depois de quase 13 anos parecia não ser a mesma coisa, ou não ter a mesma vibe, uma vez que alguns já eram pais e mães e não tinham o mesmo tempo livre pra compor, ensaiar, ir nos shows, etc....





O A.I.P. foi uma banda notável, assim como outras da cidade foram e algumas até hoje são. 
Os integrantes da banda A.I.P. sempre foram pessoas esforçadas e honestas, mostrando ali suas opiniões pessoais ou não, e fizeram com que independentemente do gosto musical, crença ou qualquer coisa fizessem um som diferente dos demais... Hoje somos todos amigos e espero um dia encontrar todos eles pra uma foto histórica com cerveja gelada, papos e recordações legais e muita, muita música boa de se ouvir.

Peron

Agradeço imensamente a meus amigos e amigas dessa época que pogaram e agitaram várias vezes ao nosso som, a todas bandas que tocamos juntos, ao Tito por ceder espaço nesse blog fantástico, anárquico, alternativo e muito apreciado.
E pros amigos que se foram, um salve a vida que tiveram com todos nós. Dedico esse texto em memória de Ernesto Cabelo, Tetem e Juliano.

Ernesto Cabelo (ex-vocalista Seu Juvenal)                                   Juliano (ex-baixista Seu Juvenal)  

Tetem (Skatista)



Peron, eu é que agradeço por ter dividido um pouco dessas histórias pessoalmente, e agora temos algo registrado por aqui.
Um salve para todos os integrantes que fizeram parte da banda A.I.P., todos meus amigos até hoje.
O restante dessa postagem será uma sequência de videos e fotos pra finalizar e ficar aqui registrada, uma das melhores bandas autorais que Uberaba pôde presenciar.

Tem algumas bandas que ainda não consegui fazer uma postagem histórica e gostaria muito de fazê-las um dia, são elas:
Troll, Segundo Combinado, Alkimia, Outubro, PBK, Abracadaver, Nekrotério, Cuspindo Maribondo, Acidogroove, John No Arms, enfim, tem uma porrada de banda que quero registrar aqui. Dessas bandas citadas se alguém animar uma hora, só me procurar.... 


Seguem os videos e fotos no final:










sábado, 26 de dezembro de 2015

Hoje no Dexter Pub: 02 anos do programa Underdose + Confector's Project
















Hoje 26/12/2015 no Dexter Pub vai rolar a banda Confector's Project com Manu (vocal Uganga), Renato Zaca, Edson Zacca e Alexandre Tito (baterista, guitarrista e baixista da banda Seu Juvenal respectivamente), Guilherme Diamantino (DCV), Renato BT (John No Arms) e Maurício Romeu (Pedalmaniacs e ex-Uganga).




O programa Underdose vai estar comemorando dois anos de existência e estaremos também comemorando o aniversário do baterista Renato Zaca.




A banda Confector's vai homenagear as bandas: Dead Kennedy's, Sex Pistols, Ramones, Sham 69, Motörhead, Rolling Stones, Van Halen, Replicantes, Olho Seco, Restos de Nada, The Clash, Black Sabbath, Raul Seixas, The Stooges, GBH, Rescues In Future, Garotos Podres, Elemento Neutro, Nekrotério, Uganga, Seu Juvenal, Sapólio Radio, John No Arms, A.I.P., Kretinus, D.O.T.. 

Esperamos você por lá, fiquem com o mais recente Underdose de nº 23:


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Confector's Project no Dexter Pub












 Realmente há coisas na vida que não tem preço. Subir no palco com meus amigos da banda Confector's Project é uma delas. Tocamos pela 1ª vez em dezembro de 2010 no bar uberabense "Favela Chic" e foi um show memorável, onde tiveram participações de músicos da cidade.
No início a formação da banda era: Edson Zacca (guitarrista Seu Juvenal), Manu (vocal  Uganga), Renato Zaca (baterista Seu Juvenal) e eu (baixista Seu Juvenal). No primeiro ensaio foi acrescentado outro vocalista Renato BT (John No Arms).


Confector's Project em 2010 - Tito / BT / Zacca / Manu / Renato


Confector's Project tocando a música "Milenar" (Uganga) em 2010:





No início de 2012 a banda fez uma apresentação em Araguari e mais um vocalista entra na banda: Guilherme Diamantino (DCV)


Confector's Project no Vitrola com Thiagão, Marco e Pablo (2012)


Em dezembro de 2012 a festa aconteceu no Black Jack "Rock Bar" já com sete integrantes e a entrada do guitarrista Maurício Romeu (ex-Uganga) pra banda.





No ano de 2013 a banda se apresentou em Uberaba e Araguari sem a presença do vocalista BT que não pode comparecer.


Confector's Project junto com Marco (Uganga / Vitrola) em 2013


Em 2014 e 2015 a banda festejou com os amigos no Dexter Pub Uberaba ainda como sexteto, sem a presença do vocalista BT.

    O intuito dessa postagem é de relembrar e convidar os amigos, a todos que prestigiam as bandas uberabenses e a todas as pessoas que curtam um som pesado, pra juntos fecharmos o ano com muita positividade, afinal de contas em 2015 aconteceu muita coisa na cena rock oriunda do triângulo. Quero lembrar também que no dia 26/12 será o dia do aniversário do baterista Renato Zaca...

 Nesse ano o Confector's Project estará novamente de time completo e o vocalista da banda John No Arms (BT) depois de 03 anos retoma o 3º microfone da banda. Em 2016 novidades Confectorianas...

Fecho essa postagem indignado com a situação política brasileira e por essa razão deixo um video da extinta banda uberabense Elemento Neutro mandando um foda-se pra qualquer tipo de poder com a música "Brasil Corrupção", essa música faz parte do repertório do Confector's dia 26/12/2015 no Dexter Pub.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Metal Land Festival




















À partir dessa sexta-feira 30/10 vai rolar em Altinópolis - SP o Metal Land Festival, um festival que reunirá grandes nomes do Metal. Teremos 3 bandas representantes do Triângulo Mineiro: Krow, Project Black Pantera e Uganga. 



Entre 30 de outubro e 2 de novembro, o Metal Land irá reunir grandes nomes da música pesada nacional e internacional, para quatro dias de muito rock, metal e natureza. O festival acontece no Hotel Fazenda Vale das Grutas, em Altinópolis/SP, e tem em seu line-up bandas como Sepultura, Andre Matos, Krisiun, Matanza, Tim Ripper Owens, Tuatha de Danann, Claustrofobia e Voodoopriest.

No Metal Land Festival, os headbangers poderão assistir aos shows de grandes bandas e ainda curtir o Hotel Fazenda Vale das Grutas, um local de natureza exuberante, cheio de árvores frutíferas e pássaros, e que conta uma das mais belas paisagens do interior de São Paulo: sobre um platô verde a 1200 metros de altitude, podem-se avistar sete cidades e as montanhas da divisa com Minas Gerais.






Teremos as cidades de Uberaba, Araguari e Uberlândia  representadas, respectivamente pelas bandas:


Project Black Pantera (Uberaba)


A banda Project Black Pantera apesar do pouco tempo de formação já está surpreendendo a todos com o seu som e vem ganhando espaço na cena como deve ser e tocar nesse festival coloca eles na linha de frente com outras bandas que vem se destacando no Triângulo.
Eu conversei com o baterista Rodrigo Sancho e ele deixa suas palavras sobre o que vem rolando com a banda e também sobre o festival:

Tito estamos muito felizes com tudo que vem acontecendo com a banda, e neste ano ainda vamos tocar em dois festivais grandes aqui na região, um será o Metal Land em Altinópolis onde vamos estar abrindo o segundo dia de festival que vai contar com os shows de Voodopriest, Clasutrofobia, Krisiun e Sepultura como headliner, e ainda vamos lançar nosso primeiro álbum nesse mesmo fest, aqui em Uberaba o lançamento oficial será dia 15 de novembro no Dexter  e pra fechar o ano muito bem, vamos tocar no Rock contra fome junto com Paura e Tianastácia dia 19 de Dezembro, e se tudo correr bem vamos lançar mais um clipe junto com o lançamento do cd ainda em Novembro.

Rodrigo Sancho

      E sobre tocar no festival Metal Land junto com essas bandas que crescemos escutando e somos fãs até hoje, ainda não encontramos palavras  para descrever, só digo que somos muito gratos a todos que estão desde o começo com a gente, acreditando e ajudando a banda de alguma forma seja repercutindo nosso trabalho como você e vários outros amigos formadores de opinião também fazem, indo nos shows ou levando aquele pensamento positivo ou aquela crítica construtiva, tudo isso somado a força de vontade e a paixão pelo que fazemos está nos trazendo esses resultados maravilhosos e esse é só o começo, temos planos maiores para 2016 e espero que em um próximo post seu sobre a banda você já possa dar mais notícias boas sobre os "panterudos". (risos)


As duas outras bandas que irão tocar no festival representando o Triângulo são:






Deixo vocês com a grade do Festival Metal Land, confiram:




















quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Prosacast com a banda Seu Juvenal no site Metal Nerd






































Em agosto de 2015 a banda Seu Juvenal foi chamada pra uma conversa com o pessoal do site Metal Nerd. O Bruno e o Zacca bateram um papo descontraído com o pessoal falando muita coisa da banda, de Uberaba e da estrada nesses 18 anos.  Resolvi colocar aqui no blog pra vocês curtirem.

Kiiiiiiia ora Headbangers!! Neste Prosacast Victor Freire, Israel Sousa e Kael Freire conversam com Edson Zacca e Bruno Bastos, da banda Seu Juvenal, de Ouro Preto/MG, sobre a origem da banda, atividades e causos da estrada...muitos causos. Não perca, sô!!
Link da Entrevista:
#LINKS COMENTADOS#

#Seu Juvenal


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Underdose 15 - "A busca pelo vinil do coração"

Galeria do Rock

Eu estava assistindo o Underdose 15 por esses dias e me bateu uma nostalgia monstra da minha adolescência.
Eu comecei a ouvir rock com 7 anos de idade e só consegui comprar meu primeiro vinil com 12 anos, nesse período de 5 anos, eu ia nas lojas em São Bernardo do Campo e passava um bom tempo olhando vinis, só que não tinha grana pra comprar, meu arsenal se resumia em um walkman e algumas fitas K7 originais e outras gravadas.
No ano de 1984 me mudei pra Itu-SP e o primeiro vinil que comprei foi o Led Zeppelin IV em uma loja que se chamava Casa da Música e foi ali que comecei a comprar os discos, tinha a mesma loja também em Salto e Indaiatuba e eu entrava no ônibus e ia buscar discos quando dava. Meu guia nessa época eram os pôsteres da editora Somtrês, olhava as discografias nos pôsteres e ia atrás dos discos. 
Com 14 anos fui a primeira vez na galeria do rock em São Paulo e era muito perigoso pra um cabeludo transitar por ali, saí correndo muitas vezes dos carecas. Nessa mesma época conheci a Woodstock Discos e comprei o Ride The Lightning do Metallica em uma versão própria da loja, antes mesmo deles se tornarem gravadora, corri algumas vezes de carecas no metro Anhagabaú também. 
Depois disso conheci muitas lojas em SP e Santos. Tinha uma em Campinas "Metalica Discos" que eu ia sempre buscar nos sábados as fitas K7 dos últimos LP'S importados de Metal e era lá que eu via os cartazes de shows também. 
Ficaria horas falando sobre garimpagem de vinil, até hoje faço isso e até sonho que estou fazendo isso com frequência.

Manu e Diamantino

Eu realmente lembrei de muita coisa assistindo o Underdose 15 e pena não poder estar com os caras nesse dia, minha mão chegou até a suar aqui pra passar umas fileiras de vinil.
Essa postagem é pra divulgar o Underdose e vocês vão conferir o Tô Ouvindo com o Titãs Sérgio Britto, as dicas do programa, a busca pelo vinil do coração na Galeria do Rock, na Nova Barão e também na feira de vinil da Teodoro Sampaio, rolou até um encontro inusitado com o Elvis (risos). 


Confiram no final do post, tudo isso e muito mais. E parabéns pro pessoal do Underdose que a cada programa nos brinda com pérolas da música.
Eu vou ficando por aqui, e feliz da vida, porque nesse final de semana a banda Seu Juvenal foi convidada pra tocar em BH na feira do vinil e poderei apreciar centenas de discos, a mão está até suando.



O Underdose é fruto da parceria entre o selo Sapólio Radio (Guilherme Diamantino) e a banda Uganga (Manu “Joker” ) com colaboração da Travesseiro Discos , Incêndio Shop e Toca a Fita Produtora . A proposta do programa é divulgar a cena musical do Triângulo Mineiro além de falar de artistas e parceiros que conhecemos na estrada. Música, diversão e informação em pouco mais de 15 minutos, tudo regado a cerveja gelada! Agora também na TV via Canal Da Gente (Araguari e Uberlândia) 
Assistam o video: