terça-feira, 16 de junho de 2015
Baltazares lança novo clipe "O Futuro"
A banda Baltazares na minha opinião é a banda que mais corre atrás no pop rock uberabense e também é a que mais se destaca nessa categoria. A banda está de volta com o clipe da nova música de trabalho "O Futuro".
Os Baltazares são contemporâneos da banda Seu Juvenal e completam 18 anos de estrada nesse ano. A banda já vendeu mais de 5000 cópias do primeiro disco e ultimamente tem se apresentado ao lado de nomes do cenário nacional como Tico Santa Cruz, Digão e Marcão.
Assistam o clipe "O Futuro":
A banda Baltazares também está concorrendo pra tocar no palco Sunset do Rock In Rio, se você quiser votar e saber mais informações:
http://rockinrio.vw.com.br/minhabanda/baltazares
O vocalista Marcinho deixa suas palavaras sobre o que está acontecendo com a banda:
"Estamos finalizando as gravações do disco novo, fazendo muitos shows em parceria com o Tico Santa Cruz do Detonautas e estamos deixando os covers de lado e tocando músicas próprias nos shows, valeu"
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Broken Jazz Society lança clipe e single "Gas Station"
Em Uberaba as bandas autorais estão sempre aparecendo. Hoje no blog venho destacar a banda uberabense "Broken Jazz Society" que nessa semana lançou clipe e single da música Gas Station.
As bandas da nova geração uberabense já estão mostrando a que vieram e o power trio BJS não faz diferente.
Ao final de 2013, três grandes amigos que tinham seus projetos musicais estacionados se juntaram para, mais uma vez, fazer o que sempre sonharam. Mateus "Garfield" Graffunder assumiu pela primeira vez o posto de frontman, aproveitando o que já sabia nas guitarras, agora também com um microfone. Pedro "Pedrucci" Andruccioli, cansado de esperar pelo baterista ideal, trocou a palheta pelas baquetas. João Fernandes comprou um Big Muff... RUSSO!
Começaram a tocar e a compor, fizeram seu primeiro show em janeiro de 2014 e lançaram seu primeiro disco, lo-fi (gravado num iPad utilizando uma Apogee Jam e três microfones) em julho do mesmo ano, intitulado "Tales From Purple Land" , que rendeu bons frutos iniciais, shows pela região, resenhas e boas histórias.
No primeiro semestre de 2015 seguem com o lançamento do single Gas Station, acompanhado de clipe, e com um compacto vinil de mesmo nome já "no forno" a ser lançado pelo selo Sapólio Rádio ( www.sapolioradio.com.br ).
Gas Station traz a nova e certeira face da banda. Gravado com equipamentos de primeira qualidade, com uma pré-produção cuidadosa, os timbres certos, pesados e dinâmicos; linhas instrumentais dignas dos desertos californianos e letras que remetem ao que temos de mais sincero e, muitas vezes, obscuro. Baixos graves, presentes e saturados. Guitarras pesadas, distorcidas e agressivas. Baterias fortes, secas e marcantes.
O clipe, gravado em uma locação mais do que única, é assinado pelo cineasta, diretor e também músico, Rodolpho "Rod" Cauhi, fundador da Origem Filmes e sócio-fundador da Amsterdam Digital, responsável por mais de 50 clipes em vários estados, inseridos em diversas plataformas, inclusive MTV, VEVO, PlayTV, entre outras.
Confiram o clipe:
Confiram o clipe:
O lançamento conta com as assinaturas de engenharia de áudio e gravação de Ricardo Barbosa, do 106Studio, em Uberaba-MG, e com mixagem e masterização de Gustavo Vazquez (Black Drawing Chalks, Hellbenders, UGANGA), do Estúdio RockLab, em Pirinópolis-GO.
Com a mochila preparada para novas histórias, e prontos para completar dois anos de estrada, a BJS vem para ficar. Identidade musical, qualidade sonora e muito rock na veia!
Broken Jazz Society e Ricardo Barbosa (106 Studio)
Agora é aguardar o compacto sair pelo selo Sapólio Rádio, deixo vocês com o single Gas Station e no final os links da banda Broken Jazz Society:
http://www.facebook.com/brokenjazzsociety
www.instagram.com/brokenjazzsociety
www.soundcloud.com/broken-jazz-society
www.youtube.com/user/brokenjazzsociety
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terça-feira, 2 de junho de 2015
Bala Na Agulha com o vocalista Peron (A.I.P.)
Peron em 2013, dando uma canja com a banda Confector's Project
É com satisfação que começo mais um Bala Na Agulha ao som da banda alemã Panzer do disco de estreia "Send Them All To Hell", como sou fã do que é feito de som na Alemanha e curto pra caramba Accept e Destruction tá tudo em casa...
Nessa edição convidei meu amigo Peron que já cantou e tocou nas bandas Kaostrofobia, Larica Existencial e A.I.P. (Atos de Indignidade Pública).
Vou colocar uma introdução feita por ele mesmo na caneta, depois coloco as 5 pérolas que ele anda ouvindo no momento.
Peron:
" Ex-baixista da banda Kaostrofobia nos anos 80, ex vocalista
na banda Larica Existencial nos anos 90. No final dos anos 90 e início dos anos
2000 vocalista da banda A.I.P..
Skatista no espírito esportista e na ideologia anárquica e
alternativa da arte do skate. Viveu na Inglaterra de 2000 a 2010, nasceu punk
vai morrer punk, gosta de mulheres interessantes, cerveja sinuca, carne
vermelha, peixes e gastronomia nutritiva. Conhece um bocado sobre plantas
medicinais e tem bonsais e árvores frutíferas no quintal de casa.
Amigo das bandas Uganga, Seu Juvenal, John No Arms, DCV,
Nekrotério, Stoned Wolf, Big Moffo, Troll e Rocket Rock.
Deseja morrer dormindo em uma madrugada de segunda-feira."
da esq pra dir: Manu (Uganga), Peron e Tito (Seu Juvenal)
Ou Peron chega de lero lero cumpadi, manda Bala Na Agulha aí:
1. Zumbis do Espaço: (A Invasão) – Super banda nefasta de punk rock, e
verdadeiros no horror show em suas letras e composições musicais. Os Zumbis do
Espaço vem a muito tempo trazendo a cena punk um relato do que se passa em
nossas esquinas, igrejas, casas e praças públicas, o mais puro “protesto
moderno” bem dizendo, com letras simples e muito vigor nas músicas. Eu
recomendo ouvir bem alto no toca fita do carro, ops! Toca CD, mp3 (ÊÊÊ anos 80,
saudades). (risos)
2. John Mayall and the Bluesbreakers: (Road Dogs) –
Simplesmente um blues muito bom, na voz, guitarra e gaita de John Mayall muito
bem executado e com letras marcantes, emotivas e com muito senso de humor, em
especial “Road Dogs” e “Heal the Pain”.
3. Nomeansno: (Dance of the Headless Bourgeoisie) - Todos os álbuns são fodásticos, aponto principalmente as músicas "I'm a asshole" e "This Story Must Be Told", puta arquitetura musical com letras sensatas e de grande aproveito intelectual. Três amigos canadenses com influência de Jazz e Música Latina (Muito fãs de artistas brasileiros), resolveram fazer um punk diferente...
4. Anti Cimex: (Jawbreaker Scandinavian) - Recomendo também não só este como "Victims of Bomb Raid" e outros da época na coletânea "Aflicted cries in the Darkness of War". A banda sueca punk "Anti Cimex" pelo meu ponto de vista, foi a mais underground, pesada e com letras bem significantes que ouvi nesses últimos 20 anos. Donos de distorções originais, solos simples e elaborados, combinando com os vocais e ritmos, o álbum Jawbreaker se destaca para o primeiro e o segundo som que sem querer se juntam freneticamente no mais puro HC, é um disco envolvente e prazeroso, escutem!!!!
5. Seu Juvenal: (Rock Errado) - Desde que ganhei o bolachão do meu amigo Alexandre Tito (baixista da banda), esse não saiu ainda do meu toca discos. Músicas que vão de Joy Division a Black Sabbath e Dead Kennedy's a Sérgio Sampaio, com excelentes gravações e produção de primeira.
Além de amigos, excelentes músicos são os integrantes do Seu Juvenal, se você não ouviu em vinil, ouçam mas ouçam, de preferência em volume bem adequado, nota 10.
Valeu Peron!!! Aproveito a oportunidade pra comunicar que logo colocaremos aqui no blog a história da banda A.I.P.. Deixo vocês com um video da banda Anti Cimex ao vivo em 1986. Inté a próxima!!!
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sexta-feira, 22 de maio de 2015
Project Black Pantera no Rock Festival 2015 (Uberlândia)
Neste sábado 23/05/2015 vai rolar em Uberlândia no UTC à partir das 20:00h o "Rock Festival 2015" e Uberaba está sendo representada pela banda autoral Project Black Pantera que é uma das gratas revelações no cenário independente da cidade.
A banda formada por Chaene, Charles e Rodrigo já mandou o recado: cola na grade, "abre a roda e senta o pé".
Project Black Pantera
Rolará no festival as bandas Boitata, Chafun Di Formio (lançando o EP "Pague dez e vá pro céu"), Dead Fish (lançamento do disco "Vitória"), Hagbard, Project 46, Strumis e Tortisse e ainda a participação do vocalista Manu "Joker" da banda mineira Uganga.
A Rocket está fazendo excursão pro festival, mais informações:
Recado do Project Black Pantera pra galera do Rock festival !!!!!Cola na grade negada porque agente vai #botarprafuder !!!
Posted by Rodrigo Augusto on Quarta, 20 de maio de 2015
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quarta-feira, 20 de maio de 2015
Seu Juvenal e o Rock Errado (Resenha e Entrevista)
Êta blog abandonado, em 5 anos foi a primeira vez que abandonei o blog por uns meses, e nada mais justo que retornar com algo das coisas que fiquei envolvido, no caso, a banda Seu Juvenal.
O disco "Rock Errado" lançado em 2015 pela Sapólio Rádio está sendo divulgado pra uma parte da mídia especializada através da Som do Darma http://www.somdodarma.com.br/port/artistas.html, e quando isso acontece é claro que a gente fica esperando pelas resenhas. Nesse momento é isso que tá rolando com a banda, várias resenhas do disco e ao meu ver todas elas positivas. Sou suspeito por ser baixista da banda, mas realmente conseguimos gravar um disco bom em vários aspectos, não desmerecendo os dois trabalhos anteriores, "Guitarra de Pau Seco" e "Caixa Preta", e, ainda existe o fato de ter sido lançado em vinil, o que era um sonho pra gente e na minha opinião um formato imbatível em qualidade de som.
Após ler as resenhas sobre o disco, separei uma feita por João Messias Jr. do "New Horizons Zine" que me chamou muito a atenção porque captou a essência da banda na resenha, no início ele já mandou: "Rock Errado, terceiro álbum do grupo mineiro aposta na mistura de climas lisérgicos, peso e estruturas não convencionais"
Desde já agradeço ao João Messias por ter dedicado um tempo pro
disco e já tomando a liberdade de divulgar a resenha. Na sequência
deixo vocês com a entrevista que o guitarrista Zacca respondeu
para o site "Arte Metal", falando muita coisa sobre a banda e o
disco.
RESENHA EXTRAÍDA DO NEW HORIZONS ZINE POR JOÃO MESSIAS JR.
"Contando os tempos que eu resenhava discos apenas para massagear o ego, já se vão mais de duas décadas. Desde então, tive a oportunidade de escrever sobre diversos estilos, do pop ao metal extremo. O tempo passou e inúmeros trabalhos foram descritos, mas nenhum tão desafiador como "Rock Errado" terceiro trabalho do grupo mineiro Seu Juvenal, cujas expectativas instigam antes das músicas.
Lançado exclusivamente em vinil, a capa assinada por Dinho Bento mostra uma criança com um cigarro na mão e com a outra apontando o dedo do meio, além de ter a foto do grupo de ponta cabeça, o que desperta ainda maior curiosidade, cuja viagem musical se inicia com Homem Analógico.
Fugindo dos padrões convencionais esteticamente bonitinhos, a canção na verdade é um discurso, cuja letra nos faz refletir sobre muitas situações e escolhas que fazemos na vida, sejam elas boas ou não. A seguinte, Free Analógica é um rockão oitentista que nos faz vir a cabeça nomes como Barão Vermelho e Plebe Rude. Outra faixa de destaque do Lado A é Asfalto, que é comandada pela densidade e melancolia. Conduzida pelo baixo, chama a atenção pela letra. Pois pensem comigo, quem consegue pensar ou visualizar sobre as coisas que estão na terra preta da nossa selva de pedra? Louva-A-Deus com sua linha voltada ao noise de grupos como Melvins e Rollins Band encerra com muito peso a primeira metade do vinil.
Virando o disco, os destaques a faixa que nomeia o trabalho, um rock and roll despojado, que nos remete a adolescência, com os nossos ímpetos de mudar o mundo. O lado do discurso aparece novamente em Moleque Dissonante, que abre caminho para os belíssimos arranjos de A Chuva Não Cai. Só que o melhor fica para o fim, Burca, em seus seis minutos é dividida em duas partes. A primeira mais introspectiva, agradará aos fãs do rock feito nos anos 80, que se torna um punk rock com uma condução competente de bateria.
Depois de diversas audições, só resta dizer que o quarteto formado por Bruno Bastos (voz), Edson Zacca (guitarra e violão), Alexandre Tito (baixo) e Renato Zaca (bateria) está de parabéns pela ousadia de lançar um trabalho sem pretensões comerciais e realmente concebido com a alma. E que o Seu Juvenal é aquela banda que agradará todos os caras que assim como eu, está chegando aos 40 e que ainda mantém os mesmos sonhos de quando tinha 14, época que escolhi o rock and roll como estilo de vida.
Extraído de: http://www.newhorizonszine.blogspot.com.br/2015/04/seu-juvenal-discursos-peso-e-reflexoes.html
Divulgação da produtora "Sapólio Radio" dos discos "Opressor" da banda Uganga e "Rock Errado da banda Seu Juvenal"
ENTREVISTA COM O GUITARRISTA EDSON ZACCA (SEU JUVENAL) CEDIDA PARA O JORNALISTA VITOR HUGO FRANCESCHINI (BIRO), DO BLOG ARTE METAL:
Zacca gravando as guitarras de Rock Errado em Passagem de Mariana. Ainda na foto: Ronaldo Gino e Euler Alves
Os mineiros do Seu Juvenal é aquele tipo de banda que quebra paradigmas. Mas, que fique bem claro que Bruno Bastos (vocal), Edson Zacca (guitarra), Alexandre Tito (baixo) e Renato Zaca (bateria) fazem isso por gosto, aliás com muito gosto! Tanto que seu terceiro disco (inicialmente lançado em vinil) traz o nome de “Rock Errado”. Conversamos com o guitarrista Zacca que além da produção e divulgação do novo trabalho, nos falou sobre algumas curiosidades que fazem parte não só do som da banda mas de tudo que a envolve.
Primeiramente, como surgiu o Seu Juvenal e da onde veio esse nome (risos)?
Zacca: Queríamos um nome bem mineiro mesmo, bem roqueiro até. Sempre achamos muito engraçado os nomes que normalmente se dão para bandas de R. O tal do "...eitor" ou "...eition" sempre nos soou meio ridículo. Eu mesmo no começo dos anos 90 tocava numa banda chamada Detonation of Traveition e era exatamente uma ‘tiração’ de onda com os nomes de bandas de Metal. Juvenal carrega tudo isto. É um nome simples, mas que para uma banda de Rock causa estranheza. Gostamos disto.
“Rock Errado” é o terceiro disco da banda. Houve alguma mudança na forma de compor em relação aos álbuns anteriores? Enfim, qual foi o processo de composição do novo trabalho?
Zacca: Do segundo (“Caixa Preta”) para este a forma de compor só aprimorou. Mantivemos uma linha. Mas do primeiro pra este a mudança foi radical. No primeiro éramos seis pessoas tocando e umas oito compondo. Era bem caótico o processo. Neste último conseguimos nos concentrar mais no que interessa. Fazer Rock brasileiro de qualidade!
E quais as diferenças vocês vêem no resultado final de “Rock Errado” em relação aos trabalhos anteriores?
Zacca: Nos anteriores, pela inexperiência em estúdio, não conseguimos o resultado que imaginávamos. Neste a satisfação foi garantida. Temos muito orgulho e prazer ao escutar o disco. Nos concentramos muito na criação de arranjos, na execução de cada faixa, na produção, gravação, mixagem e masterização. Cada etapa foi pensada artística e tecnicamente.
E por que decidiram lançá-lo em vinil?
Zacca: Quando íamos entrar pro estúdio, o Guilherme Diamantino, da Sapólio Discos, nos convidou para lançarmos em vinil. A partir daí buscamos informações sobre exatamente o que é gravar um vinil e descobrimos que precisávamos nos cercar de alguns cuidados. Naturalmente a ideia do vinil foi nos influenciando. Acho que muito por isto ele saiu com um som bem ‘vintage’. Ele agora está sendo lançado também em CD pela Sapólio. Tomamos o cuidado de fazer uma master diferente pra cada mídia.
É difícil definir a música do Seu Juvenal. Ao mesmo tempo em que a música parece de difícil digestão em um primeiro momento, ela traz novas descobertas nas próximas audições, pelo menos no novo disco. O que podem falar a respeito?
Zacca: Eu costumo dizer que embora a gente não tenha uma influência musical do Faith No More, tão evidente temos uma semelhança muito marcante neste sentido. Todos os discos deles, principalmente a partir do segundo com o Mike Patton (“Angel Dust”), você só consegue realmente assimilar a partir da terceira ou quarta audição. Não é uma banda daquelas que você escuta e de cara fica doido com o som. Sempre tem aquela estranheza e depois vem vindo a onda até você ficar completamente doido. Não que a gente consiga fazer com as pessoas o que eles conseguem. Afinal, os caras são uma super banda. Mas sempre me pareceu que quem gosta mesmo do Seu Juvenal são as pessoas que curtem bandas que a desafiem a entendê-las. Não entregamos tudo na bandeja pra nossos fãs.
Outro aspecto é a utilização das letras em forma de poesia, a poesia musicada. Expliquem melhor isso.
Zacca: Eu vejo que em nossas letras e na forma de colocá-las nas músicas é onde moram nossas influências da música popular brasileira. É por causa do Itamar Assumpção, do Sergio Sampaio, do Walter Franco, do Arnaldo Baptista, dentre vários outros, que escrevemos nossas letras desta forma.
Nota-se também um ar sarcástico e ao mesmo tempo rebelde nas músicas.
Zacca: Acho que nossa raiz Punk fala alto aí. Curtimos muito punk77. E tenho que admitir que embora nós quatro como pessoas sejamos muito diferentes, dividimos estas características mutuamente, somos sarcásticos e rebeldes desde o berço e acredito que seremos até a sepultura.
Como foi trabalhar com Ronaldo Gino (guitarrista do Virna Lisi) na produção e por que o escolheram?
Zacca: O Gino foi produtor de nosso primeiro disco. Mas na época, em 2004, chegamos em BH, oito malucos do interior, com 12 músicas pra ele gravar em uma semana. Foi ‘doidera’ total. Inesquecível. E ele foi extremamente profissional e deu o seu melhor. Ficou-se então uma vontade de no futuro gravarmos com ele novamente, mas de uma forma mais profissional. Foi isto que conseguimos agora. Ele deu uma liga impressionante nos sons. E o Virna Lisi é uma grande influência nossa. Rock mineiro extremamente barulhento, esquisito e lírico.
Talvez o Rock (errado?) a que o Seu Juvenal se proponha tenha um caminho mais difícil que o próprio Heavy Metal em termos de mercado nacional. Tudo devido à originalidade, essência desconhecida do grande público, enfim... Como tem sido a repercussão do trabalho e como é a agenda da banda em termos de shows?
Zacca: Esperamos ter um segundo semestre melhor com relação a shows. Ainda não conseguimos nos organizar para sair pra estrada este ano. Devido aos compromissos individuais de cada um (todos estamos em torno dos 40) não podemos mais fazer como antigamente que íamos pra onde o povo estava. Agora estamos trabalhando e curtindo a repercussão do trabalho que tem sido a melhor desde que a banda foi formada. O apoio profissional da Sapólio Discos e do Som do Darma na divulgação tem levado nosso disco pra bem mais longe. Acreditamos que assim, degrau por degrau, o segundo semestre nos reserva shows bem interessantes.
Bom, antes de deixar suas considerações finais, uma última pergunta: o que seria o Rock Errado? (risos)
Zacca: O Rock Errado traz dentro dele elementos que andam meio perdidos no Rock nacional. Letras cruas que dialogam com o ouvinte, som rasgado, uma produção que não busca a perfeição, mas a respiração, atitude acima da vontade de vender. Elementos que deveriam ser inerentes a toda banda que se diz roqueira, mas que na prática não o é. É muita cara de mal pra conteúdo nenhum. O Rock nacional se distanciou das ruas. Também acho que nosso Rock Errado traz alguns elementos novos de timbragens e abordagens temáticas. Mas no final das contas pra mim ele é um soco no estômago do que a grande mídia chama de Rock nacional. A antítese disto. Nos anos 80 falaram que o Rock errou... agora ele está assumidamente errado.
Muito obrigado, esse espaço é de vocês.
Zacca: Eu só posso agradecer a vocês do Arte Metal por se interessarem pelo Seu Juvenal e por nos enviarem perguntas tão inteligentes. Acho que o jornalismo roqueiro brasileiro carece muito disto. Inteligência e originalidade. Nossos críticos musicais estão precisando sair do mais do mesmo para que as milhares de excelentes bandas brasileiras de Rock autoral possam ter mais espaço. Precisamos urgentemente de um "Jornalismo Errado" (risos). Abraços a todos! Espero que vocês nos vejam ao vivo, pois é sem dúvida o que mais gostamos de fazer. Valeu
http://blogartemetal.blogspot.com.br/2015/05/entrevista.html
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Bandas Hefes e Morenos do Alabama no Favela Chic
Nesse sábado 21/02/2015 no Favela Chic duas bandas uberabenses estarão fazendo tributo pras bandas NOFX, Blink 182 e muito som punk.
O guitarrista Boris deixa o seu convite pros rockeiros uberabenses:
"Galera essa noite vai rolar muito som no Favela Chic (Uberaba) !!!
A Banda Hefes vai mandar um NOFX para homenagear a vinda
A Banda Hefes vai mandar um NOFX para homenagear a vinda
dos caras para o Brasil!
HEFES
A Banda Morenos do Alabama vai tocar grandes sucessos em
versões Punk além de Blink 182, New Found Glory e outros!!!
Bora?"
●E mais: A tradicional:
☆★CAIPIRINHA 500ML★☆
para os 50 primeiros!!!
$15
Proibida a entrada de menores de 18 anos, obrigatória a apresentação de documento com foto.
Deixo vocês com um show da banda NOFX em 2013:
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Cena Autoral no Triângulo Mineiro
No dia 14 de Janeiro desse ano de 2015 foi publicado no site "Cultura Em Peso" uma matéria do vocalista da banda Uganga, Manu "Joker". Na matéria estão bandas autorais do Triângulo Mineiro que lançaram trabalhos em 2014 e que estarão divulgando o material nesse ano.
Eu como me senti orgulhoso dos trabalhos dos artistas citados, resolvi estender nessa postagem a matéria pra quem curte som autoral.
Nesses dias em que a festa popular mais sem sentido pra nós rockeiros está chegando, e convenhamos, seria melhor o brasileiro pensar em como fazer sua parte pra consertar essa burrice em que se meteu politicamente falando ao invés de comemorar alguma coisa nesse feriado. As bandas citadas nessa matéria fazem sua parte positivamente falando...
Bom, chega de papo, deixo vocês com Manu "Joker" e a cena do Triângulo Mineiro:
Salve crew! Resolvi escrever sobre alguns lançamentos que ao meu ver merecem destaque na cena pesada do Triângulo Mineiro. Com certeza muito mais foi produzido aqui na nossa região, mas optei por falar de alguns trabalhos que tenho acompanhado de perto e me chamaram a atenção.
Também falo do cd da minha banda (Uganga) pois creio que merecemos estar nessa lista (risos). Vamos lá:
Eu como me senti orgulhoso dos trabalhos dos artistas citados, resolvi estender nessa postagem a matéria pra quem curte som autoral.
Nesses dias em que a festa popular mais sem sentido pra nós rockeiros está chegando, e convenhamos, seria melhor o brasileiro pensar em como fazer sua parte pra consertar essa burrice em que se meteu politicamente falando ao invés de comemorar alguma coisa nesse feriado. As bandas citadas nessa matéria fazem sua parte positivamente falando...
Bom, chega de papo, deixo vocês com Manu "Joker" e a cena do Triângulo Mineiro:
Salve crew! Resolvi escrever sobre alguns lançamentos que ao meu ver merecem destaque na cena pesada do Triângulo Mineiro. Com certeza muito mais foi produzido aqui na nossa região, mas optei por falar de alguns trabalhos que tenho acompanhado de perto e me chamaram a atenção.
Também falo do cd da minha banda (Uganga) pois creio que merecemos estar nessa lista (risos). Vamos lá:
Canábicos – Reféns Da Pátria (Independente) 2014
Discípulos diretos das bandas clássicas dos anos 70, os Araguarinos dos Canábicos podem ser confundidos com bandas como Planet Hemp, Cypress Hill e outras devido ao nome “Canábico” (risos)… Mas na verdade fazem uma linha musical bem diferente com influências de Grand Funk, Black Sabbath , Led Zeppelin e Beatles .
Gosta de riffs ganchudos, vocalizações espertas e letras de cunho social mas sem perder o bom humor? Então essa banda é a sua cara! Os caras preparam outro EP para breve e seguem na tour de promoção do segundo trampo “Reféns Da Pátria” que a muito não sai do cd player do meu carro.
Bandaça! Contato: https://www.facebook.com/pages/Can%C3%A1bicos/325351504234099?fref=ts
Confiram o clipe dos Canábicos:
Chafun Di Formio – Pague Dez e Vá Pro Céu (Wolves Cave Records) 2014
Fruto da nova safra pesada do Triângulo, a banda de Ituiutaba Chafun Di Formio (nome de um personagem do seriado Chaves) estréia com o pé direito no EP “Pague Dez e Vá Pro Céu”. Crossover old school com influências de bandas como R.D.P., Garotos Podres e D.R.I. (só pra citar algumas) é o que temos aqui .
Porrada direta comendo solta do início ao fim,, letras críticas, e, (novamente, que bom!) bem humoradas . Confira a fusão metal punk desses 4 loucos. Mais que indicado!
Contato: https://www.facebook.com/ChafunDiFormio?fref=ts
Confiram o clipe do Chafun Di Formio:
Krow – Relentless Disease (Axa Valaha) 2014
Mais um EP, dessa vez da instituição death/thrash de Uberlândia, Krow, e os caras novamente não perderam viagem. Gravado na Suécia por Ronnie Bjornstrom (Aeon, Meshuggah) “Relentless Disease” traz a banda em sua melhor forma e soando mais orgânica. O death brutal de antes agora está mais temperado com levadas thrash e outras pendendo pro hardcore.
Muñoz – Nebula (Independente) 2014
O duo Uberlandense Muñoz, formado pelos irmãos Mauro Fontoura (guitarra e voz) e Samuel Fontoura (bateria) finalmente lança seu trabalho de estréia e comprova o que já vinha mostrando nos shows: Uma banda afiada, com assinatura e músicos acima da média.
Ouvindo o EP (esse formato está mesmo em alta no Triângulo Mineiro !), me veio a mente Soundgarden da fase Ultramega Ok, mas os caras pegam mais pesado nas pirações instrumentais e lisérgicas , mesmo com uma formação enxuta sem baixo. Vi a pouco um show deles no festival Timbre (Uberlândia) e virei fã!
Contato: https://www.facebook.com/duomunoz/info?tab=page_info
Confiram o clipe do Muñoz:
Seu Juvenal – Rock Errado (Sapólio Rádio) 2015
Formada em Uberaba e hoje radicada em Ouro Preto (com exceção do baixista Tito que ainda vive na capital do Zebu) a banda Seu Juvenal chega ao seu melhor trabalho, ao menos até hoje. “Rock Errado” é um puta disco de rock pesado onde influências de punk rock, heavy metal, indie, guitar e rock nacional dos anos 80 (Titãs pode ser citado como uma referência), tudo muito bem costurado e produzido por Ronaldo Gino (EX-Virna Lisi) .
Chafun Di Formio – Pague Dez e Vá Pro Céu (Wolves Cave Records) 2014
Fruto da nova safra pesada do Triângulo, a banda de Ituiutaba Chafun Di Formio (nome de um personagem do seriado Chaves) estréia com o pé direito no EP “Pague Dez e Vá Pro Céu”. Crossover old school com influências de bandas como R.D.P., Garotos Podres e D.R.I. (só pra citar algumas) é o que temos aqui .
Porrada direta comendo solta do início ao fim,, letras críticas, e, (novamente, que bom!) bem humoradas . Confira a fusão metal punk desses 4 loucos. Mais que indicado!
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Confiram o clipe do Chafun Di Formio:
Krow – Relentless Disease (Axa Valaha) 2014
Mais um EP, dessa vez da instituição death/thrash de Uberlândia, Krow, e os caras novamente não perderam viagem. Gravado na Suécia por Ronnie Bjornstrom (Aeon, Meshuggah) “Relentless Disease” traz a banda em sua melhor forma e soando mais orgânica. O death brutal de antes agora está mais temperado com levadas thrash e outras pendendo pro hardcore.
Mas fiquem tranquilos, pois os blast beats e riffs na velocidade da luz também estão garantidos nas duas faixas desse petardo ( Relentless Disease eWhoreborn). Com um nome cada vez mais consolidado tanto no Brasil quanto na Europa (por onde já fizeram 3 tours) e trabalho sério, o Krow segue firme honrando a tradição extrema das Gerais.
Confiram o clipe do Krow:Muñoz – Nebula (Independente) 2014
O duo Uberlandense Muñoz, formado pelos irmãos Mauro Fontoura (guitarra e voz) e Samuel Fontoura (bateria) finalmente lança seu trabalho de estréia e comprova o que já vinha mostrando nos shows: Uma banda afiada, com assinatura e músicos acima da média.
Ouvindo o EP (esse formato está mesmo em alta no Triângulo Mineiro !), me veio a mente Soundgarden da fase Ultramega Ok, mas os caras pegam mais pesado nas pirações instrumentais e lisérgicas , mesmo com uma formação enxuta sem baixo. Vi a pouco um show deles no festival Timbre (Uberlândia) e virei fã!
Contato: https://www.facebook.com/duomunoz/info?tab=page_info
Confiram o clipe do Muñoz:
Seu Juvenal – Rock Errado (Sapólio Rádio) 2015
Formada em Uberaba e hoje radicada em Ouro Preto (com exceção do baixista Tito que ainda vive na capital do Zebu) a banda Seu Juvenal chega ao seu melhor trabalho, ao menos até hoje. “Rock Errado” é um puta disco de rock pesado onde influências de punk rock, heavy metal, indie, guitar e rock nacional dos anos 80 (Titãs pode ser citado como uma referência), tudo muito bem costurado e produzido por Ronaldo Gino (EX-Virna Lisi) .
O selo Sapólio Rádio juntamente com a banda optou por lançar esse petardo em vinil e desde já está na milha lista de melhores do ano. Músicas como Burca, O Homem Analógico (?) e Rock Errado (que conta com participação desse que vos escreve) falam por sí. Corra atrás do seu e tire a prova Joe!
Confiram o clipe do Seu Juvenal:
Uganga – Opressor (Sapólio Rádio) 2014
Agora estou em terreno pantanoso pois falo do cd do Uganga, banda da qual faço parte desde sua formação a mais de 20 anos atrás, e fazer isso é complicado (risos)… Por outro lado me sentiria falso excluindo esse trabalho do meu texto, pois realmente acho que gravamos um belo disco e com certeza nosso melhor trampo até aqui.
O mestre Gustavo Vazquez (Rocklab – GO) tirou o som na cara que sempre procuramos, acho que tanto coletivamente quanto individualmente a banda se superou e o que posso dizer pra finalizar é que convido a todos para conferirem nosso novo trabalho e assim formarem sua opinião. Eu já tenho a minha! \m/
Confiram o clipe do Uganga:
Bom é isso, o corre não para, Triângulo Mineiro cada vez mais forte e fica ai a dica de 6 trampos produzidos por aqui. Nos vemos na estrada, abrax! Joker
Valeu Manu, tamo juntos na correria e espero que esses lançamentos aumentem a cada ano com diversas bandas...Esses 6 discos realmente mostram a evolução da música autoral do Triângulo.
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