Essa postagem será referente a 2ª formação da banda Seu Juvenal (1997)
Desenho: Renato Zaca / 1997
Link da primeira postagem Seu Juvenal:
Seu Juvenal tocando a música "Campanha da Fraternidade" (Igarapava/1997)
Em novembro de 1997 com a saída do vocalista Sid da banda, voltamos a ser um quinteto. Os ensaios aconteciam na rua Almirante Barroso (Fabrício) “Local do Caos e do Barulho” como definia sempre o próprio dono do local, meu saudoso e emburrado amigo, o baixista Juliano (RIP). Foi uma das épocas em que a banda Seu Juvenal mais ensaiou. Em pouco tempo com tantos ensaios eu até consegui criar algumas percussões nas músicas.
Em novembro de 1997 com a saída do vocalista Sid da banda, voltamos a ser um quinteto. Os ensaios aconteciam na rua Almirante Barroso (Fabrício) “Local do Caos e do Barulho” como definia sempre o próprio dono do local, meu saudoso e emburrado amigo, o baixista Juliano (RIP). Foi uma das épocas em que a banda Seu Juvenal mais ensaiou. Em pouco tempo com tantos ensaios eu até consegui criar algumas percussões nas músicas.
Essa formação ficou bem marcada e tocamos em alguns festivais ganhando algumas premiações com a música “Caixeiro Viajante”, ganhamos mais uma guitarra em um festival na cidade de Igarapava/SP que acabou se convertendo em uma bateria nova pro Renato.
Tito / Juliano / Renato / Hilder / Edinho (Igarapava - 1997)
Nesse dia tocamos com as bandas uberabenses Baltazares e Spirit House.
foto: Renato (Seu Juvenal) / Marcinho (Baltazares) - 97
Nesse video temos a banda Seu Juvenal / Adriano "Lóki" / Leonardo Boloni / Zoreya / banda Baltazares e fica como uma homenagem ao nosso eterno amigo e companheiro de banda Juliano Roberto "Sebastião" (RIP) .
No dia 16/11/1997 aconteceu o “Encontro da Geração Desemboque” na antiga Fundação Cultural situada no pátio da Igreja São Domingos que posteriormente ganhará uma postagem especial com relatos das pessoas que participaram. Consegui recuperar um VHS nosso totalmente perdido nos fungos ouro pretanos que nos mostra um pouco do que aconteceu no dia.
Encontro Movimento Geração Desemboque 1997
Tudo estava caminhando bem com a banda, até o dia em que fomos chamados pra tocar em um festival no bairro da Abadia em um galpão de nome “Millenium”. O que aconteceu foi que desde a hora que eu saí com o Juliano da casa dele, que invernamos no conhaque e chegando no local compramos mais um litro, só que esse ele bebeu praticamente sozinho. Depois de muita demora por parte das bandas de heavy que tocaram no festival, eis que a banda Seu Juvenal surge no palco.
Lembro de ajeitar os bongôs, atabaques, surdo, pratos... 1 2 3 começa a primeira música, agora nem lembro que música que foi ou quantas foram depois da primeira de tão alto que eu tava também. Mas como concentração no palco é natural, comecei a não escutar um instrumento, depois a voz e aos poucos a aparelhagem foi sendo desligada pelo técnico e a gente continuando a tocar, até que vejo Juliano arrebentando seu Ibanez “top de linha” no chão sem dó cara, numa ira violenta, depois já vai pro lado da batera e puxa ela pra frente, sobrando o Renato no banquinho, a batera era da banda “Suffer Mass”, o cara ficou irado e todos ficaram irados com razão, e na verdade o resto é lenda rsrsrsrs. Tivemos que colocar o Juliano com seu baixo quebrado e seus amplificadores em um táxi, ele no mesmo dia já comunicou pra banda que não queria mais tocar, o que no meu ponto de vista foi desperdício, pois se tratava de um grande instrumentista e compositor de riffs.
Juliano
Eu tava na maior fissura de ser o segundo guitarrista da banda e deixar as percussões, e com o próprio Juliano eu já tinha aprendido a tocar as músicas na guitarra fazendo a base. O instrumento que mais gosto de tocar até hoje é o baixo, lembro como se fosse hoje, eu morava na rua Tiradentes (Fabrício) e no outro dia os irmãos Zacharias foram na minha casa me oferecendo a vaga do Juliano pra tocar o baixo, não pensei duas vezes, aceitei e to aí há 14 anos com eles na saga juvenalística.
"Trincheira 43" no ano de 1999 (Zacca / Peron / Kiko / Malufão)
Com a saída do Juliano da banda perdemos também o local de ensaio, o Zacca na época foi morar com dois integrantes da banda uberabense A.I.P., o Kiko e o Peron. Assim nasceu a república “Trincheira 43” na rua Araguari (bairro São Benedito), onde passaram a ensaiar as bandas Seu Juvenal e A.I.P., eu não tinha mais baixo na época pra ensaiar, muito menos dinheiro pra comprar um, devo ao Fredinho (Acidogroove/ex A.I.P.) a gratidão por conseguir ensaiar com o seu baixo emprestado até conseguir comprar outro.
Em 1998 as músicas “Rio Claro” e “O Encontro do Chevrolet 55 com a mulher do Zé do Caixão” da primeira demo “Cyber Jéca no Sertão da Farinha Podre” passam a fazer parte da coletânea paulista “Source Bands In Collection” da gravadora Star Music , a banda Ganga Zumba também participou da coletânea com duas músicas. Colocarei o CD na íntegra pra download no final.
Seu Juvenal (Trincheira 43 / 1998)
Nessa fase a banda ficou como quarteto por pouco tempo até a entrada finalmente de um segundo guitarrista, e agora era preciso, porque o Juliano tocava o baixo com palheta e distorção e eu já curto som mais grave. O Edinho nos comunicou que tinha um cara mais novo que tocava em uma banda que chamava Oz Latas e que curtia o lance de fazer música própria, o nome do cara: Léo Brasil, e inclusive por coincidência aparecerá aqui na postagem no vídeo da Geração Desemboque com o violonista Carlos Walter e o ator de teatro Kleider Risso sem mesmo imaginar que ocuparia uma vaga na banda um dia. Paro por aqui com a entrada de Léo Brasil em 1998 dando início a 3ª formação da banda Seu Juvenal que durou até o ano de 2000 com a entrada do meu irmão Arthur Tito Mota no trompete e ficará para uma próxima postagem.
Léo Brasil
Kleider Risso / Léo Brasil
DOWNLOAD CD "SOURCE BANDS IN COLLECTION":
“Valeu Juliano, você deixou seu trabalho registrado com as bandas P.B.K., Neurônios e Seu Juvenal. Quem te conheceu sabe que você merece ser homenageado aqui, porque você fez e faz parte da história do rock uberabense, e outra cara, você foi o primeiro e talvez o único que teve a manha de quebrar um instrumento caro no palco aqui na cidade de Uberaba, no melhor estilo rock'n'roll, provocando o caos no local, é o tipo de coisa que fica registrado eternamente, fica na paz por aí.”
Do planeta terra, seu amigo Tito























